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Desembargador é suspeito de manter muda e surda sob trabalho escravo

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Ministério Público do Trabalho afirma que trabalhadora doméstica vive na casa do magistrado em Florianópolis há 20 anos sem receber salário

A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira mandados de busca e apreensão na casa do desembargador Jorge Luiz Borba, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em Florianópolis, suspeito de manter uma trabalhadora doméstica em condição análoga à escravidão. O mandado foi autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

De acordo com investigações do Ministério Público do Trabalho (MPT), testemunhas afirmam que a mulher vive na casa do magistrado e de sua esposa há pelo menos 20 anos, sem receber salário, sem ter registro na carteira e submetida a trabalho forçado e maus-tratos. Ainda segundo as investigações, a trabalhadora é surda e muda e mantida na residência sem possuir qualquer convívio social, além de não ter acesso a condições adequadas de saúde.

A investigação foi remetida ao Ministério Público Federal (MPF), que pediu a busca ao STJ. Agentes do Ministério do Trabalho, do governo federal, também acompanham a operação. O STJ ainda autorizou o resgate imediato da trabalhadora e determinou a emissão das guias para quitar todas as verbas trabalhistas a que ela tem direito.

  • Extra – Conteúdo / Foto: Reprodução (Internet)

 

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Flávio Bolsonaro pede ao STF suspeição de Moraes no caso Master

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Na petição, os advogados do presidenciável apontam uma possível relação entre Moraes e Vorcaro, e citam supostas trocas de mensagens entre os dois e o contrato firmado pelo Master com a esposa do ministro

Por Agência Estado | Brasília – DF

Na petição, os advogados de Flávio apontam uma possível relação entre Moraes e Vorcaro. Eles citam supostas trocas de mensagens entre os dois e o contrato firmado pelo Master com a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. Segundo documentos fiscais enviados à CPI do Crime Organizado, do Senado, o escritório de Viviane recebeu R$ 80,2 milhões do banco para prestar serviços jurídicos.

O pedido de Flávio foi feito após Moraes solicitar um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a inclusão de Flávio no inquérito que mira seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Eduardo é réu por suposta coação no curso do processo e obstrução à Justiça no julgamento da trama golpista, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.

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O despacho de Moraes atendeu a um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Ele pediu a investigação de Flávio após o site The Intercept Brasil revelar que o senador pediu a Vorcaro R$ 134 milhões para bancar o filme Dark Horse, inspirado na trajetória do pai. Cerca de R$ 61 milhões foram pagos e enviados a um fundo ligado a Eduardo nos EUA. A suspeita é que o dinheiro tenha sido usado para bancar a atuação do ex-deputado contra autoridades brasileiras.

“Esses dois dados objetivos nos permitem dizer, sempre com o máximo respeito, que sua Excelência não teria a imparcialidade necessária para processar e julgar o requerimento enviado pelo Deputado Federal Lindbergh Farias, mormente porque tal requerimento envolve não só o Banco Master, mas também Daniel Vorcaro”, diz a petição.

Flávio também requer que a solicitação de Lindbergh seja retirada do inquérito relatado por Moraes e protocolada em uma nova ação, a ser distribuída “por prevenção” ao ministro André Mendonça, indicado ao STF por Bolsonaro.

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  • Foto destaque: Crédito – Geraldo Magela / Agência Senado
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