Deu Ruim!
Flamengo não joga bem e Corinthians conquista a Supercopa Rei
Esportes / Futebol
Timão se defende bem e vence por 2 a 0 um Rubro-Negro com dificuldade física e de criatividade e estreia sem brilho do Paquetá
Nem mesmo Lucas Paquetá foi capaz de mudar a apatia do Flamengo no ataque e ainda perdeu chance incrível nos acréscimos. Em que pese o fato de o camisa 20 ter entrado no segundo tempo quando o time já tinha um a menos por causa da expulsão de Carrascal, o Corinthians, que sofreu com 11 jogadores com virose no dia anterior, fez um jogo defensivo quase perfeito e ainda aproveitou sua chance para ganhar por 2 a 0, gols de Gabriel Paulista e Yuri Alberto, para conquistar pela segunda vez a Supercopa Rei.
Coincidentemente, o outro título corintiano do torneio foi sobre o rival carioca, em 1991, também por 1 a 0, gol de Neto. Já o Rubro-Negro amargou o quarto vice (os outros dois foram em 2022, para o Atlético-MG, e 2023, para o Palmeiras).
Flamengo superado pelo Corinthians no primeiro tempo
O Flamengo foi a campo pela primeira vez na temporada com o time considerado o titular até a chegada de Lucas Paquetá, que começou no banco. Com Pulgar, Jorginho e Arrascaeta no meio, além de Carrascal, Plata e Pedro na frente, Filipe Luís apostou na qualidade técnica mais do que na força física. Na verdade, com time reserva, misto ou titular, o Flamengo acumula derrotas neste começo de temporada.

Carrascal acabou expulso no intervalo / Foto: Gilvan de Souza – Flamengo
E não deu certo no primeiro tempo. Contra um Corinthians de muita força e marcação, além de bem postado defensivamente, o Rubro-Negro teve enorme dificuldade de criação, além de parecer numa rotação inferior ao adversário.
Tanto que seu melhor momento foi apenas aos 15 minutos, quando teve duas chances de abrir o placar em um escanteio, mas Matheus Bidu tirou em cima da linha cabeçada de Pedro e, no rebote, Carrascal chutou em cima de Hugo Souza.
Já o Timão, com mais transpiração do que criatividade, jogou melhor e mereceu abrir o placar, numa jogada ensaiada. Com um lançamento da defesa para o zagueiro Gustavo Henrique, que ganhou de Varela de cabeça e tocou para Gabriel Paulista, livre na área abrir o placar, aos 25. O placar ainda poderia ser 2 a 0 caso Memphis não parasse em Rossi em um contra-ataque fulminante .
Carrascal expulso na volta do intervalo
Se não bastasse a desvantagem no placar, o Flamengo ainda foi prejudicado pela expulsão de Carrascal, numa decisão pouco comum da arbitragem. Antes do início do segundo tempo, quando os jogadores se preparavam para o retorno do jogo, o árbitro Rafael Klein foi chamado pelo VAR para rever um soco do colombiano em Breno Bidon, no fim da primeira etapa e que não foi revisado.
Essa possibilidade está na regra sobre o uso do VAR, porque o jogo não foi recomeçado depois do lance, apesar de não ser a recomendação. A verdade é que Filipe Luís perdeu os 15 minutos do intervalo para adaptar a forma de jogar com um a menos.
Mesmo com apenas 10 jogadores em campo, o Flamengo mandou uma bola no travessão logo aos 3 minutos, com Pulgar de cabeça, em jogada de bola parada. O time seguiu com o domínio das ações, mas sem ser incisivo.
Lucas Paquetá entra em campo
Diante do cenário, Lucas Paquetá entrou no lugar de Pedro aos 12 minutos e reestreou pelo Rubro-Negro, após sair no fim de 2018 para a Europa. Pouco depois, o Corinthians chegou a ampliar o placar com Memphis Depay, mas o gol foi anulado por impedimento de Yuri Alberto na jogada.
Mais caído pela direita, Paquetá tentou algumas tabelas e jogadas, mas cometeu erros pela falta de entrosamento, já que fez apenas dois treinos com os companheiros. Ainda assim, teve a chance de se consagrar, mas perdeu chance clara na pequena área, ao isolar nos acréscimos, numa rara chance para o Flamengo, que teve muita dificuldade ofensiva, mesmo com as entradas de Bruno Henrique, Everton Cebolinha, Ayrton Lucas e De La Cruz para tentar dar mais condição física.
No fim, Yuri Alberto perdeu grande chance ao mandar uma bola na trave, mas teve outra chance no contra-ataque e marcou o 2 a 0, ao encobrir Rossi e completar para o gol vazio.
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- Com informação de O Dia
- Foto Destacada: Crédito – Gilvan de Souza / Flamengo
Esportes / Futebol
Martinelli celebra primeira convocação e deixa ótima impressão
O meia Martinelli está vivendo seus primeiros dias com a camisa da seleção brasileira, após ser chamado para substituir o atacante João Pedro, que lesionou o joelho pelo Chelsea. Em entrevista à CBF TV, o jogador do Fluminense falou sobre a nova experiência e quer aproveitar a oportunidade no elenco de Carlo Ancelotti.
“É um sentimento de um sonho realizado. Todo jogador quer vestir o escudo da seleção. Só tenho que agradecer a Deus pela oportunidade, ao professor e todo o staff. E cada dia que passa aqui estou desfrutando ao máximo, vivendo intensamente, porque a gente sabe como é difícil estar aqui. Temos que nos sentir privilegiados e dar a nossa vida pela seleção”.
Aos 24 anos, o meio-campista defende as cores da equipe profissional do Fluminense desde 2020 e não tem histórico pelas seleções de base do Brasil. Embora não tenha recebido o mesmo holofote que outros companheiros de Xerém, como André, atualmente no Wolverhampton, e o próprio João Pedro, o jogador conquistou espaço pela regularidade e falou como recebeu a notícia da convocação.

Talento reconhecido no Fluminense e na Seleção Brasileira / Foto: Fluminense
“Quando recebi a ligação que infelizmente o João Pedro teve uma lesão e eu fui chamado, fiquei muito feliz. No outro dia, o Thiago (Silva), que trabalhou com ele no Milan, comentou comigo, me passou algumas coisas. Esse momento é muito importante na minha carreira e espero ajudar muito o mister e todos os nossos companheiros da seleção”.
Martinelli também aproveitou para agradecer ao Fluminense, o único clube que defendeu profissionalmente até então. “É o clube que me fez homem, me fez jogador, que me deu oportunidade de mostrar meu futebol”. “Tenho total gratidão ao clube. E vou continuar dando a vida pelo meu time para que possa estar mais vezes aqui”.
O jogador também revelou suas inspirações no futebol e citou nomes recentes da seleção brasileira, como Fred, do Atlético-MG, Casemiro e Fabinho.
- Estadão – Conteúdo / Colaboração Pauta1
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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