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São Mateus / Ação Preventiva

Prefeitura prepara ações emergenciais para amenizar impactos da salinização da água do Rio Cricaré

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CIDADES

A preocupação é evitar que a população reviva o tempo em que foi obrigada a usar água salgada.

São Mateus / ES – Do Correspondente

Um dos problemas da cidade de São Mateus é a salinização da água do Rio Cricaré. Em tempos passados, no final do governo do ex-prefeito Amadeu Boroto (MDB), a população entrou em pânico diante da água salgada que chegava à sua torneira, obrigando a comprar galões de água mineral. Aventou-se até a possibilidade de, numa ação emergencial, “intervir” na distribuidora Açai, de propriedade do ex-prefeito Daniel Santana (PDT), para abastecer os lares mateenses.

Diante da inércia da Prefeitura, apostando em poços artesianos, o ex-prefeito Daniel foi rápido e vislumbrou a grande chance de usar a água da sua empresa para incorporar à sua campanha eleitoral, distribuindo de graça água mineral para a população, numa “Campanha de Solidariedade”, o que teve como consequência a sua eleição.

Prefeito Marcus Batista e equipe do SAAE / Foto: Maikson – PMSM

Para que toda essa tragédia não se repita, o prefeito Marcus Batista (Podemos) tomou a iniciativa de promover ações com a finalidade de enfrentar o risco de salinização da água do Rio Cricaré. Pessoalmente o chefe do Executivo esteve acompanhando os preparativos de toda essa mobilização preventiva. A situação vem sendo monitorada e, por enquanto, está ainda dentro da normalidade. Vale destacar que fatores naturais como a maré, o vento e a fase lunar contribuem para a entrada da “cunha salina no canal do rio”.

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Em uma operação estratégica no bairro Jambeiro, a Prefeitura já preparou um ponto emergencial de captação mais afastado da influência salina, com estrutura robusta composta por dois geradores de energia, bombas potentes de 15 a 20 cavalos e capacidade de encher uma carreta de 40 mil litros em cerca de 20 minutos. A Guarda Municipal oferece apoio logístico nesta operação, que funcionará como um gabinete de crise caso o fenômeno se intensifique.

Além disso, o município dispõe de 52 poços artesianos, dos quais aproximadamente 30 estão em funcionamento, enquanto os demais serão recuperados por meio de contrato já assinado. Estão previstos também novos poços em Guriri, que ampliarão a segurança hídrica e garantirão mais estabilidade nos períodos críticos. Estudos apontam que a intrusão salina pode avançar dezenas de quilômetros rio acima em épocas de seca, reforçando a importância de diversificar o abastecimento.

Segundo o prefeito, a medida é preventiva e mostra que a gestão está agindo antes do problema acontecer.
“Estamos antecipando as ações para proteger São Mateus. A prioridade é garantir que a população não fique sem água, mesmo diante de um fenômeno natural como a salinização do Cricaré”, destacou Marcus Batista.

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O Rio Cricaré nasce em Minas Gerais.

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* Fotos: Crédito – Maikson / Prefeitura – Comunicação

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CIDADES

Vitória regulamenta circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade

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Por Gislaine de Assis Santos* / Vitória – ES

A Prefeitura de Vitória publicou, nesta sexta-feira (10), novo decreto que estabelece regras específicas para a circulação de equipamentos de mobilidade individual, bicicletas (incluindo as elétricas) e ciclomotores e autopropelidos em todo o município. O objetivo é organizar mais o uso do espaço urbano, aumentar a segurança viária e promover a convivência harmoniosa entre diferentes modais de transporte e pedestres.

Com base nas atribuições previstas na Lei Orgânica do Município, o decreto define conceitos, delimita áreas de circulação e fixa normas específicas conforme o tipo de veículo e a velocidade recomendada nas vias.

O texto estabelece critérios técnicos para cada categoria. São considerados ciclomotores os veículos de duas ou três rodas com motor de até 50 cilindradas ou potência elétrica máxima de 4 kW, com velocidade limitada a 50 km/h.

Já as bicicletas elétricas devem possuir pedal assistido, potência de até 1000 W e velocidade máxima de 32 km/h, sem acelerador manual.

“O decreto também regulamenta os chamados equipamentos autopropelidos, como patinetes elétricos, hoverboards e monociclos, que podem atingir até 32 km/h e possuem limites de tamanho e potência”, destacou o secretário de Transportes, Trânsito Infraestrutura Urbana de Vitória, Alex Mariano.

Regras

As normas variam de acordo com a velocidade máxima permitida nas vias:
• Acima de 60 km/h: fica proibida a circulação de todos os modais: ciclomotores, bicicletas, bicicletas elétricas e autopropelidos.
• Até 60 km/h: ciclomotores podem circular no bordo direito da pista. Bicicletas e autopropelidos ficam proibidos, exceto quando houver infraestrutura cicloviária.
• Até 40 km/h: ciclomotores seguem no bordo direito da via. Bicicletas, elétricas e autopropelidos devem usar ciclovias ou ciclofaixas; na ausência, podem circular também pelo bordo direito.

O decreto reforça que a sinalização existente nas vias deve sempre ser respeitada, prevalecendo sobre as regras gerais.

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Uso da infraestrutura cicloviária

Ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas passam a ser destinadas exclusivamente a bicicletas, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos, sendo proibida a circulação de ciclomotores nesses espaços. A velocidade máxima nesses locais será de 32 km/h, salvo indicação diferente por sinalização no trecho.

O transporte de passageiros em bicicletas elétricas será permitido apenas quando houver assento adequado. Já os equipamentos autopropelidos não poderão transportar passageiros, salvo em caso de exceções previstas pelo fabricante.

Circulação em calçadas e áreas de pedestres

A circulação desses modais em calçadas, parques e áreas destinadas a pedestres está proibida. A exceção ocorre quando houver sinalização autorizando, com limite de velocidade de 6 km/h.

Equipamentos autopropelidos utilizados por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida estão autorizados a circular nesses espaços, independentemente de sinalização, obedecendo os limites de velocidade no trecho.

Segurança e exigências legais

O uso de capacete de segurança passa a ser obrigatório para condutores e passageiros. No caso de ciclomotores, o capacete deve obedecer, especificamente, as nomas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Além disso, a condução de ciclomotores exige habilitação na categoria “A” ou Autorização para Condução de Ciclomotores (ACC).

O decreto da Prefeitura de Vitória institui a política preventiva de acidentes e conflitos no trânsito, mediante ações educativas, por parte de quem comercializa veículos e equipamentos de mobilidade tratados no decreto.

A política preventiva consiste na divulgação de material educativo, destinado ao uso correto, consciente e seguro do equipamento adquirido, com foco em preservação da vida e a integridade física de pedestres, condutores e passageiros dos veículos e equipamentos de mobilidade.

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Fiscalização e ações educativas

A implantação prática do decreto será acompanhada por ações educativas e de fiscalização integradas. Caberá aos órgãos municipais de trânsito e segurança: fiscalizar o cumprimento das regras; implantar e adequar a sinalização; promover campanhas educativas; adotar medidas para redução de riscos no trânsito e, ainda, editar normas complementares, quando necessário.

Nova política de mobilidade

O decreto também institui a Área de Circulação com Atenção e Mobilidade Amigável (A-CALMA), que prevê estudos e implantação de vias cada vez mais seguras e voltadas à convivência entre diferentes modais. O prazo para análise e execução das intervenções é de até 18 meses.

“Com a nova regulamentação, a Prefeitura de Vitória busca alinhar a cidade às diretrizes nacionais de mobilidade urbana, promovendo mais segurança, organização e incentivo ao uso de meios de transporte sustentáveis”, destaca Alex Mariano.

Segundo ele, o conceito de mobilidade é dinâmico e em constante evolução, exigindo adaptações e inovações para atender à necessidade crescente de Vitória. Além disso, a Prefeitura da capital tem investido em tecnologias inovadoras, como semáforos inteligentes e sistemas de gestão de tráfego com uso de Inteligência Artificial (I.A.), para melhorar a fluidez e a segurança do trânsito.

“A mobilidade urbana é um desafio constante, mas também uma oportunidade para criar cidades mais humanas e sustentáveis, boas para os moradores e turistas”, finalizou o gestor.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – André Sobral / PMV
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