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Bilionária mais jovem do mundo é brasileira e tem negócios do Espírito Santo

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Economia

Lívia Voigt tem 20 anos e possui fortuna estimada em US$ 1,3 bilhão devido à sua participação minoritária na fabricante de equipamentos elétricos Weg

A idade média dos bilionários da lista da Forbes de 2024 é 66 anos. É raro se tornar um bilionário ainda jovem e a grande maioria deles é de herdeiros: pela primeira vez desde 2009, todos os bilionários da lista com menos de 30 anos herdaram suas fortunas.

WEG Linhares/ES

A bilionária mais jovem do mundo é a brasileira Lívia Voigt. Atualmente com 20 anos, ela possui uma fortuna estimada em R$ 7,8 bilhões (US$ 1,3 bilhão) devido à sua participação minoritária na fabricante de equipamentos elétricos Weg, que tem negócios no Espírito Santo, com a fábrica instalada em Linhares. A WEG foi cofundada por seu falecido avô. A sua irmã mais velha, Dora Voigt de Assis, de 26 anos, também tem patrimônio de R$ 7,8 bilhões (US$ 1,3 bilhão).

Clemente Del Vecchio, da Itália, de 20 anos, é dois meses mais velho que Lívia. Ele herdou uma participação significativa na fabricante ítalo-francesa de óculos Ray-Ban, EssilorLuxottica, após a morte de Leonardo Del Vecchio em 2022. Seus irmãos Leonardo Maria, de 28 anos, e Luca, de 22, também herdaram fortunas, assim como outros três irmãos mais velhos. 

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Veja a seguir quem são os cinco mais jovens bilionários do mundo, segundo a lista de bilionários da Forbes de 2024.

1. Lívia Voigt
Idade: 20
País: Brasil
Fonte de Riqueza: Máquinas industriais
Patrimônio Líquido: R$ 7,8 bilhões (US$ 1,3 bilhão)

Ela é a bilionária mais jovem do mundo. Assim como sua irmã Dora, possui 3,1% da Weg e já recebeu milhões em dividendos. Atualmente, está cursando psicologia na universidade, segundo a Forbes.

2. Clemente Del Vecchio
Idade: 20
País: Itália
Fonte de Riqueza: Óculos
Patrimônio Líquido: R$ 31,5 bilhões (US$ 5,2 bilhões)

É o terceiro filho dos Del Vecchio e o quarto herdeiro de uma fortuna de óculos entre os bilionários com menos de 33 anos. Assim como seus irmãos, possui 12,5% da holding Delfin, que detém participações em várias empresas, incluindo a produtora de Ray-Ban, EssilorLuxottica.

3. Kim Jung-youn
Idade: 20
País: Coreia do Sul
Fonte de Riqueza: Jogos online
Patrimônio Líquido: R$ 7,8 bilhões (US$ 1,3 bilhão)

Ela e sua irmã possuem aproximadamente 9% cada uma da Nexon, editora de jogos online sul-coreana-japonesa fundada por seu falecido pai, Kim Jung-ju, em 1994. Herdaram suas participações após a morte dele, aos 54 anos, em 2022. Nenhuma das duas irmãs tem envolvimento direto na empresa.

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4. Kim Jung-min
Idade: 22
Cidadania: Coreia do Sul
Fonte de Riqueza: Jogos Online
Patrimônio Líquido: R$ 7,8 bilhões (US$ 1,3 bilhão)

Ela e sua irmã Jung-youn possuem aproximadamente 9% cada uma da Nexon.

5. Kevin David Lehmann
Idade: 22
Cidadania: Alemanha
Fonte de Riqueza: Rede de drogarias
Patrimônio Líquido: R$ 20 bilhões (US$ 3,3 bilhões)

Seu pai transferiu 50% da principal rede de drogarias da Alemanha, dm-drogerie markt, para ele quando tinha 14 anos. Nem ele nem seu pai estão envolvidos na operação da dm. A cadeia de drogarias possui mais de 4 mil lojas na Europa.

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* Informações do Estadão – Conteúdo

* Fotos: Reprodução / Redes Sociais

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Economia

Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026

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Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360

Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES

A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.

O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória. 

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação

“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.

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A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.

O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.

Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.

No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil. 

“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.

Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente. 

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O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.

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  • O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Borana
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