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São Mateus é Destaque

São Mateus vai receber bilhões em investimentos privados

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POLÍTICA & GOVERNO

Serão R$ 1,1 bilhão em investimentos que vão consolidar o Polo Industrial na região Norte do Espírito Santo

Por Paulo Roberto Borges*

São Mateus está vivendo uma nova realidade. Na verdade, o município atravessa um momento histórico, com a perspectiva de uma forte expansão econômica que, em pouco tempo, poderá transformar a cidade, assim como Aracruz, em uma referência de desenvolvimento no Espírito Santo.

De acordo com a Prefeitura, São Mateus vai receber investimentos privados que somam mais de R$ 1,1 bilhão. Os recursos abrangem infraestrutura, capacitação de mão de obra, lançamento de novos empreendimentos, inaugurações e expansão de indústrias que já estão instaladas na região.

Esse novo cenário é resultado, segundo a administração municipal, de uma política voltada à atração de investimentos e à criação de condições para o desenvolvimento econômico. Sob o comando do prefeito Marcus Batista (Podemos), a Prefeitura afirma ter como objetivo transformar o município em um lugar mais próspero, com qualidade de vida e novas oportunidades de emprego e renda, devolvendo à população a esperança de construir um futuro melhor e garantir dignidade para suas famílias.

Neste sábado (5), o prefeito Marcus Batista anuncia a chegada de mais de 20 empresas ao Polo Industrial, com investimentos privados superiores a R$ 1 bilhão e a previsão de geração de mais de mil empregos diretos para a população mateense.

Prefeitura de São Mateus - Norte do Espírito Santo

Hassan Rezende – Sec. Desenvolvimento Econômico 

“São mais de 1 bilhão de reais em investimentos privados e a geração de mais de mil empregos diretos para o povo mateense”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Hassan Resende.

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Para o chefe do Executivo municipal, esse movimento representa um marco para a economia local.

“O movimento consolida a cidade como um dos principais polos industriais do Espírito Santo”, afirmou Marcus Batista.

O prefeito também ressaltou que a atual administração sempre acreditou no potencial industrial do município.

“Sempre acreditei na vocação industrial de São Mateus. Disse na campanha que era possível e que só precisava de trabalho, dedicação e comprometimento. Estamos cumprindo. E vamos além: vamos investir em capacitação e infraestrutura para garantir mais oportunidade e futuro para o nosso povo”, enfatizou o prefeito.

Marcus Batista – Prefeito de São Mateus

Capacitação para os novos empregos

Além da atração de empresas, o município se prepara para uma grande mobilização na área de capacitação profissional, com o objetivo de atender à demanda por mão de obra qualificada gerada pelos novos empreendimentos.

Serão investidos R$ 82 milhões em capacitação profissional, por meio de parcerias com o SENAR, que aplicará R$ 20 milhões, e com o Sistema FINDES, por meio do SESI e do SENAI, com R$ 62 milhões.

A iniciativa pretende preparar trabalhadores de São Mateus e da região para ocupar as novas vagas que serão abertas com a instalação e expansão das empresas.

Confira os investimentos por eixo

Infraestrutura

  • ES Gás – R$ 10 milhões
  • Ecovias – R$ 50 milhões

Capacitação profissional

  • SENAR – R$ 20 milhões
  • FINDES (SESI/SENAI) – R$ 62 milhões
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Lançamentos

  • Biopetro – R$ 15 milhões
  • Biomarca – R$ 2 milhões
  • Recicla – R$ 6 milhões
  • Hidrelétrica Santa Maria – R$ 60 milhões
  • Termelétrica Urca – R$ 350 milhões
  • Pedreira São Vicente – R$ 20 milhões
  • CD Shopee – R$ 10 milhões
  • CD Mercado Livre – R$ 32 milhões
  • Consigaz – R$ 10 milhões
  • Pneuvix – R$ 8 milhões
  • GTK Pré-Moldados – R$ 5 milhões

Inaugurações

  • Technobrass – R$ 100 milhões
  • Enpex – R$ 30 milhões
  • Carnes Nobres – R$ 60 milhões
  • CBF – R$ 8 milhões
  • NBS Petróleo – R$ 18 milhões

Expansões

  • Marcopolo – R$ 260 milhões
  • Oxford – R$ 6 milhões
  • Café Duarte – R$ 10 milhões

Mais emprego e renda

O conjunto de investimentos deverá gerar milhares de empregos diretos e indiretos, movimentando a economia local e reforçando a vocação industrial e logística de São Mateus.

A expectativa da Prefeitura é que a chegada e a expansão dessas empresas consolidem o município como uma referência regional na geração de emprego e renda, impulsionando também o comércio e o setor de serviços.

O cenário aponta para uma nova fase da economia mateense, com a possibilidade de diversificação das atividades produtivas, aumento da arrecadação e criação de novas oportunidades para a população.

Se os investimentos anunciados se concretizarem conforme o planejamento apresentado, São Mateus poderá dar um importante salto econômico e fortalecer, definitivamente, sua posição estratégica no desenvolvimento do Norte do Espírito Santo.

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  • Da Redação / Com informações da Prefeitura / Comunicação
  • Foto destaque: Reprodução / PMSM

 

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POLÍTICA & GOVERNO

Lula sanciona lei que deve cortar R$ 16 bilhões de saúde e educação

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Brasília (DF)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, sem vetos, a Lei Complementar n° 235/2026, que altera regras de vinculação de receitas para saúde e educação e permite ao governo, por exemplo, antecipar recursos dessas áreas. A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU) no último dia 28 de agosto, pode reduzir em até R$ 16 bilhões os valores disponíveis para os dois setores nos próximos anos.

A mudança ocorre em meio ao esforço do governo federal para cumprir as metas fiscais e abrir espaço no Orçamento de 2027. Cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão técnico ligado ao Senado, apontam que uma alteração na base de cálculo do piso constitucional da saúde, promovida pela nova legislação, pode representar uma redução de aproximadamente R$ 4,7 bilhões em 2027.

O impacto pode ser ainda maior quando considerada outra alteração incluída na legislação. A nova lei autoriza o governo a antecipar para 2026 até R$ 3 bilhões de recursos que seriam destinados à saúde e à educação em 2027. Na prática, valores que deveriam representar recursos adicionais para as duas áreas passam a ser utilizados para cumprir obrigações do próprio ano.

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Estimativas de economistas apontam que o impacto conjunto sobre saúde e educação pode chegar a R$ 16,6 bilhões somente em 2027. Outros cálculos apresentados por instituições e especialistas colocam o efeito em uma faixa de R$ 8,6 bilhões a R$ 16,6 bilhões no próximo ano, com possibilidade de alcançar entre R$ 26 bilhões e R$ 56 bilhões de impacto acumulado até 2030.

Uma das principais mudanças está relacionada às receitas obtidas pela União com a exploração de petróleo.

A Constituição determina que o governo federal aplique anualmente pelo menos 15% da receita corrente líquida em ações e serviços públicos de saúde. A Lei Complementar n° 235/2026 não altera formalmente esse percentual, mas estabelece que receitas provenientes da venda do petróleo deixem de integrar a base utilizada para calcular o piso enquanto houver previsão de déficit.

Para 2027, a receita com petróleo considerada nas projeções é de aproximadamente R$ 31 bilhões. Segundo a IFI, a retirada desses valores da base de cálculo representaria cerca de R$ 4,7 bilhões a menos no piso da saúde.

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou a mudança como um “ajuste” dentro dos pisos constitucionais. Segundo ele, a intenção é evitar que receitas voláteis sejam utilizadas para financiar despesas permanentes, como a construção de hospitais e a contratação de equipes.

Outra alteração está no artigo 13 da nova lei. O dispositivo permite que até R$ 3 bilhões previstos para saúde e educação em 2027 sejam antecipados para 2026. Esses recursos haviam sido estabelecidos por legislação anterior como valores adicionais aos pisos constitucionais. Com a nova regra, porém, o dinheiro antecipado poderá ser utilizado no cumprimento das obrigações de 2026.

Lula sancionou a lei em 27 de agosto, mesma data em que participou de entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo. A publicação no Diário Oficial ocorreu no dia seguinte. A sanção foi feita sem vetos. No mesmo dia em que a medida foi formalizada, Lula foi questionado durante a entrevista sobre a possibilidade de redução de gastos obrigatórios, mas não mencionou a nova legislação.

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  • Informações do Estadão
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais

 

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