Curiosidade e Conhecimento
Dia das Crianças: Como surgiu?
Curiosidade & Conhecimento
Neste 12 de outubro, dia da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, feriado nacional, também se comemora o Dia das Crianças. O dia da Santa já se sabe como tudo começou, porém, e o surgimento do Dia das Crianças?
O Dia da Criança surgiu no Brasil em 1923, durante o 3º Congresso Sul-Americano da Criança, realizado no Rio de Janeiro, onde se propôs uma data oficial para a celebração. A data de 12 de outubro foi escolhida para coincidir com o descobrimento da América e surgiu por força de lei, sendo oficializada em 1924 pelo decreto 4.867. A proposta foi do deputado Galdino do Valle Filho, depois sim assinado o decreto pelo presidente Arthur Bernardo,que governou o Brasil entre 1922 e 1926.

Por quase quatro décadas a data passou meio despercebida, como tantas outras propostas pelo Legislativo.
A data só se popularizou comercialmente na década de 1960, com campanhas publicitárias de empresas de brinquedos, como a Estrela e a Johnson & Johnson. Que se associaram para lançarem a promoção a “Semana do Bebê Robusto”, aproveitando a comemoração já existente para alavancar a venda de produtos para crianças. A iniciativa foi um sucesso. Outros varejistas aproveitaram a onda e a ação, rebatizada nos anos seguintes de “Semana da Criança”, se tornou uma das principais datas comerciais do calendário brasileiro.
“A data virou tradição porque conseguiu tocar o lado emocional das pessoas. O presente dado à criança passa a ser um símbolo desta estima”, explica Dalton Viesti, administrador e consultor em marketing.

O dia 12, porém, não é uma data universal. O dia das crianças é comemorado em mais de 100 países em momentos variados (o verbete da Wikipedia traz uma lista de dezenas deles). O mais próximo de uma data “mundial” é o Dia Universal das Crianças, celebrado em 20 de novembro. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para marcar a aprovação, em 1959, da Declaração Universal dos Direitos da Criança.

- Inspiração inicial (1923):
A ideia de uma data para as crianças surgiu no 3º Congresso Sul-Americano da Criança no Rio de Janeiro.
- Escolha da data (1923):
O dia 12 de outubro foi sugerido para coincidir com o dia do descobrimento da América.
- Oficialização (1924):
O então presidente Arthur Bernardes assinou o decreto nº 4.867, de 5 de novembro de 1924, instituindo oficialmente o 12 de outubro como “Festa da Criança”.
- Popularização comercial (1960):
A data só ganhou força popular e comercial a partir da década de 1960, quando empresas de brinquedos iniciaram campanhas para impulsionar as vendas, como a “Semana do Bebê Robusto” da Estrela em 1955 e a campanha da Johnson & Johnson em 1965.
- 12 de Outubro – Dia das Crianças: origem, frases, no Brasil
Como o Dia das Crianças tornou-se popular no Brasil? O Dia das Crianças ficou popular no Brasil após uma campanha publicitária da …
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* Pesquisas Pauta1
* Fotos Ilustrativas: Reprodução das Redes Sociais
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Fazenda ‘rara’ do subúrbio do Rio segue abandonada após promessa de revitalização do Governo Federal
Por Victor Serra* | Rio de Janeiro (RJ)
Mais de um ano após ser incluída entre os 14 bens culturais fluminenses contemplados pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a histórica Fazenda Capão do Bispo, no Cachambi, Zona Norte do Rio, permanece sem qualquer intervenção de restauro. Enquanto as obras não saem do papel, o casarão do fim do século XVIII segue sendo alvo de invasões, vandalismo e furtos. Segundo apuração da reportagem, o programa destinou R$ 440 mil para a elaboração do projeto de restauração do imóvel.
Na época do anúncio, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou ao DDR que o imóvel seria transformado
Patrimônio em deterioração

Sem vigilância permanente e praticamente abandonado, o casarão vem sofrendo com a retirada de portas, janelas e outros elementos arquitetônicos, além da ocupação irregular por pessoas em situação de rua. Recentemente, preservacionistas denunciaram a realização de fogueiras no interior da construção, aumentando o risco de incêndio em um imóvel tombado.
Para o ativista Marconi Andrade, da página SOS Patrimônio, a situação é crítica e coloca em risco um dos imóveis históricos mais importantes da cidade. “A Fazenda Capão do Bispo é um patrimônio fundamental para a história do Rio de Janeiro e do Brasil. Foi um dos primeiros locais de cultivo de cana-de-açúcar e, mais tarde, recebeu uma das primeiras mudas de café plantadas no país. Hoje, infelizmente, a casa está completamente aberta, sem segurança e sem manutenção. Portas e janelas estão sendo roubadas, há pessoas morando no imóvel e existe um risco real de incêndio ou até mesmo de desabamento”.

Marconi afirma que grupos ligados à preservação do patrimônio precisaram se mobilizar. “Existe um risco real de incêndio e até de desabamento. Há pessoas utilizando o imóvel de forma irregular, enquanto o patrimônio permanece completamente vulnerável”.
Há cerca de quatro anos, o Ministério Público ajuizou uma ação civil pública pedindo medidas para garantir a recuperação do imóvel. O processo, no entanto, não produziu os efeitos esperados.
Uma fazenda que ajudou a contar a história do Brasil
A Casa do Capão é considerada um símbolo da arquitetura vernacular brasileira, e integra o Projeto Circuito de Fazendas Históricas do Rio de Janeiro. Em 1759, a fazenda foi confiscada dos jesuítas e incorporada à Coroa. Dois anos depois, começou a ser leiloada. Um dos compradores foi o bispo D. José Joaquim Justiniano Mascarenhas de Castelo Branco, que construiu a casa-grande em um capão — porção de mata isolada sobre um outeiro de cerca de 20 metros de altura — origem do nome da propriedade. Durante séculos, a fazenda manteve atividades agrícolas.
Do ponto de vista arquitetônico, o casarão é uma das raríssimas casas de engenho preservadas na cidade do Rio. Conserva características típicas das edificações rurais setecentistas da Baía de Guanabara, como o pátio central e a varanda sustentada por colunas toscanas de alvenaria. Especialistas costumam comparar sua relevância apenas à da Fazenda do Colubandê, em São Gonçalo.
O imóvel foi tombado pelo Iphan ainda na primeira metade do século XX.
O que diz o Iphan
Procurado pelo DIÁRIO DO RIO, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional informou que aguarda o envio do projeto executivo de restauração pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), responsável pela condução do processo. Segundo o órgão federal, cabe ao Iphan apenas analisar e aprovar o projeto, descentralizar os recursos do Novo PAC e fiscalizar a execução das obras.
Sobre as invasões e o vandalismo registrados no imóvel, o instituto ressaltou que a manutenção dos bens tombados é responsabilidade de seus proprietários. O órgão informou ainda que, após vistoria técnica, encaminhou ofícios à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec), alertando para o descumprimento de medidas emergenciais e solicitando providências imediatas.
Entre os problemas apontados estão a falta de limpeza do terreno, o acúmulo de lixo e dejetos, a ausência de capina, o avanço da vegetação e a inexistência de vigilância efetiva no local.
- Matéria do Diário do Rio – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Iphan
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