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Bandes em assentamentos rurais renegocia mais de R$ 11 milhões e campanha continua nas próximas semanas

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Recentemente, o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) se reuniu com produtores rurais assentados do Espírito Santo para uma renegociação de contratos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os resultados das reuniões foram proveitosos, com 253 atendimentos e mais de R$ 11 milhões em recursos acordados para a renegociação.

A equipe do banco capixaba conduziu os atendimentos que abrangeram os produtores rurais de diversos municípios e regiões capixabas, como Apiacá, Bom Jesus do Norte, Conceição da Barra, Guaçuí, Pedro Canário, Santa Teresa e São Mateus.

A campanha do Bandes já tem novas rodadas de atendimento agendadas para as próximas terça-feira (13), quarta-feira (14) e quinta-feira (15), em Nova Venécia, das 9h às 17h, e para os dias 20, 21 e 22 de junho, no munícipio de Montanha.

Fundamental para fortalecer o setor produtivo e garantir a continuidade dos negócios, principalmente em momentos de dificuldade financeira, a iniciativa, promovida em colaboração com a Secretaria de Direitos Humanos (SEDH), foi realizada pessoalmente devido às restrições e dificuldades de acesso de alguns produtores aos serviços remotos e originada a partir do pedido feito pelos próprios representantes dos assentamentos.

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O diretor de Administração e Finanças do Bandes, Sávio Bertochi Caçador, ressaltou que, no caso dos atendimentos com os assentamentos, em específico, as condições originais dos contratos são mantidas, o que torna o pagamento mais acessível aos agricultores.

“O banco está atento às demandas sociais. Para os produtores, a regularização de dívidas é crucial, pois viabiliza a renegociação de pendências financeiras e garante que as atividades produtivas sejam continuadas sem mais processos burocráticos. Além disso, o contato presencial foi especialmente importante, pois permitiu que os clientes pudessem esclarecer dúvidas, apresentar suas demandas específicas e receber orientações sobre os produtos e serviços ofertados”, frisou Caçador.

Além disso, a manutenção dos subsídios do contrato original traz mais segurança e previsibilidade, permitindo que os produtores rurais possam continuar honrando com seus compromissos financeiros. Assim, a ação fortalece a agricultura familiar, que desempenha um papel crucial no abastecimento de alimentos no Estado e na promoção do desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.

Para aqueles que desejam renegociar suas pendências com o banco capixaba, o Bandes continua ofertando atendimento on-line para a regularização de dívidas, por meio do site do Bandes.

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Serviço:

Atendimento em Nova Venécia
Data: 13, 14 e 15 de junho
Horário: das 9h às 17h
Local: Escritório do Incaper, Avenida Vitória, 570, Centro, Nova Venécia – ES. 29830-000

Informações sobre renegociação:
www.bandes.com.br/renegocia

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* Informações: Gerência de Comunicação Institucional do Bandes
Bárbara Deps Bonato / Wilson Igreja Campos

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Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026

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Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360

Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES

A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.

O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória. 

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação

“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.

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A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.

O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.

Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.

No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil. 

“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.

Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente. 

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O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.

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  • O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Borana
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