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Acidente Fatal

Queda de avião de pequeno porte deixa 5 mortos em Jaboticabal (SP)

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Um avião monomotor caiu em Jaboticabal, no interior de São Paulo, na manhã deste sábado (23). Ao todo, cinco pessoas morreram, segundo o Corpo de Bombeiros da cidade.

Entre as vítimas está uma criança de quatro anos, além de três homens e uma mulher adultos. Os bombeiros confirmaram a identidade de apenas uma vítima: é o empresário Delcides Menezes Tiago, dono de uma ótica na cidade de Monte Alto, vizinha a Jaboticabal.

Os bombeiros foram acionados às 9h05 para atender a ocorrência da queda de um avião de pequeno porte. A aeronave aterrissou na praça das Jabuticabeiras, no bairro Jardim Universitário, um local cercado por casas.

Por volta das 10h40, bombeiros ainda trabalhavam no local e buscavam mais vítimas em meio à fuselagem. Não havia certeza se todas as vítimas estavam na aeronave ou se alguém morreu ao ser atingido em solo.

Segundo um sargento do Corpo de Bombeiros, já havia representantes da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) no local do acidente pouco mais de uma hora após a queda do avião. Os bombeiros não souberam informar o prefixo da aeronave, que foi apagado pelo fogo.

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Chovia fortemente no momento da queda do avião. Vídeos publicados em redes sociais mostram destroços do avião pegando fogo debaixo de chuva, com moradores e bombeiros ao redor do local.

Na região de Ribeirão Preto, que está a cerca de 50 quilômetros de Jaboticabal, há inclusive relatos de alagamentos na manhã deste sábado.

A aeronave teria decolado de Monte Alto, segundo os bombeiros, que não confirmaram o destino da viagem. O avião teria feito várias voltas no ar ao redor de Jaboticabal antes de bater contra o solo.

O avião monomotor era de propriedade de Delcides Tiago. A aeronave tinha capacidade máxima para três passageiros, além do piloto, segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro, da Anac. Fabricada em 2012, ela estava apta para voo, com situação regular.

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* Com informações Folha de São Paulo / Foto: Reprodução

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Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República

Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)

A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.

A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.

“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.

A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.

Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.

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“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.

Relatório da Policia Federal

– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF

– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.

– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.

– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.

– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.

– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.

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– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.

– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.

A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.

A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.

“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.

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  • Matéria do Metrópoles – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis

 

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