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Montadora espera licença de instalação de fábrica no ES nesta semana

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Documento vai permitir primeiras etapas da construção da infraestrutura da empresa

Por João Vitor Gomes* – Vitória / ES

A montadora Lecar, do empresário capixaba Flávio Figueiredo, aguarda para esta semana a liberação das licenças de obras para a instalação da primeira fábrica, em Sooretama, no Norte do Estado.

O documento, sob responsabilidade da prefeitura, vai garantir o início da limpeza do terreno, demarcação da ocupação de massas e lançamento da pedra fundamental, dando o começo, de fato, da construção da infraestrutura, detalha Figueiredo.

Uma cerimônia de lançamento oficial da obra da fábrica está sendo planejada pela empresa.

Com projeto ousado de montar três modelos diferentes nas instalações no município — o híbrido 459, a picape Campo e o esportivo utilitário Tático —, a marca quer iniciar as operações já em 2026.

Serão 90 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de 440 mil metros quadrados totais.

Figueiredo diz que as obras vão necessitar de 600 profissionais na fase inicial, com previsão de chegar a 1.200 no pico de produção — a produção de 10 mil veículos por mês.

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Além da fábrica em Sooretama, a marca já anunciou o interesse em uma segunda: a da Caoa Chery, em Jacareí, em São Paulo, desativada desde 2022. 

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* A Tribuna – Conteúdo

* Foto/Destaque: Reprodução/Jornal A Tribuna

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Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026

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Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360

Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES

A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.

O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória. 

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação

“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.

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A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.

O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.

Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.

No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil. 

“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.

Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente. 

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O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.

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  • O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Borana
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