VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Economia

Ricardo Ferraço anuncia investimentos de R$ 100 milhões para a região Sul

Publicados

Economia

Três investimentos privados da ordem de mais de R$ 100 milhões vão movimentar a região sul do Estado e gerar oportunidades para os capixabas. O governador do Estado em exercício e secretário de Desenvolvimento, Ricardo Ferraço anunciou, nesta segunda-feira (08), que as empresas Bebidas Alfredense, em Alfredo Chaves e a SB Mineração e a Decolores Mármore e Granito, ambas localizadas em Cachoeiro de Itapemirim, vão modernizar e ampliar seus projetos de produção gerando mais empregos para os capixabas.

Durante agenda  na região, Ferraço realizou a assinatura de um Termo de Cooperação entre a Secretaria de Desenvolvimento (Sedes) e o Sindicato de Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex) para importação de aeronaves de pequeno porte pelo Aeroporto de Cachoeiro de Itapemirim. Também foi anunciada a contratação de projetos básico e executivo para execução de obras de reabilitação e duplicação da Rodovia ES-488, no trecho Cachoeiro de Itapemirim x Entrada BR-101 (Frade).

“São muitos os investimentos do Governo do Estado e especialmente em infraestrutura urbana em Cachoeiro e estão acontecendo, sobretudo, em parceria com a Prefeitura Municipal. Tornar as regiões mais competitivas e atrativas aos investimentos é a melhor política social, pois cria oportunidades de emprego e dá dignidade às pessoas que podem ter sua renda sem a necessidade de apoio do serviço público ou de qualquer outra instituição”, pontuou o governador em exercício.

Em Alfredo Chaves, o primeiro anúncio foi realizado na Indústria Bebidas Alfredense. Durante visita à empresa, representantes do empreendimento confirmaram o investimento de R$ 30 milhões e a estimativa de geração de 300 postos de trabalho diretos. Atualmente, a produção diária de bebida é de três milhões de litros por mês. Com o investimento, a Indústria ampliará a produção com produtos como cerveja em garrafa, lata e chopp. A empresa faz parte do Programa de Incentivo ao Investimento no Estado do Espírito Santo (Invest-ES) e possui 40 franquias, além de seis marcas de cerveja.

“Acredito que hoje 100% dos empreendimentos que estão nascendo aqui na região, o responsável é o Governo do Estado. Se as contas do Estado não estivessem equilibradas e se não pudesse oferecer esse incentivo fiscal para as empresas nascerem, com certeza não estaríamos aqui hoje. Cada centavo que o governo deixar de arrecadar com o incentivo do Invest-ES, nós estaremos empregando em tecnologia, novas máquinas e acima de tudo em criação de postos de trabalho. Estamos trabalhando para ser a maior cervejaria do Estado,” disse o CEO da Indústria Bebidas Alfredense, Luiz Piccoli Júnior.

O empresário acrescentou: “Vamos investir em produtos retornáveis, para reembalar e ser reaproveitados. O Invest-ES foi decisivo para adquirirmos uma máquina no valor de R$ 10 milhões. Em 2024, temos a previsão de inaugurar a fábrica em Alfredo Chaves.”

Em Cachoeiro de Itapemirim, foram realizados dois anúncios. Representantes da empresa da SB Mineração oficializaram um investimento de mais de R$ 17 milhões na ampliação da unidade industrial para a fabricação de carbonato de cálcio natural (calcário siderúrgico). Os produtos químicos são utilizados para a fabricação de tinta, plástico e MDF. A empresa também faz parte do Invest-ES. Outro investimento anunciado foi da Decolores Mármores e Granitos, que fará a modernização da planta industrial para a expansão da produção. O investimento será de R$ 70 milhões com a estimativa de geração de 70 empregos diretos.

Termo de Cooperação com Sindiex

Na oportunidade, além dos anúncios, durante encontro com empresários da região, foi firmado o Termo de Cooperação com o Sindiex para o desenvolvimento de operações de importação de aeronaves por meio do Aeroporto de Cachoeiro de Itapemirim. “O Espírito Santo lidera um segmento de importação muito importante que é o segmento de importação de aeronaves de pequeno porte. No ano passado, o País importou quase R$ 6 bilhões de aeronaves e aproximadamente 70% desta quantidade foi importada pelo Espírito Santo”, citou Ferraço.

Leia Também:  Servidores municipais de Vitória são valorizados e terão abono de R$ 2 mil este mês

O governador em exercício prosseguiu: “No início do ano, durante reunião liderada pelo nosso governador Renato Casagrande, nós começamos a desenhar a perspectiva concreta e real de trazermos as importações dessas aeronaves para Cachoeiro de Itapemirim, porque isso vai gerar uma dinâmica comercial muito importante para a região. O primeiro passo para viabilizar foi obter o ok do governador. Assim como fizemos em Linhares, vamos construir o Aeroporto de Cachoeiro. Para que a cidade possa ser o objeto estruturador e concentrador de importações, uma das coisas que precisa ser feita é a requalificação do aeroporto.”

O presidente do Sindiex, Sidemar Acosta, destacou que o Espírito Santo vive um ótimo momento no comércio exterior. “Com destaque para a importação de aeronaves, que totalizaram US$ 909 milhões em 2022 e 197 unidades nacionalizadas no Estado. Este, portanto, é o momento de continuarmos unindo forças e investindo para que esse número cresça cada vez mais e para que o Espírito Santo siga se destacando como um dos principais estados importadores do país. O Governo do Estado entendeu e abraçou essa missão junto com o Sindiex. Temos certeza que esse projeto vai contribuir para alavancar, ainda mais, a cadeia produtiva do Espírito Santo”, disse.

A Secretaria da Fazenda (Sefaz) também participou dos entendimentos para a elaboração do Termo de Cooperação com o Sindicato de Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo. “O apoio ao setor produtivo é um indutor do crescimento, gerando um círculo virtuoso em que todos saem ganhando.   aumento nas importações e exportações leva ao incremento na arrecadação tributária, possibilitando ao Governo do Estado investir mais em ações que fazem a diferença na vida do cidadão”, observou o secretário titular da Sefaz, Marcelo Altoé.

O secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno, afirmou que, na última semana, representantes da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) visitaram o Aeroporto de Cachoeiro de Itapemirim junto à equipe da Prefeitura para avaliar propostas de melhoria no local.

“Nos aproximamos muito do ministro de Portos e Aeroportos e da Infraero, nos últimos tempos, em função do Aeroporto de Linhares. Nós já estivemos aqui junto com o prefeito Victor Coelho visitando o aeroporto. Sabemos que a Infraero deve emitir, em breve, um relatório sobre as condições de operação, sobre o porte de aeronaves que podem operar na região. Queremos conectar Linhares e Cachoeiro com o Brasil e com grandes aeroportos. O município tem agora a missão de fazer uma análise das áreas aeroportuárias para avaliar a operação de aviões maiores. A Semobi vai propor melhorias no projeto, pois uma reforma e ampliação do equipamento terá efeitos positivos sobre a infraestrutura de toda a região, melhorando a conectividade aérea e fortalecendo a logística para negócios”, completou Damasceno.

Programa ES Inteligente

Ainda em Cachoeiro, representantes do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) apresentaram aos empresários presentes as linhas de crédito que foram apresentadas ao público presente. Na ocasião, houve a assinatura do Termo de Adesão da Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim ao Programa ES Inteligente do Bandes.

Leia Também:  Cuca não suporta pressão e anuncia saída do Corinthians: "Foi quase um massacre"

O diretor de Negócios do Bandes, Marcos Kneip Navarro, destacou que o banco adota em sua política de investimentos ao empresariado e apoio à gestão municipal critérios que utilizam o Índice de Desenvolvimento Regional Sustentável por Microrregiões e o Índice de Participação dos Municípios. Para o gestor, por meio de iniciativas conduzidas pelo banco de desenvolvimento, o empresariado pode ter acesso a recursos para modernização, inovação e ampliação de negócios.

“Promover e articular iniciativas para o desenvolvimento regionalmente equilibrado é uma das premissas do Governo do Estado e está entre os objetivos do Bandes. Para isso, o banco tem atuado junto de outros atores representativos da economia capixaba de forma alinhada à política de desenvolvimento do Espírito Santo. O Programa ES Inteligente, hoje assinado aqui em Cachoeiro, é um programa de excelência oferecido pelo banco para que as prefeituras possam ter condições de estruturar projetos de PPP (parcerias público-privado) para implantação de projetos de infraestrutura em benefício da população”, afirmou.

Navarro continuou: “Estamos desenvolvendo uma rede de smart cities capixabas. Além da atuação junto à gestão pública, é importante destacar que o banco está atento às demandas sociais e empresariais, ofertando, constantemente, novas alternativas financeiras à sociedade para impulsionar novos negócios, modernizar arranjos produtivos e promover o regionalmente equilibrado. O banco está de portas abertas para que o empresariado do Sul do Estado possa realizar novos investimentos, gerando emprego e renda.”

O prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Victor Coelho, frisou a importância da assinatura do convênio de parceria do município com o Bandes. “Já temos uma PPP em andamento de iluminação pública, cuja operadora é a Caixa Econômica, e agora vamos fazer uma com um banco estadual para desenvolver a energia solar em nossa cidade. Já é sucesso na iluminação pública e será sucesso na energia fotovoltaica. Quanto mais fizermos parcerias deste tipo melhor para o município. Devemos enxergar que não conseguimos abraçar tudo, pois não conseguimos resolver. A iniciativa privada pode nos ajudar. Assim conseguimos dar continuidade a outros projetos”, analisou.

O governador em exercício e secretário de Desenvolvimento também comentou sobre a linha de crédito chamada Desenvolve ES – lançada pelo Bandes e que pode ser acessada por empreendedores que queiram implantar ou expandir os seus investimentos fora da Grande Vitória e fora da Região da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste).

“É uma linha de crédito já consolidada e disponível pelo Bandes. Já estamos com R$ 200 milhões disponíveis para que nossos empreendedores possam acessar com as melhores condições em prazos de carência e taxa de correção. Isso é feito para calibrar a desvantagem que a região sul tem em relação à região da Sudene. O Bandes opera onde existem lacunas de mercado”, disse Ferraço.

Projeto para reabilitação da ES-488

Também foi anunciada a contratação da elaboração de projetos básico e executivo para início de obras de reabilitação e duplicação da Rodovia ES-488, trecho: Cachoeiro de Itapemirim x Entroncamento BR 101 (Frade), com extensão de 12,90 quilômetros. O investimento é da ordem de R$ 183 milhões. A iniciativa será acompanhada pela Semobi e pelo Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado do Espírito Santo (DER). O investimento contribuirá para melhorias na segurança e na logística no transporte de cargas pesadas, já que a região concentra empresas de mármore e granito.

* Informações: Vice-Governadoria / Sedes / Bandes / Sefaz

* Foto: Léo Júnior – Vice-Governadoria

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Economia

EUA taxa produtos brasileiros em até 37,5% a partir desta sexta-feira (24)

Publicados

em

Nova sobretaxa dos EUA atinge cerca de 3 mil produtos brasileiros e eleva tributação para até 37,5%

A nova tarifa de 12,5% anunciada na quinta-feira (23/7) pelos Estados Unidos para produtos brasileiros entra em vigor já nesta sexta-feira (24/7) e, para a maior parte das exportações afetadas, será somada à sobretaxa de 25% imposta na semana passada.

Com isso, milhares de itens passarão a enfrentar uma tributação adicional de até 37,5% para entrar no mercado norte-americano. A alíquota coloca o Brasil entre os parceiros comerciais mais sobretaxados pelos Estados Unidos, atrás apenas da China.

A medida foi adotada no âmbito de uma investigação conduzida pelo governo norte-americano com base na Seção 301 do Trade Act de 1974, que acusa o Brasil de não combater adequadamente o trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

Ela se soma a outra investigação aberta sob a mesma legislação, relacionada a supostas práticas comerciais desleais e ao desmatamento. Essa primeira ação resultou na imposição de uma tarifa adicional de 25%, anunciada em 15 de julho e em vigor desde essa quarta-feira (22/7).

Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), a tarifa de 12,5% alcança cerca de 3 mil produtos brasileiros, equivalentes a US$ 12,5 bilhões (cerca de R$ 63,7 bilhões) em exportações anuais para os Estados Unidos.

Desse total, 85,3% das vendas – cerca US$ 10,7 bilhões (R$ 54,6 bilhões) – passam a acumular as duas sobretaxas.

Na prática, todos os produtos brasileiros que não constam nas listas de exceção publicadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para as duas investigações ficam sujeitos à acumulação das tarifas.

Veja alguns dos produtos que terão tarifa de até 37,5%

  • Etanol:etanol de cana-de-açúcar (combustível), álcool etílico não desnaturado para uso industrial ou em bebidas e álcool etílico para produção de químicos.
  • Polpa solúvel de alta pureza:celulose de madeira para fabricação de fios têxteis (como rayon e viscose), polpa para a produção de celofane e derivados químicos de celulose para plásticos.
  • Máquinas agrícolas e de mineração:tratores agrícolas, colheitadeiras, semeadoras, escavadeiras para mineração, britadeiras e componentes de borracha específicos para esses maquinários.
  • Transformadores elétricos industriais:transformadores de potência para subestações elétricas, transformadores de distribuição urbana e equipamentos de infraestrutura para centros de dados de inteligência artificial.
  • Calçados:sapatos e botas com sola e parte superior de couro, calçados esportivos (tênis) e calçados de segurança industrial.
  • Móveis de madeira:mesas, cadeiras, armários e estantes de madeira de lei ou compensados, exceto assentos técnicos específicos para aeronaves.
  • Vestuário novo:camisas de algodão, calças jeans, peças de moda íntima novas, blusas sintéticas e casacos de inverno.
  • Pisos e rochas ornamentais:placas de granito polido, blocos de mármore trabalhados, quartzito para bancadas e pisos de madeira engenheirada.
  • Equipamentos eletrônicos:equipamentos eletrônicos para uso geral, infraestrutura industrial ou aplicações de consumo.
Leia Também:  Cuca não suporta pressão e anuncia saída do Corinthians: "Foi quase um massacre"

etanol brasileiro aparece como um dos principais alvos das medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.

Segundo os documentos da investigação da Seção 301, o acesso ao mercado brasileiro de etanol foi um dos fatores que motivaram a abertura da apuração contra o Brasil, em julho de 2025.

O produto foi atingido pela tarifa adicional de 25% da primeira investigação e voltou a ser alcançado pela sobretaxa de 12,5% relacionada ao trabalho forçado. Como não integra a lista de exceções de nenhuma das duas medidas, a tributação adicional sobre o etanol chega a 37,5%.

Durante a consulta pública conduzida pelo USTR, produtores norte-americanos afirmaram que tarifas e outras políticas adotadas pelo Brasil reduziram a competitividade do etanol dos Estados Unidos e defenderam a sobretaxa como forma de compensar essas perdas. Parte do setor também pediu que Washington avaliasse a adoção de medidas não tarifárias adicionais contra o Brasil.

Por outro lado, participantes da consulta alertaram que a tributação acumulada de 37,5% sobre o etanol brasileiro seria desproporcional em relação às tarifas aplicadas pelo Brasil ao produto norte-americano. Na avaliação desses interlocutores, a medida pode reduzir o fluxo de comércio bilateral e elevar os custos para importadores e consumidores nos Estados Unidos.

O que fica fora

As duas decisões mantêm listas de exceção praticamente idênticas, excluindo produtos considerados estratégicos para a economia dos Estados Unidos ou já sujeitos a outras medidas comerciais.

Leia Também:  Linhares anuncia Festival de Inverno com música, gastronomia e exposição com produtos do agroturismo

Entre os itens isentos das novas sobretaxas, estão:

  • aeronaves civis, motores e componentes aeronáuticos;
    produtos de aço e alumínio já tributados pela Seção 232;
  • ferro-gusa, pelotas de minério de ferro, sucata metálica e hidróxido de alumínio;
  • materiais informativos, como livros e filmes;
  • doações humanitárias e bagagem de uso pessoal;
  • alguns produtos agrícolas e florestais, como determinados tipos de madeira tropical, café solúvel não aromatizado, mel orgânico e cortes específicos de carne bovina.

Tarifas já afetam exportações brasileiras

Os efeitos negativos das tarifas impostas desde o retorno de Trump à Casa Branca, em fevereiro de 2025, já aparecem na balança comercial brasileira.

Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que 20 dos 27 estados brasileiros registraram queda nas exportações para os Estados Unidos no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desde março de 2025, as vendas brasileiras ao mercado norte-americano recuaram 13%, o equivalente a US$ 2,6 bilhões.

Governo Lula promete reciprocidade

Desde o anúncio da primeira sobretaxa, no valor de 25%, o Brasil afirma estudar o acionamento dos instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade, que autoriza o país a retaliar ou aplicar tarifas equivalentes contra países que imponham barreiras comerciais unilaterais aos produtos brasileiros.

Nessa quinta, após o anúncio da sobretaxa de 12,5%, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu o tom no discurso.

Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que iniciaria “imediatamente” os trâmites para acionar a reciprocidade. De acordo com o texto, o governo brasileiro também pretende levar o caso ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O texto ainda acusa os Estados Unidos de se apropriar do tema do trabalho forçado para sustentar sua política comercial protecionista.

“Na ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais”, afirma.

————————————————

  • Com informações de agências
  • Foto destaque: Reprodução
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA