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Economia / Destaque

Anuário aponta o Sicoob como o maior grupo empresarial do Espírito Santo

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Economia

Colocação foi possível por conta do Patrimônio Líquido de 2022, que cresceu 28% em relação ao ano anterior.

Vitória – ES

Por conta do patamar que atingiu em Patrimônio Líquido em 2022, o Sicoob ES acaba de ocupar o posto de Maior Grupo Empresarial em atuação no Estado, de acordo com um dos principais rankings locais, o Anuário IEL 200 Maiores e Melhores Empresas no Espírito Santo. Ano passado, o crescimento do indicador foi de 28% e, este ano, a instituição já teve 25% de aumento no terceiro trimestre, alcançando a marca de R$ 4 bilhões.

“Fundamentamos o nosso sucesso em pilares, como o ambiente de trabalho positivo, a satisfação dos associados, o compromisso com o impacto positivo na sociedade e a busca por resultados consistentes. Recebemos este reconhecimento reforçando o compromisso contínuo em sermos relevantes na vida das pessoas e contribuirmos para as comunidades onde atuamos” celebra Nailson Dalla Bernadina, diretor executivo do Sicoob ES.

No ano passado, o Sicoob ES já havia sido reconhecido como a Melhor Empresa de Serviços Financeiros e Seguros e o Maior Grupo Empresarial do Estado, de acordo com o Patrimônio Líquido. A publicação é de responsabilidade do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), ligado à Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e analisa os balanços de empresas da indústria, de comércio, serviços e agronegócio.

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Este ano, a Ciclos, cooperativa de plataforma do grupo Sicoob ES que oferta produtos como energia limpa por assinatura e plano de telefonia e dados, também alcançou o posto de Melhor Empresa na categoria de Energia e Saneamento no Anuário. A publicação está em sua 27ª edição e conta com circulação no Brasil e no exterior, levando informação para mais de 1 milhão de leitores.

O Sicoob ES já reúne 710 mil associados e fechou o terceiro trimestre deste ano com o patamar histórico de R$ 20 bilhões em ativos, alcançados com a soma dos recursos administrados pelas cooperativas, como depósitos, empréstimos, aplicações, dinheiro em conta, patrimônio e outros.

A instituição está comemorando 35 anos de atividades do sistema regional, que engloba o Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia e São José dos Campos (SP). As praças são atendidas por seis cooperativas singulares, Sul-Litorâneo, Sul, Conexão, Coopermais, Sul-Serrano e Credirochas, todas avaliadas com melhoria em suas notas da agência de classificação de risco Fitch Ratings para AA, para longo prazo, e F1Bra, para curto prazo.

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Além disso, o ano de 2023 marcou um importante título para o sistema regional, que ficou entre as Melhores empresas para se trabalhar, na categoria grande porte, pela consultoria global Great Place to Work (GPTW).

Presente em 72 dos 78 municípios capixabas, a marca possui a maior rede de atendimento entre as instituições financeiras privadas no Espírito Santo e, entre suas frentes de maior visibilidade estão os investimentos em ações de responsabilidade social, que somaram mais de R$ 6 milhões no ano passado; além de ser o maior apoiador da atividade cafeeira no Estado, com repasse de recursos do Funcafé; e o segundo maior apoiador da atividade agropecuária regional.

Em nível nacional, o Sicoob é uma das três melhores instituições financeiras, de acordo com o ranking da revista Forbes, com um resultado superior a R$ 520 milhões no primeiro semestre de 2023.

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* Informações Folha Vitória – Sicoob / Foto: Divulgação – Sicoob

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Escala 5×2 ameaça pequenos negócios no interior do ES

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Pesquisa aponta risco de aumento de custos, dificuldade para manter atendimento e falta de mão de obra qualificada

Aumento de custos operacionais, dificuldade para reorganizar equipes e escassez de mão de obra qualificada, especialmente em negócios ligados ao comércio, serviços e turismo estão listados como os principais impactos da possível adoção da escala de trabalho 5×2 em municípios capixabas. Um estudo realizado com 30 empresários e gestores de Marataízes e cidades vizinhas, apontou a situação.

O levantamento, realizado em abril deste ano, foi conduzido pelo Administrador Allan Junio da Silva Vieira, representante institucional do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES) na Região Litoral Sul. Segundo ele, “a escala 5×2 não pode ser analisada apenas como uma questão trabalhista. Ela acaba expondo gargalos históricos de gestão, tecnologia e qualificação profissional que já existiam nas empresas do interior”, afirma.

Conhecida como a “Pérola Capixaba” e também como a capital estadual do abacaxi, Marataízes é um dos principais polos turísticos e agrícolas do litoral sul do Espírito Santo. Com economia fortemente baseada em atividades presenciais e atendimento direto ao público, o município representa um retrato dos desafios enfrentados por pequenas e médias empresas diante das mudanças nas relações de trabalho.

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Segundo Allan Vieira, o debate sobre a escala 5×2 vai além da redução da jornada semanal. O levantamento identificou diferenças significativas entre empresas mais modernas e negócios ainda dependentes de operações manuais. Enquanto organizações com maior uso de tecnologia enxergam oportunidades de ganho de produtividade e modernização, empresas tradicionais demonstram preocupação com a manutenção dos turnos de atendimento e a sustentabilidade financeira das operações.

De acordo com o estudo, muitos empresários estimam aumento operacional próximo de 20% em setores com atendimento direto ao público caso não haja investimento em automação e reorganização de processos internos. “O principal medo não é apenas a folha salarial. Muitos gestores relatam preocupação em conseguir manter o atendimento funcionando em cidades onde ainda existe forte dependência do trabalho operacional e pouca oferta de mão de obra qualificada”, explica Allan Vieira.

A pesquisa também aponta diferenças de percepção entre os perfis empresariais analisados. Enquanto empresas maiores concentram preocupações em competitividade e produtividade, pequenos empreendedores demonstram receio imediato relacionado à sobrevivência financeira e à capacidade de adaptação.

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Para o Administrador Allan Vieira, o cenário reforça a necessidade de modernização da gestão no interior capixaba. “Tecnologia e gestão deixaram de ser diferenciais e passaram a ser fatores de sobrevivência. Empresas que já utilizam automação e ferramentas digitais conseguem absorver melhor mudanças na jornada de trabalho”, destaca.

Apesar dos desafios, o estudo também identifica oportunidades. Entre elas, a possibilidade de atração de profissionais de grandes centros urbanos em busca de qualidade de vida e a melhoria do ambiente organizacional nas empresas que conseguirem investir em inovação e produtividade. “A escala 5×2 pode se transformar em uma vantagem competitiva para o interior do Espírito Santo, mas isso depende diretamente da capacidade das empresas de modernizar processos e investir em produtividade”, conclui o representante institucional do CRA-ES.

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  • Matéria reproduzida do JN – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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