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Política & Governo

Mais de R$ 1 bilhão para os cofres estaduais do Acordo com a União

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Brasília – DF

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O Estado do Espírito Santo vai receber mais de R$ 1 bilhão proveniente de negociação com a União. O acordo põe fim ao processo judicial que condenou a União a restituir o Estado pelo valor pago a mais referente às parcelas de quitação da antecipação de royalties de petróleo e gás natural recebida em 2003 pelo Governo do Estado. O processo tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF) desde o ano de 2013.

O valor que será pago pela União deve ingressar nos cofres públicos capixabas até dezembro do próximo ano, por meio da modalidade de precatório, com inscrição até o início de abril de 2024. Durante esse período, o montante – superior a R$ 900 milhões – será corrigido pela taxa Selic, devendo ultrapassar a casa de R$ 1 bilhão.

A ação judicial foi fundamentada a partir de um trabalho conjunto entre a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Secretaria da Fazenda (Sefaz). Uma auditoria financeira realizada por consultores do Tesouro Estadual identificou um desequilíbrio econômico-financeiro na execução do contrato de quitação da antecipação de royalties. Após exauridas as possibilidades de entendimento com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o assunto foi judicializado pela PGE, em 2013.

O acordo foi assinado em Brasília-DF, com a presença do governador Renato Casagrande; do ministro da Fazenda, Fernando Haddad; do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias; do secretário de Estado da Fazenda, Benicio Costa; e do procurador-geral do Estado, Jasson Hibner Amaral.

“Esse acordo só foi possível porque houve a compreensão por parte do governo do presidente Lula, da Advocacia-Geral da União e do Ministério da Fazenda para chegarmos a um entendimento sobre o processo referente a uma operação realizada em 2003. Isso demonstra a sensibilidade por parte do Governo Federal e a responsabilidade do Governo do Estado. Hoje, o Espírito Santo é um estado organizado, equilibrado e com dívida negativa. Só chegamos nessa posição pelo nível de responsabilidade com os recursos públicos”, afirmou o governador.

Casagrande falou também sobre a importância da utilização desses recursos de forma adequada. “Assim que a gente conseguir registrar esse precatório e ele for liquidado e pago ao Estado, o recurso não entrará no nosso fluxo de caixa normal. O dinheiro será destinado ao fundo de infraestrutura, em que destinamos todos os recursos extraordinários. Dessa forma, o Governo poderá fazer novos investimentos em infraestrutura, que resultam em mais desenvolvimento para o Estado e melhoria de vida para todos os capixabas”, asseverou.

O secretário de Estado da Fazenda destacou que tanto a Sefaz quanto a PGE desempenharam um papel fundamental para a efetivação desse acordo judicial. “É um recurso de vulto, que será um importante reforço para o caixa estadual, para que o Governo do Estado continue ampliando os investimentos em serviços e obras para gerar mais qualidade de vida para o cidadão”, observou Benicio Costa. 

Para o subgerente de Análise de Investimento Público da Sefaz, Júlio Arana, “o desfecho do acordo assegura ao Estado o reequilíbrio financeiro desse contrato, e recompõe recursos ao erário que poderão ser revertidos para o desenvolvimento econômico e social do Estado”. 

Na avaliação do procurador-geral do Estado, Jasson Hibner Amaral, o acordo foi a melhor solução para ambas as partes. “É sempre bom quando conseguimos chegar a um bom termo que beneficie a todos, desafogando o Poder Judiciário e garantindo recursos que serão valiosos para o desenvolvimento de políticas públicas em favor da sociedade capixaba”, concluiu.

“Hoje aqui é um momento de celebração porque não existe um derrotado, quando o poder público pede para o poder público. A gente consultou a Justiça, viu que havia um desequilíbrio e isso foi reconhecido. A nossa parte está ótima, porque o recurso sai do caixa da União e vai para um estado que é bem administrado e liderado por uma figura correta e competente. Vamos proceder rapidamente para entrar logo na programação de pagamentos. Queremos que o governador possa ainda no seu mandato poder promover mais desenvolvimento para o Espírito Santo”, declarou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
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* Informações da Assessoria de Comunicação da AGU / Governo do Estado do ES

* Fotos: Renato Menezes – AGU – Secom

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Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República

Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)

A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.

A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.

“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.

A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.

Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.

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“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.

Relatório da Policia Federal

– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF

– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.

– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.

– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.

– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.

– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.

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– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.

– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.

A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.

A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.

“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.

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  • Matéria do Metrópoles – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis

 

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