Atuação Parlamentar
Vereadora questiona tratamento do Executivo em relação a projetos de sua autoria
Política Regional
São Mateus – ES | Do Correspondente
A vereadora Professora Valdirene, do Partido dos Trabalhadores (PT), usou a tribuna da Câmara Municipal de São Mateus durante a última sessão ordinária, realizada no dia 4, para questionar a Prefeitura sobre o tratamento que vem recebendo em relação à rejeição de dois projetos de lei de sua autoria.

Sede da Câmara Municipal de São Mateus | Foto: Reprodução
A parlamentar afirmou que não se posiciona como oposição ao governo municipal, mas ressaltou que isso não interfere em sua atuação fiscalizadora diante dos atos da administração pública quando, em sua avaliação, não estiverem de acordo com os interesses do município e da comunidade mateense.
Ela reiterou ainda que não vota projetos sem antes lê-los e analisá-los. Segundo a vereadora, essa postura não significa oposição, mas responsabilidade parlamentar. “Todos os vereadores são favoráveis ao que é bom para a população e para o município. Será que o fato de eu ser do Partido dos Trabalhadores faz com que eu seja vista como oposição?”, questionou. “Nosso trabalho é fiscalizar, e é isso que procuro fazer.”
A vereadora também afirmou que, muitas vezes, quem não acompanha o prefeito “para lá e para cá” acaba sendo interpretado como oposicionista.
Os dois projetos rejeitados integralmente pelo prefeito Marcus Batista, do Podemos, haviam sido aprovados pelo Legislativo. As propostas tratam da criação do selo “Amigo dos Animais” e da implantação da política municipal de educação continuada para o enfrentamento à violência de gênero.
“A vereadora Professora Valdirene tem sido reconhecida pelo seu posicionamento propositivo, demonstrando compromisso com a sociedade mateense”, afirmou uma das pessoas ouvidas pela reportagem.
Vereadora Professora Valdirene
Segundo a parlamentar, os vetos aos dois projetos ainda serão apreciados pelas comissões da Câmara. Ela adiantou que está disposta a promover alterações ou adequações necessárias para viabilizar a aprovação das propostas.
“Eu não faço críticas, faço cobranças”, sentenciou a parlamentar Professora Valdirene
Política Regional
Prefeito de Marechal Floriano tem mandato cassado após denúncia sobre licitações
Antônio Lidiney Gobbi (PP) perdeu o mandato por irregularidades apontadas em processos licitatórios. Vice-prefeito, Paulo Lovatti Júnior (PL), assumiu a Prefeitura nesta sexta-feira (25).
A cassação de prefeitos tem se tornado recorrente em diferentes municípios brasileiros. No Espírito Santo, mais um caso ganhou destaque nesta sexta-feira (25), desta vez em Marechal Floriano, na Região Serrana do Estado.
O prefeito Antônio Lidiney Gobbi (PP) teve o mandato cassado pela Câmara Municipal durante sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira. Com a decisão, o vice-prefeito Paulo Lovatti Júnior (PL) assumiu o comando do município.
A cassação ocorreu após os vereadores julgarem procedente, por unanimidade, uma denúncia que apontou irregularidades em procedimentos de licitação. A sessão destinada ao julgamento durou mais de cinco horas.

Lidiney Gobbi acompanhou a sessão e apresentou sua defesa oral antes da votação em plenário. A decisão ainda é passível de recurso. Procurado pela reportagem, o ex-prefeito informou que irá recorrer da cassação.
Entenda a denúncia
Segundo informações da Câmara Municipal, o processo analisou alterações nas datas de avisos de licitação publicados no portal oficial da Prefeitura entre julho e outubro de 2025. Conforme apontado pela Comissão Processante, alguns avisos deixaram de aparecer entre as publicações recentes e, posteriormente, voltaram a ser disponibilizados no portal.
O processo também apontou suposto fracionamento de despesas e a execução de serviços antes da assinatura dos respectivos contratos.
Júnior Lovatt, vice-prefeito
De acordo com a conclusão da Comissão Processante, as condutas analisadas teriam comprometido a transparência dos procedimentos, a concorrência entre os fornecedores e o acompanhamento dos gastos públicos.
A comissão teve como relator o vereador Diogo Endlich de Oliveira e foi presidida pelo vereador Dorivanio Stein, tendo Reinaldo Valentim Frasson como integrante. O parecer final foi aprovado por unanimidade.
Na votação realizada durante a sessão, os 11 vereadores foram favoráveis à cassação do prefeito.
Processo teve decisões judiciais
A denúncia foi recebida pela Câmara Municipal em 5 de novembro de 2025. Durante a tramitação do processo, a Casa informou ter assegurado ao prefeito o direito à defesa, à produção de provas, à oitiva de testemunhas e ao contraditório.
O procedimento chegou a ser temporariamente suspenso por decisão judicial. Na última semana, porém, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) revogou a liminar que havia interrompido o processo e restabeleceu o rito de cassação no dia 17 de setembro.
Com a decisão da Câmara, Paulo Lovatti Júnior, que ocupava o cargo de vice-prefeito, assumiu a Prefeitura de Marechal Floriano.
- Da Redação / Com informações da CMMF
- Foto destaque: Crédito – Fabrício Ribeiro / portal Montanhas Capixabas
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