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Expedição científica brasileira investiga abismos do Atlântico

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Meio Ambiente

Grupo sairá de Fortaleza, no Ceará, neste no domingo (20)

Por Guilherme Jeronymo* | São Paulo (SP)

Uma expedição científica partirá neste domingo, 20, de Fortaleza (CE) para mapear e explorar a Zona de Fratura Romanche, uma formação submarina de aproximadamente 1 mil quilômetros de extensão, composta por uma sequência de montanhas e vales, localizada a meio caminho entre a Costa Nordeste do Brasil e Oeste do Continente Africano.

Batizada de The Gap, a iniciativa usará um rover e um submarino autônomo, pilotados a partir do navio de pesquisa Falkor (too). Com eles, irão mapear duas áreas distintas e coletar amostras de rochas e vida em suas paredes, em profundidades de até 4mil e 500 metros.

O grupo investiga a área com ocorrência de um fenômeno conhecido como ressurgência equatorial, que é a elevação de águas mais frias, cheias de nutrientes, para a superfície marinha. Sazonal e provocada principalmente pelos ventos alísios, é comum nas regiões intertropicais e importante pois leva a um aumento nas populações de animais microscópicos, base da cadeia alimentar marinha.

“Nosso principal foco é identificar e mapear a relação da ressurgência com as comunidades profundas, além de estudar a dinâmica das correntes e a morfologia dos habitats de fundo, observando a influência dessa produção de alimentos na superfície sobre esse fundo”, explica o professor José Angel Perez, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

Para Perez, que lidera a expedição, é importante conhecer estes mecanismos pois 70% da crosta do planeta está em regiões de oceano profundo, mas paradoxalmente é uma região da qual conhecemos menos de 1%. Ao levantar evidências científicas concretas desta riqueza e do impacto da ação humana, os cientistas pretendem subsidiar estudos futuros e mostrar a importância de áreas de preservação. 

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Outro ponto ao qual os cientistas estarão atentos são os impactos das mudanças climáticas nestas comunidades, pois os ventos na região têm apresentado alterações e isso influencia toda a cadeia. Somado ao processo de acidificação dos oceanos, ele ameaça importantes reservatórios de vida marinha, como os recifes de corais.

O primeiro passo do grupo, que deve chegar na área por volta de 25 de setembro, será mapear o Romanche com uma sonda acústica do navio, por cerca de dois dias. Com este mapa, chega a hora de descer até os paredões e para isso, os cientistas vão usar o SuBastian, um robô operado remotamente (ROV), capaz de mergulhar até 4,5 mil metros de profundidade.

O equipamento, considerado de alta performance, será responsável por coletar amostras submarinas e é pilotado por cabo a partir do navio de pesquisa. Sua operação será transmitida, ao vivo e com narração, pelo canal do Schmidt Ocean Institute, patrocinador da exposição que cedeu os equipamentos.

“É uma coisa nova pra mim também, mas acho muito muito gratificante a gente poder trabalhar e mostrar para todo mundo, para o mundo inteiro, cada momento disso”, conta Perez. O grupo também fará algumas chamadas, em tempo real, com instituições de ensino já selecionadas.

Para as áreas mais promissoras, utilizarão o submarino autônomo, capaz de se aproximar ainda mais do fundo e de detalhar com precisão de centímetros, construindo um mapa com nível de detalhamento muito melhor. A operação será repetida na segunda área, mais próxima da costa da África.

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A expectativa da equipe é que os primeiros resultados sejam sistematizados em cerca de dois anos.

“Mas é claro que com todos os especialistas a bordo e todos os alunos que estão lá também estarão fazendo seus trabalhos, e podemos dizer que estes resultados devem render ainda por cerca de uma década”, aponta Perez. 

O grupo liderado por Perez é composto por outros 5 professores universitários brasileiros (2 da Univali, 1 da USP, 1 da UFRGS e 1 da UFES), 7 estudantes, 1 pesquisador e a tripulação. No total, 25 especialistas de cinco nacionalidades farão parte da equipe, que deve desembarcar em Gana em 26 de outubro.

Eles utilizam o navio de pesquisas Falkor (Too), cedido pelo Schmidt Ocean Institute (SOI), instituição que fomenta pesquisas sobre os oceanos. Em 2026 o SOI promove outras oito expedições no Atlântico Sul e Caribe, todas sem fins lucrativos e com o compromisso, por parte das equipes científicas, de disponibilização pública dos resultados das pesquisas.

A Univali integra o Programa de Mar Profundo, do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo), tendo participado, desde 2009, de expedições desta natureza, com outras expedições nos anos de 2013, 2018, 2019, 2022 e 2025.

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  • Matéria da Agência Brasil – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Univali / Divulgação
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Meio Ambiente

Secretaria de Meio Ambiente intensifica ações voltadas para educação ambiental

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Por Raquel Rosa* | Linhares (ES)

Na sexta-feira (4), alunos do 5° ano da EMEF Luiz de Camões, no bairro Conceição em Linhares, participaram de uma manhã de atividades na nova sede da secretaria municipal de Meio Ambiente. Os estudantes aprenderam sobre fauna e flora, preservação ambiental, plantação de mudas de árvores. Eles tiveram também contato direto com diversos tipos de animais.

A visita marco o início do projeto de visitas escolares na secretaria de Meio Ambiente. Segundo a chefe de Educação Ambiental, Josiane de Souza Nunes, a iniciativa surgiu a partir de uma ação desenvolvida pela própria escola. “Tudo começou depois da própria escola Luiz de Camões fazer um viveiro com mudas de ipês, colhidas na rua do bairro. Entendemos que aquele momento poderia ser estendido, quando surgiu a iniciativa dessas visitas”, explicou Josiane.

A programação foi organizada com uma turma de 50 alunos, divididos em 2 grupos. Enquanto um visitou o viveiro e fez plantio de mudas, o outro conheceu e teve contato direto com os animais. A equipe da secretaria de meio ambiente pensou em cada detalhe para que professores e estudantes tivessem um dia organizado e seguro.

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Para as crianças, foi uma manhã de brincadeiras e descobertas. Elas fizeram passeio a cavalo, conheceram cabritos, uma leitoa, uma família de patinhos, coelhos e preás.

O secretário de Meio Ambiente, Tiago Magalhães, também destacou o projeto de recolhimento de materiais recicláveis. “Para ter direito a essa visita, a escola ainda desenvolveu uma ação entre os alunos. Todos fizeram separação de lixo reciclável, a escola recolheu e vamos encaminhar tudo para a Associação de Catadores de Linhares”, disse o secretário.

A secretaria de Meio Ambiente funciona no antigo projeto social Meninos da Terra, no bairro Nova Esperança, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. Informações pelo telefone do Bem Estar Animal: (27) 98162-0172.

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  • Prefeitura de Linhares / Comunicação – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Divulgação / PML
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