No Débito
Prefeitura do Rio pede bloqueio de mansão de Renato Aragão por dívida de IPTU
BRASIL
A Prefeitura do Rio cobra na Justiça uma dívida de IPTU de R$ 548 mil referente à mansão de Renato Aragão, no Recreio dos Bandeirantes. O imóvel, segundo a coluna de Ancelmo Gois, está à venda por R$ 18 milhões.
Por Quintino Gomes Freire* | Rio de Janeiro – RJ
A Prefeitura do Rio entrou na Justiça para cobrar uma dívida de IPTU de R$ 548.283,69 referente à mansão do humorista Renato Aragão, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. A execução fiscal tramita na 12ª Vara da Fazenda Pública e envolve débitos acumulados entre 2021 e 2023.
As informações foram publicadas pelo jornalista Ancelmo Gois. Segundo a coluna, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) cobra parcelas pendentes do imposto. Cada cota mensal teria valor entre R$ 10 mil e R$ 11 mil.
Mesmo com a cobrança judicial em andamento, o imóvel está anunciado para venda por R$ 18 milhões. A mansão fica em uma das áreas mais valorizadas do Recreio dos Bandeirantes.
Prefeitura pediu bloqueio do imóvel
Em nota, a Procuradoria-Geral do Município informou que, diante da inadimplência, ajuizou a execução fiscal com pedido de arresto. Na prática, o arresto é uma medida judicial usada para bloquear um bem e garantir o pagamento de uma dívida.
A prefeitura afirma que a ação faz parte das medidas de recuperação de créditos inscritos na dívida ativa do município. Esse tipo de cobrança é adotado quando o contribuinte deixa de quitar tributos municipais, como o IPTU.
O caso agora será analisado pela Justiça. Caso o pedido avance, o imóvel poderá ficar bloqueado como garantia até que a dívida seja quitada ou discutida no processo.
—————————————————–
- Diário do Rio – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / DR
BRASIL
Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República
Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)
A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.
A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.
“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.
A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.
Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.
“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.
Relatório da Policia Federal
– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF
– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.
– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.
– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.
– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.
– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.
– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.
– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.
A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.
A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.
“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.
——————————————————————-
- Matéria do Metrópoles – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis
-
OPINIÃO16 horas atrásProdutividade travada: fatores históricos que explicam o atraso do Brasil
-
Evento Esportivo7 dias atrásMaratona de Vitória reúne mais de 9 mil corredores e movimenta a cidade com esporte e turismo
-
Esportes / Futebol7 dias atrásCom dois gols de Samuel Lino, Flamengo derrota o Botafogo no Brasileirão
-
Política / Eleições6 dias atrásSaiba quem são os candidatos a vice-governador nas eleições 2026 no ES
-
Política / Eleições6 dias atrásRenan Santos chama decisão de Toffoli de “absurda” e diz que vai recorrer
-
Brasil / Economia4 dias atrásEuropa veta entrada de carne do Brasil a partir desta quinta-feira
-
Política Nacional4 dias atrásGilmar procura Lula para cobrar apoio do governo à cúpula da PF em embate entre Moraes e Mendonça
-
POLÌCIA6 dias atrásJogador do Vasco é alvo de operação contra tráfico de armas e drogas