Educação / Ações Relevantes
Vitória terá 41 escolas em tempo integral no ano letivo de 2025
CIDADES
Por Luís Oliveira*
Vitória / ES
Nove horas diárias de aprendizado, currículo diversificado, incentivo ao protagonismo e à autonomia dos estudantes. No tempo integral, essas são apenas algumas das vantagens que transformam o ambiente escolar em um espaço de desenvolvimento contínuo e integrado. Além de garantir quatro refeições diárias – cobrindo 70% das necessidades nutricionais diárias dos estudantes – o tempo integral potencializa a aprendizagem e oferece um acolhimento completo. É esse compromisso com a educação de qualidade que leva Vitória a investir cada vez mais na ampliação do tempo integral.
Com o anúncio feito nesta sexta-feira (29) pelo prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, e pela secretária de Educação, Juliana Rohsner, Vitória alcançará o total de 41 unidades de ensino em tempo integral em 2025, um crescimento significativo em relação às 30 atuais. A expansão representará a oferta de 3.114 novas vagas distribuídas entre os Centros Municipais de Educação Infantil em Tempo Integral (Cmei TI) e as Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emef TI), totalizando um quantitativo de 10.232 vagas em tempo integral para o ano letivo de 2025. A solenidade, realizada no auditório da PMV, contou com a presença de autoridades municipais e educadores.
Em sua fala, o prefeito Lorenzo Pazolini destacou o impacto transformador que a implantação do tempo integral tem exercido nas comunidades escolares de Vitória. “É uma grande satisfação estarmos reunidos para celebrar este momento tão significativo para a educação da nossa cidade. Parabenizo todos os profissionais, estudantes e educadores que fazem parte dessa transformação, pois é através da educação que construímos uma sociedade mais justa e fortalecemos nossa comunidade. Sinto muito orgulho ao ouvir pais e avós comentarem o impacto positivo que a educação tem trazido para as famílias. Esse projeto é fruto do compromisso da Prefeitura de Vitória, que, em parceria com toda a comunidade escolar e por meio de investimentos expressivos em toda a cidade, tornou essa mudança possível.

Prefeito Lorenzo Pazolini, ao lado da secretária de Educação, Juliana Rohsner
Para 2025, mais 11 unidades de ensino passarão a ofertar o Tempo Integral. São elas: As Emef Amilton Monteiro, em Mario Cypreste, Paulo Roberto Vieira Gomes, em São Benedito e Emef Ronaldo Soares, em Resistência, além dos Cmeis Ana Maria Chaves Colares, em Jardim Camburi; Cecilia Meireles, em Monte Belo; Darcy Vargas, em Bela Vista; Cmei Geisla da Cruz Militão, em Nova Palestina; Cmei Georgina da Trindade, em São José; Cmei Nelcy da Silva Braga, em São Cristóvão; Cmei Professora Cida Barreto, em Pontal de Camburi e Cmei Sebastião Perovano, no bairro Jabour.
A secretária de Educação, Juliana Rohsner, destacou em sua fala a importância da ampliação do ensino em tempo integral, enfatizando os benefícios para o desenvolvimento completo dos estudantes e o impacto positivo nas comunidades escolares. “A ampliação do ensino em tempo integral é um marco na educação de Vitória. O tempo integral vai muito além do desenvolvimento cognitivo, e valoriza também os aspectos psicomotor e socioemocional dos estudantes, permitindo uma transformação ainda maior na qualidade do ensino, proporcionando um acompanhamento pedagógico mais aprofundado, com monitoramento constante, planejamento cuidadoso e projetos diversos que enriquecem o cotidiano escolar. Esse é um sonho antigo de Vitória, que agora se realiza com o propósito de oferecer uma educação pública de qualidade e mais equitativa. É emocionante ver o impacto positivo dessa ampliação, que transforma realidades nas comunidades escolares”, disse a secretária de Educação, Juliana Rohsner.
Mais tempo na escola: o que fazer?
Para ser tempo integral, uma unidade de ensino precisa ofertar, pelo menos, sete horas diárias de atividades. Em Vitória, a carga horária das escolas de tempo integral é de nove horas. Tanto nos Cmeis quanto nas Emefs, essas nove horas são preenchidas por um currículo integrado, que visa, de forma articulada, o desenvolvimento das diferentes linguagens, conhecimentos e princípios, priorizando a participação ativa e o protagonismo das crianças.

Na educação infantil, que atende a crianças de 6 meses a 5 anos de idade – nos segmentos creche e pré-escola -, o currículo inclui o acolhimento da criança na unidade de ensino; o momento integrador, que envolve o banho, a higienização e o descanso; os ambientes temáticos, que são espaços de aprendizagem ocupados pelas crianças com contextos preparados pelos professores; e as oficinas temáticas – mais presentes na pré-escola -, em que a criança tem autonomia para escolher em qual ela quer participar fazendo sua própria inscrição.
Já no ensino fundamental, que atende estudantes de 6 a 14 anos de idade, o currículo integrado articula tanto os componentes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com as disciplinas de Língua Portuguesa, Inglês, Educação Física, Arte, Ciências, Geografia, Matemática e História, quanto a parte diversificada, que compreende as práticas educativas, que são a Tutoria e o Acolhimento, e as metodologias de êxito, que são o Projeto de Vida, o Protagonismo, a Educação Científica e Tecnológica, a Orientação de Estudos e as Disciplinas Eletivas.

O Projeto de Vida é o eixo estruturante da escola em tempo integral e a construção dele, por parte do estudante, deve considerar a reflexão sobre seus sonhos e planos, partindo de quem ele é e aonde ele deseja chegar. As aulas de Projeto de Vida são ofertadas do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental.
Histórico
Quando a atual gestão assumiu a gestão da capital, em janeiro de 2021, o município contava com quatro unidades de ensino em tempo integral. Eram as Escolas Municipais de Ensino Fundamental em Tempo Integral (Emef TI) Anacleta Schneider Lucas, na Fonte Grande; Eunice Pereira Silveira, em Tabuazeiro; e Moacyr Avidos, na Ilha do Príncipe; além do Centro Municipal de Educação Infantil em Tempo Integral (Cmei TI) Aécio Bispo dos Santos, em Jaburu, que funcionava em tempo integral, mas sem a regulamentação necessária para ofertar a modalidade.
No dia 29 de setembro daquele mesmo ano, foi sancionada a lei que instituiu e regulamentou o ensino de tempo integral nos Cmeis, o que possibilitou a expansão dessa modalidade de ensino. A rede municipal de ensino passou então de quatro para sete unidades atendendo em tempo integral, somando os Cmei TI Dom João Batista da Motta e Albuquerque, na Praia do Suá; Robson José Nassur Peixoto, no Forte São João; e Silvanete da Silva Rosa da Rocha, em Comdusa. Em 2022, mais três unidades de ensino iniciaram o ano atendendo em tempo integral, chegando a um total de dez: o Cmei TI Menino Jesus, no Centro; e as Emefs TI Izaura Marques da Silva, em Andorinhas, e José Lemos de Miranda, em Comdusa.
Já em 2023, mais sete unidades de ensino iniciaram o ano letivo na modalidade tempo integral, alcançando a marca de 17 escolas: Cmei TI Álvaro Fernandes Lima, em Bela Vista; Cmei TI Carlita Corrêa Pereira, na Piedade; Cmei TI Jacyntha Ferreira de Souza Simões, em Goiabeiras; Cmei TI Luiz Carlos Grecco, na Ilha de Santa Maria; Cmei TI Luiza Pereira Muniz Corrêa, em Mário Cypreste; Cmei TI Maria Goretti Coutinho Cosme, no Cruzamento; e Emef TI Paulo Reglus Neves Freire, em Inhanguetá.

Neste ano letivo de 2024, as seguintes unidades passaram a ofertar o ensino em tempo integral: Emef Edna de Mattos Siqueira Gaudio, em Jesus de Nazareth, e José Áureo Monjardim, em Fradinhos, além dos Cmeis Valdivia da Penha Antunes Rodrigues, em Santos Dumont; Carlos Alberto Martinelli de Souza, em Gurigica, Jacy Alves Fraga, em Tabuazeiro; Rubens José Vervloet Gomes, em Jardim Camburi; Doutor Denizar Santos, na Ilha do Príncipe; Maria Nazareth Menegueli, em Andorinhas; Magnólia Dias Miranda Cunha e Padre Giovanni Bartesaghi, na Ilha das Caieiras; Eldina Maria Soares Braga, no bairro Grande Vitória; Rubens Duarte de Albuquerque, no Alto Itararé; e Doutor Thomaz Tommasi, em Joana D´Arc.
Confira a relação das 11 novas escolas em tempo integral
- Cmei Ana Maria Chaves Colares, em Jardim Camburi
- Cmei Cecilia Meireles, em Monte Belo
- Cmei Darcy Vargas, em Bela Vista
- Cmei Geisla da Cruz Militão, em Nova Palestina
- Cmei Georgina da Trindade, em São José
- Cmei Nelcy da Silva Braga, em São Cristóvão
- Cmei Professora Cida Barreto, em Pontal de Camburi
- Cmei Sebastião Perovano, no bairro Jabour
- Emef Amilton Monteiro, em Mario Cypreste
- Emef Paulo Roberto Vieira Gomes, em São Benedito
- Emef Ronaldo Soares, em Resitência
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* Prefeitura Municipal de Vitória
* Fotos: Marcos Salles
CIDADES
Vitória regulamenta circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade
Por Gislaine de Assis Santos* / Vitória – ES
A Prefeitura de Vitória publicou, nesta sexta-feira (10), novo decreto que estabelece regras específicas para a circulação de equipamentos de mobilidade individual, bicicletas (incluindo as elétricas) e ciclomotores e autopropelidos em todo o município. O objetivo é organizar mais o uso do espaço urbano, aumentar a segurança viária e promover a convivência harmoniosa entre diferentes modais de transporte e pedestres.
Com base nas atribuições previstas na Lei Orgânica do Município, o decreto define conceitos, delimita áreas de circulação e fixa normas específicas conforme o tipo de veículo e a velocidade recomendada nas vias.
O texto estabelece critérios técnicos para cada categoria. São considerados ciclomotores os veículos de duas ou três rodas com motor de até 50 cilindradas ou potência elétrica máxima de 4 kW, com velocidade limitada a 50 km/h.
Já as bicicletas elétricas devem possuir pedal assistido, potência de até 1000 W e velocidade máxima de 32 km/h, sem acelerador manual.
“O decreto também regulamenta os chamados equipamentos autopropelidos, como patinetes elétricos, hoverboards e monociclos, que podem atingir até 32 km/h e possuem limites de tamanho e potência”, destacou o secretário de Transportes, Trânsito Infraestrutura Urbana de Vitória, Alex Mariano.
Regras
As normas variam de acordo com a velocidade máxima permitida nas vias:
• Acima de 60 km/h: fica proibida a circulação de todos os modais: ciclomotores, bicicletas, bicicletas elétricas e autopropelidos.
• Até 60 km/h: ciclomotores podem circular no bordo direito da pista. Bicicletas e autopropelidos ficam proibidos, exceto quando houver infraestrutura cicloviária.
• Até 40 km/h: ciclomotores seguem no bordo direito da via. Bicicletas, elétricas e autopropelidos devem usar ciclovias ou ciclofaixas; na ausência, podem circular também pelo bordo direito.
O decreto reforça que a sinalização existente nas vias deve sempre ser respeitada, prevalecendo sobre as regras gerais.
Uso da infraestrutura cicloviária
Ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas passam a ser destinadas exclusivamente a bicicletas, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos, sendo proibida a circulação de ciclomotores nesses espaços. A velocidade máxima nesses locais será de 32 km/h, salvo indicação diferente por sinalização no trecho.
O transporte de passageiros em bicicletas elétricas será permitido apenas quando houver assento adequado. Já os equipamentos autopropelidos não poderão transportar passageiros, salvo em caso de exceções previstas pelo fabricante.
Circulação em calçadas e áreas de pedestres
A circulação desses modais em calçadas, parques e áreas destinadas a pedestres está proibida. A exceção ocorre quando houver sinalização autorizando, com limite de velocidade de 6 km/h.
Equipamentos autopropelidos utilizados por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida estão autorizados a circular nesses espaços, independentemente de sinalização, obedecendo os limites de velocidade no trecho.
Segurança e exigências legais
O uso de capacete de segurança passa a ser obrigatório para condutores e passageiros. No caso de ciclomotores, o capacete deve obedecer, especificamente, as nomas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Além disso, a condução de ciclomotores exige habilitação na categoria “A” ou Autorização para Condução de Ciclomotores (ACC).
O decreto da Prefeitura de Vitória institui a política preventiva de acidentes e conflitos no trânsito, mediante ações educativas, por parte de quem comercializa veículos e equipamentos de mobilidade tratados no decreto.
A política preventiva consiste na divulgação de material educativo, destinado ao uso correto, consciente e seguro do equipamento adquirido, com foco em preservação da vida e a integridade física de pedestres, condutores e passageiros dos veículos e equipamentos de mobilidade.
Fiscalização e ações educativas
A implantação prática do decreto será acompanhada por ações educativas e de fiscalização integradas. Caberá aos órgãos municipais de trânsito e segurança: fiscalizar o cumprimento das regras; implantar e adequar a sinalização; promover campanhas educativas; adotar medidas para redução de riscos no trânsito e, ainda, editar normas complementares, quando necessário.
Nova política de mobilidade
O decreto também institui a Área de Circulação com Atenção e Mobilidade Amigável (A-CALMA), que prevê estudos e implantação de vias cada vez mais seguras e voltadas à convivência entre diferentes modais. O prazo para análise e execução das intervenções é de até 18 meses.
“Com a nova regulamentação, a Prefeitura de Vitória busca alinhar a cidade às diretrizes nacionais de mobilidade urbana, promovendo mais segurança, organização e incentivo ao uso de meios de transporte sustentáveis”, destaca Alex Mariano.
Segundo ele, o conceito de mobilidade é dinâmico e em constante evolução, exigindo adaptações e inovações para atender à necessidade crescente de Vitória. Além disso, a Prefeitura da capital tem investido em tecnologias inovadoras, como semáforos inteligentes e sistemas de gestão de tráfego com uso de Inteligência Artificial (I.A.), para melhorar a fluidez e a segurança do trânsito.
“A mobilidade urbana é um desafio constante, mas também uma oportunidade para criar cidades mais humanas e sustentáveis, boas para os moradores e turistas”, finalizou o gestor.
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – André Sobral / PMV
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