VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Política

STF condena Collor a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro

Publicados

BRASIL

Brasília / DF

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (31) condenar o ex-senador Fernando Collor pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro a oito anos e dez meses de prisão que devem ser cumpridos, inicialmente, em regime fechado.

No entanto, o cumprimento da sentença não é imediato. O ex-presidente da República poderá aguardar os recursos em liberdade. Collor é acusado na ação penal de receber R$ 29,9 milhões em propina por contratos irregulares com a BR Distribuidora entre os anos de 2010 e 2014.

Além da pena de prisão, os ministros definiram o pagamento de 90 dias multas, cada dia multa representa cinco salários mínimos. Já em relação ao crime de associação criminosa, o Supremo considerou que houve prescrição e a pena não foi aplicada. O relator, ministro Edson Fachin, havia sugerido que a pena de Collor fosse de 33 anos e 10 meses de prisão. Entretanto, a pena caiu durante a definição da dosimentria.

Pedro Paulo Bergamaschi e Luís Pereira Duarte de Amorim também foram condenados na mesma ação. Pedro Paulo pegou quatro anos e um mês em regime semi-aberto e Amorim pegou três anos de reclusão em regime aberto.

  • Gazeta do Povo – Conteúdo / Foto/Crédito: Alan Santos – Paraná
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Flávio Dino toma posse como ministro do STF
Propaganda

BRASIL

Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório

Publicados

em

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República

Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)

A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.

A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.

“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.

A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.

Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.

Leia Também:  Casa do ex-goleiro da Seleção, Emerson Leão, é invadida em São Paulo, e ladrões levam medalha de ouro da Copa de 1970

“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.

Relatório da Policia Federal

– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF

– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.

– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.

– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.

– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.

– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.

Leia Também:  Servidores são investigados por corrupção em contratos da saúde

– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.

– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.

A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.

A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.

“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.

——————————————————————-

  • Matéria do Metrópoles – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA