Gastronomia
Cachaça produzida no ES recebe prêmio internacional na “Copa do Mundo” das bebidas
Economia
Dose Clássica, produzida em Aracruz, foi eleita a melhor no World Drinks Awards, a “Copa do Mundo” das bebidas
Por Pedro Henrique Oliveira* | Vitória (ES)
A cachaça Dose Clássica, produzida em Aracruz, alcançou um feito histórico ao ser eleita a melhor do mundo no World Drinks Awards 2026, considerado a “Copa do Mundo” das bebidas, realizado em Londres, na Inglaterra.
O rótulo Blend Nº 2 Nelson Duarte recebeu a medalha de ouro da competição e venceu a categoria World’s Best Cachaça, após agradar ao paladar de um painel com mais de 10 jurados especialistas de várias partes do mundo.
O evento avalia destilados e cervejas de diversos países, e a edição deste ano contou com um reforço na categoria de cachaças. O processo de análise incluiu três dias de degustação criteriosa dos produtos inscritos.
A organização recebeu cerca de 15 inscrições de cachaças de alto nível, das quais apenas duas chegaram à final como representantes brasileiras. A Dose Clássica superou a concorrência e se tornou a primeira marca da história a conquistar o prêmio de melhor cachaça do mundo em nível global.
O empresário Ralphe Ferreira Júnior, criador da marca, classificou o momento como inesquecível e especial ao relembrar a primeira vez em que produziu a bebida.
“Lembrar daquele líquido intragável de 40 anos atrás e ver nossas garrafas recebendo a consagração máxima, julgadas pelos maiores especialistas do planeta, é a prova de que a persistência, quando unida à busca obsessiva pela qualidade, transforma qualquer realidade. Levamos o nosso melhor para o mundo, e o mundo reconheceu”, disse ele, que conta com a ajuda do filho Rodolpho Nolasco na produção da cachaça.
O master blender Nelson Duarte, referência mundial na produção de cachaças e responsável pela composição do rótulo vencedor, explicou que todo o processo é feito de forma manual, com rigor e seguindo um padrão de receitas.
“A Dose Clássica tem diferenciais competitivos muito fortes em relação aos concorrentes da indústria de larga escala, como a pureza na produção, que não utiliza água para fazer a diluição da cachaça. A bebida já sai na graduação correta de forma natural. São esses detalhes que fazem a diferença na hora que o juiz prova a bebida”, explicou.
Com a conquista, a Dose Clássica reforça sua posição entre as cachaças mais premiadas do Brasil. A marca também acumula o prêmio de Melhor Cachaça da América Latina, vencido no ano passado, e medalhas de ouro na maior competição de destilados do mundo.
Fique por dentro
A cachaça capixaba Dose Clássica, produzida em Aracruz, foi eleita a melhor do mundo no World Drinks Awards 2026, em Londres, conquistando um título inédito para o Brasil.
O rótulo premiado foi o Blend Nº 2 Nelson Duarte, que recebeu medalha de ouro e superou concorrentes de alto nível na disputa global.
A história da marca começou há cerca de 40 anos e hoje a coloca entre as cachaças mais premiadas do País.
A produção é feita em alambique e canavial próprios, com processo manual que garante maior controle sobre a qualidade do destilado.
A moagem da cana é realizada em até 24 horas após o corte, preservando o frescor e a qualidade da matéria-prima.
A marca utiliza uma levedura exclusiva, selecionada do próprio canavial e desenvolvida em laboratório especializado.
Um dos diferenciais é que a cachaça sai do alambique na graduação alcoólica ideal, sem adição de água para diluição.
A versão cristal fica armazenada por pelo menos um ano em tanques de inox, enquanto as envelhecidas permanecem por, no mínimo, dois anos em barris de madeira.
A Dose Clássica já havia conquistado em 2025 o título de melhor cachaça da América Latina e também acumula medalhas em concursos internacionais, como o de Bruxelas.
- A Tribuna – Conteúdo
- Foto destaque: Acervo Pessoal
Economia
Elon Musk se torna o primeiro trilionário da história mundial
Estreia da empresa na Nasdaq impulsiona patrimônio do empresário a US$ 1 trilhão e marca um feito inédito no mundo dos negócios
Elon Musk se tornou oficialmente o primeiro trilionário do mundo, nesta sexta-feira (12/6). O marco foi alcançado após a estreia da SpaceX na bolsa de Nova York, em uma oferta pública inicial (IPO) que já é apontada como a maior da história da Nasdaq, uma das principais bolsas dos Estados Unidos.
As ações da empresa aeroespacial foram lançadas ao preço inicial de US$ 135. Pouco depois do início das negociações, os papéis avançaram e chegaram a US$ 168,75, elevando o valor de mercado da companhia para US$ 2 trilhões. Com isso, a fortuna de Musk ultrapassou a marca simbólica de US$ 1 trilhão, mais de três vezes superior à do segundo colocado entre os mais ricos do planeta, o cofundador do Google, Larry Page.
A maior parcela do patrimônio do empresário passou a vir da SpaceX, avaliada em US$ 765 bilhões dentro de sua fortuna pessoal. Os demais ativos incluem US$ 279 bilhões ligados à Tesla, além de participações na Boring Company e na Neuralink, avaliadas em cerca de US$ 3 bilhões cada.

Elon Musk: dono da Tesla, da SpaceX e do X (Twitter). Em resumo, trilionário / Foto: Reprodução – Redes Soiais
A riqueza alcançada por Musk chama atenção até entre especialistas do mercado financeiro. Segundo dados da Oxfam, sua fortuna cresceu no último ano em um ritmo equivalente a US$ 1 milhão por minuto. Com o patrimônio atual, ele acumula mais riqueza do que os 46% mais pobres da população mundial, o equivalente a aproximadamente 3,8 bilhões de pessoas.
A comparação ajuda a ilustrar a escala do montante. Steve Cohen, apontado como o gestor de fundos de hedge mais bem pago do mundo no último ano, teria de repetir seus ganhos anuais de US$ 3,4 bilhões por quase três séculos para atingir a marca de US$ 1 trilhão.
A oferta pública da SpaceX envolveu a venda de 555 milhões de ações e levou a companhia a estrear no mercado com valor estimado em cerca de US$ 1,77 trilhão. Participaram da operação 23 instituições financeiras, entre elas Goldman Sachs, Morgan Stanley, BofA, Citigroup e JPMorgan. O BTG Pactual foi o único banco brasileiro listado na operação.
Mesmo após abrir capital, Musk seguirá com forte influência sobre a companhia. Ele continuará detendo aproximadamente metade das ações da SpaceX e manterá 82,4% do poder de voto, graças à participação em ações de Classe B, que garantem maior controle nas decisões estratégicas da empresa.
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- Com informações de agências de notícias
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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