Política Internacional
Lula embarca ao Panamá para participar de Fórum Econômico da América Latina
INTERNACIONAL
Por Francisco Arthur de Lima* – Brasília / DF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou, por volta das 13h desta terça-feira (27/11), ao Panamá, onde vai participar do Fórum Econômico da América Latina ao lado dos presidentes do Equador, Daniel Noboa, da Bolívia, Rodrigo Paz, do Panamá, José Raul Molino, e de José Antonio Kast, chefe do Executivo eleito no Chile. O evento econômico começa amanhã (28).
Primeira viagem internacional do petista este ano, a ida à Cidade do Panamá, capital do país, marcará o encontro inédito entre Lula e os líderes José Antonio Kast, do Chile, e Rodrigo Paz, da Bolívia. Antes de embarcar para terras panamenhas, o presidente brasileiro conversou por telefone com o ex-presidente chileno Gabriel Boric e com o presidente da França, Emmanuel Macron.
Esta é a primeira visita do chefe do Planalto brasileiro ao Panamá no atual mandato. Antes de visita ao fórum da América Latina, Lula foi ao país apenas em 2007. A viagem ocorre após o presidente panamenho Mulino ter vindo ao Brasil em agosto do ano passado. No Fórum Econômico da América Latina, o petista será o convidado de honra.
A participação no Fórum Econômico da América Latina também ocorrerá em meio à ausência do líder petista no Fórum Ecônomico Mundial, em Davos, na Suíça. À ocasião, o Brasil foi representado pela ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck.
Relação comercial
Durante o Fórum, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também deve assinar o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos, que vai estabelecer as regras de proteção de investimentos panamenhos no Brasil, e de brasileiros no Panamá.
Para a embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores (MRE), a ida de Lula ao Panamá oficializará uma tendência na relação bilateral entre os dois países.
“Acho que poucos chefes de Estado terão se encontrado tantas vezes quanto o presidente Lula e o presidente Mulino, que, desde 2024, reuniram-se cinco vezes em encontros bilaterais, à margem das cúpulas do Mercosul e em reuniões específicas. Além da visita do presidente Mulino, em agosto de 2025, que agora é retribuída pelo presidente Lula”, afirmou.
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- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto Destacada: Lula com o presidente do Panamá / Crédito: Ricardo Stuckert / PR
INTERNACIONAL
Hamas aceita acordo para seu desarmamento e retirada de Israel de Gaza
O desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, era um dos principais obstáculos para encerrar a guerra com Israel
Por Agência AFP
O movimento islamista Hamas afirmou nesta sexta-feira (31) que aceitou um acordo para acabar com a guerra em Gaza, que inclui dispositivos relacionados ao seu desarmamento e à retirada gradual do Exército de Israel do território palestino.
Israel ainda não reagiu oficialmente ao acordo, anunciado na noite de quinta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o definiu em sua rede Truth Social como “um acordo HISTÓRICO” e “um passo monumental rumo a uma PAZ e SEGURANÇA duradouras”.
O desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, era um dos principais obstáculos para encerrar a guerra com Israel após o cessar-fogo assinado em outubro.
Uma fonte política israelense disse à AFP que o acordo proposto não soluciona “de forma satisfatória” as demandas do país por uma desmilitarização completa de Gaza.
Também indicou que a questão não foi abordada durante a reunião desta semana na Casa Branca entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente americano.
Segundo Trump, o desarmamento é uma fase crucial para avançar em direção à instalação de um novo governo palestino no território.
Fontes do Hamas confirmam acordo
Duas fontes do alto escalão do Hamas, que falaram sob a condição de anonimato, confirmaram à AFP um acordo com o Estado hebreu para o desarmamento do grupo e a retirada do Exército israelense de Gaza.
As fontes afirmaram que esperam que os mediadores e o Conselho da Paz garantam que os israelenses cumpram o que foi estabelecido e supervisionem o processo de desarmamento do grupo.
O Hamas está fazendo “concessões pelo bem do nosso povo na Faixa de Gaza, para salvá-lo da morte e do deslocamento”, declarou Ghazi Hamad, um dos negociadores do movimento.
“Israel não vai interferir na questão do desarmamento”, disse Hamad. Segundo ele, a tarefa será responsabilidade do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG).
Segundo uma fonte diplomática que acompanha as negociações, as armas serão entregues a este órgão de tecnocratas palestinos, que deverá administrar, durante o período de transição, a vida cotidiana em Gaza.
Negociações aconteciam há semanas no Egito para implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que tem como objetivo pôr fim de forma definitiva à guerra.
O conflito começou com o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou um balanço de 1.221 mortos, segundo números oficiais israelenses, e 251 pessoas sequestradas.
A retaliação israelense contra Gaza deixou mais de 73.000 mortos, segundo os dados do Ministério da Saúde do governo liderado pelo Hamas.
Apesar da trégua, a violência continua na Faixa. Na quinta-feira, bombardeios israelenses mataram ao menos quatro pessoas, incluindo duas crianças, segundo autoridades de saúde da região.
“Implementação”
O Conselho da Paz confirmou em uma publicação no X que o Hamas havia “aceitado um mapa do caminho detalhado para implementar as próximas fases do cessar-fogo em Gaza”.
“Agora, nossa atenção está voltada para a implementação”, escreveu a organização, acrescentando que o NCAG “começará em breve uma transição gradual rumo à plena autoridade”.
Trump, em uma publicação anterior, afirmou que, uma vez que o Hamas estiver desarmado, “as forças israelenses vão se retirar e a Força Internacional de Estabilização trabalhará com uma nova força policial palestina para assumir a responsabilidade sobre Gaza”.
A Força Internacional de Estabilização é uma estrutura em processo de criação que reunirá tropas de vários países sob a direção do Conselho da Paz.
Uma fonte diplomática afirmou à AFP que o desarmamento será supervisionado de forma coordenada entre esta força e o governo interino do NCAG. Este órgão, no entanto, trabalha atualmente no Egito porque Israel não permite que seus membros tenham acesso a Gaza, segundo a imprensa egípcia e palestina.
Israel controla mais de 60% desse território e exigia o desarmamento completo do Hamas e dos demais grupos palestinos antes de qualquer avanço no plano.
O Hamas anunciou no início de julho a dissolução do comitê que administrava os assuntos civis da Faixa de Gaza desde 2007 e declarou querer transferir estas responsabilidades ao NCAG.
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- Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Eyad Baba / AFP
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