CULTURA & ENTRETENIMENTO
No Catar tem um gato para cada habitante, enquanto cachorros são mal vistos
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Em Doha tem gatos em todo lugar. Literalmente. No centro de treinamento da seleção, no centro de mídia dos jornalistas credenciados para a Copa do Mundo, no corredor do apartamento. Nas ruas, especialmente depois que o calor abaixa, a partir das 16h, aproximadamente. Miam diferente dos gatos do Brasil, sem exagero. Têm sotaque árabe.
Um artigo publicado pela Universidade Hamad Bin Khalifa, em 2016, sobre a necessidade de controle de doenças propagadas por gatos, dizia que o país contava na época com uma população estimada entre 2 e 3 milhões de gatos. Contando que esse número se manteve estável, é uma proporção impressionante: há um gato para cada habitante do país.
Eles passeiam pelos Souq Waqifs de Doha e Al Wakrah, não fazendo compras ou assistindo às apresentações culturais, e sim atrás de comida. São ariscos porque são gatos de rua. Foram introduzidos no país na década de 1960, estratégia dos cataris para conter os perigos causados pela quantidade de ratos no país. Resolveram um problema, criaram outro.
Cachorros são mal vistos
É claro, existem os gatos domésticos. Eles ilustram propagandas para antialérgicos, fazem parte da composição familiar catari. Mas os de rua é que são uma questão, eles se proliferaram rapidamente tanto nas áreas urbanas quanto rurais porque não possuem um predador natural no país. Acabaram se transformando em um vetor de transmissão de vermes e protozoários aos humanos.
O inimigo histórico do gato, o cachorro, é mal visto no país. Simplesmente não existem nas ruas. A explicação para isso é religiosa. A maior parte dos eruditos do islamismo afirmam que o animal é impuro. Abu Hurarya, um dos seguidores de Mohammad, afirma que o profeta disse que “Se um cachorro beber de um recipiente seu, purifique-o lavando-o sete vezes, sendo a primeira com areia”.
Há movimentos entre muçulmanos de diferentes correntes para quebrar a resistência com os cachorros. Países mais liberais quanto aos costumes, como a Turquia, possuem grupos que criam cães como animais de estimação. No Catar, isso parece não existir com tanta força.
• Informação Extra / Foto: Reprodução
CULTURA & ENTRETENIMENTO
Pela primeira vez em 47 anos, Festa da Polenta é cancelada em Venda Nova do Imigrante
O anúncio foi feito pela Associação Festa da Polenta (Afepol), responsável pela organização do evento
Por Maria Clara Leitão*
Pela primeira vez desde a criação, em 1979, a tradicional Festa da Polenta foi cancelada em Venda Nova do Imigrante. O anúncio foi feito pela Associação Festa da Polenta (Afepol), responsável da organização do evento, que é considerado um dos maiores símbolos da cultura italiana no Espírito Santo.
A Festa da Polenta é realizada todos os anos no Centro de Eventos Padre Cleto Caliman, o “Polentão”. No entanto, o local passa por obras de infraestrutura, atualmente, e, por este motivo, o evento deste ano precisou ser cancelado.
Segundo o presidente da Associação Festa da Polenta (Afepol),Tarcísio Caliman, apesar da obra principal estar em andamento sem atrasos, a estrutura necessária para a realização da festa vai além da nova cobertura do espaço.
“É uma obra grandiosa e não há atrasos, mas tem toda uma infraestrutura que precisa ser preparada para oferecer ao turista uma festa como sempre fizemos. É uma festa grande, que envolve muita gente. Ela tem a alma do vendanovense. Então, oferecer algo que não estivesse à altura da festa, a gente preferiu não fazer neste ano”. Tarcísio Caliman, presidente da Associação Festa da Polenta (Afepol)
Mesmo com previsão de conclusão da estrutura principal até agosto, a Afepol avaliou que o local não teria condições adequadas para receber o público com segurança e conforto durante os dois fins de semana previstos para outubro.
Além disso, também foi ressaltado que a decisão não partiu apenas da diretoria da associação, mas também do conselho formado por dezenas de integrantes da comunidade.
“No ano passado foram quase 1.800 voluntários. Temos 85 coordenadores de equipes que fazem a festa acontecer. Achamos melhor cancelar neste ano para, no próximo, inaugurar o Polentão da maneira que ele merece, com muita grandiosidade”. Pontuou Tarcísio Caliman.
Cancelamento deve afetar setores de Venda Nova
Será a primeira vez, desde a criação da Festa da Polenta, que o evento não será realizado presencialmente. Nem mesmo na pandemia de Covid-19 a tradição foi interrompida, já que, em 2020 e 2021, a programação aconteceu em formatos adaptados.
O cancelamento também deve impactar hotéis, restaurantes, comércio e o setor turístico da cidade serrana. Apesar disso, Tarcísio acredita que o momento também pode servir para mobilizar ainda mais a população e os empresários locais em torno da festa.
“A Festa da Polenta não pertence só à diretoria ou aos voluntários. Ela pertence ao comércio, à hotelaria, ao turismo e a toda a cidade. Todo mundo sente quando ela não acontece”, disse Tarcísio Caliman, presidente da Associação Festa da Polenta (Afepol)
O presidente garantiu que a expectativa é realizar uma edição ainda maior no ano de 2027. “Vamos trabalhar com muito carinho para que a próxima edição seja uma festa à altura de Venda Nova e dos turistas que vêm participar conosco”, disse Caliman.
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- Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Internet
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