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Fortlev, uma empresa capixaba referência no Brasil

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A Fortlev tem atuação no campo social através do Instituto Água Viva e atua, além em componentes de reservatório de água, também no segmento de energia alternativa, como a solar

Por Paulo Borges

Para quem costuma viajar por este imenso território vai perceber que em quase toda casinha, por mais humilde que seja, lá no sertão brasileiro, tem uma caixa d’água de cor azul com o nome Fortlev. A marca se consolidou e virou sinônimo de caixa d’água. Impressiona a presença do seu principal produto em todo o Brasil, fruto, com certeza, da determinação, competência e muito trabalho para que a Fortlev chegasse a ter esse alcance e atingido esse patamar de excelência pela qualidade do seu principal produto.

Na Fortlev, cuidar da água é um compromisso assumido diariamente com as famílias de Norte a Sul do Brasil. É por isso que a empresa vai além de fabricar reservatórios, tubos e conexões. A finalidade é trabalhar para continuar a ser referência em soluções de armazenamento de água.

A empresa foi criada no ano de 1989, e hoje tem atualmente um dos mais modernos parques industriais de tubos e conexões do país. Já em reservatórios de água, está sempre um passo à frente, buscando soluções arrojadas para os consumidores. A Fortlev conta com sete modernas unidades fabris, situadas estrategicamente nos estados do Espírito Santo, Bahia (duas unidades), São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco e Goiás. Através do sistema de logística que envolve distribuição permanente, contínua e assídua dos produtos nos principais pontos de venda do Brasil, garante o fornecimento diário de milhares de produtos para lojistas e consumidores de todo o país.

Ela ampliou seu leque de negócios, investindo no segmento de energia alternativa, com a Fortlev Solar. Aos poucos vai se consolidando no mercado, não só na geração de energia solar através de suas usinas como na disponibilidade de acessórios para esse segmento.

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Mas nem só de atividade comercial e de lucro vive uma empresa importante e próspera. Tem o lado social e de compartilhamento quando investe nas comunidades mais carentes, levando a sua contribuição além dos pesados impostos que já paga, proporcionando com essas ações de cunho socioeducativo, qualidade de vida, oportunidades e esperança para que essas pessoas vislumbrem um futuro melhor. É o caso da Fortlev, que criou o Projeto Água Viva, no sertão nordestino. Está presente em 40 municípios atendendo 541 comunidades.

O lado social

No ano de 2016, foi criado o Instituto Água Viva (IAV), que é uma organização de cunho social sem fins lucrativos, direcionada para atuar no Sertão Nordestino, principalmente nos estados da Bahia, Piauí, Paraíba e Pernambuco. A escolha não foi aleatória. Foi a sensibilidade da direção da Fortlev diante da pobreza extrema e vulnerabilidade social, onde projetos governamentais não chegam e os Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) se mostram como um dos piores do Brasil. Isso como uma das consequências da baixa renda de meio salário mínimo recebido.

Diante de todo esse cenário a resposta de uma empresa que tem a responsabilidade social e comprometimento com o País, foi a busca de uma forma de contribuir para com os irmãos nordestinos nessa condição de fragilidade. Daí o surgimento de uma entidade como o IAV, com a finalidade de dar mais qualidade de vida e subsistência digna para as comunidades carentes do sertão brasileiro da Bahia, Piauí, Paraíba e Pernambuco. Com esse trabalho criou-se uma forma de atrair outras instituições “na luta pela ressignificação e valorização do sertanejo”. Essa foi construída e as parcerias viraram realidade.

Vale destacar que o trabalho do Instituto Água Viva no sertão nordestino está sedimentado em três pilares: saúde, esporte, educação e geração de renda. Com relação à saúde o Instituto disponibiliza vans médicas-odontológicas com a finalidade de atender centenas de comunidades no sertão. Na educação, em horário fora do turno escolar, são oferecidos desde o ballet, alfabetização, inglês, reforço escolar, informática, além de aulas de música.

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O esporte, um dos pilares, o IAV contribui na formação física e psíquica dos jovens, além de introduzir e firmar valores como a cidadania, a obediência aos pais e aspectos éticos e morais.

Van Odontológica do Instituto Água Viva realiza atendimentos no povoado de  Cachoeira do Roberto

Na geração de renda o objetivo é atender os que necessitam da ajuda da entidade, desde crianças aos adultos. A finalidade é a capacitação que possibilita a profissionalização de pessoas para a obtenção de uma condição mais digna de sobrevivência.

O conjunto de todos esses quatro pilares é a crença no trabalho como fator de transformação cujo objetivo é proporcionar mais qualidade de vida ao povo sertanejo.

A essência da iniciativa da Fortlev

 Sempre focada na visão de sustentabilidade, ao longo dos anos, aprimoramos tecnologias para soluções em armazenamento de água e cuidados com o meio ambiente. Hoje, especializada em armazenar água, o principal tesouro da natureza, buscamos cada vez mais soluções para o cuidado com o meio ambiente.

O que dá força para que tudo isso se realize é a nossa fé em Deus – nosso principal valor. Além deste, também fazem parte dos nossos valores a ética, o respeito, o comprometimento, a simplicidade e a sustentabilidade”.

“E é com base nestes pilares que nós, não só somos líder no mercado, como também promovemos a responsabilidade social na região mais carente de água do país: o Sertão Nordestino. Somos mantenedores do Instituto Água Viva, que atua para levar água e esperança para quem mais precisa”.

Palavra de compromisso da Fortlev, através dos seus dirigentes.

  • Fonte: Fortlev

 

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Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026

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Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360

Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES

A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.

O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória. 

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação

“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.

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A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.

O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.

Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.

No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil. 

“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.

Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente. 

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O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.

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  • O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Borana
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