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Política Internacional

Ditadora interina da Venezuela diz estar “farta” de receber ordens dos EUA

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Por Isabella de Paula*

Desde que assumiu interinamente o regime da Venezuela com a queda do ditador Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez tem andado na corda bamba, na tentativa de equilibrar a pressão dos aliados chavistas com as exigências dos EUA.

Neste domingo (25), durante um discurso na refinaria de Puerto La Cruz, no estado de Anzoátegui, a ditadora pediu ao governo de Donald Trump que cesse “imediatamente” o que ela considera interferência nos assuntos internos da Venezuela. Rodríguez declarou aos trabalhadores que participaram do evento: “Basta de ordens de Washington”, uma mudança radical no tom de cooperação com os americanos.

Chega de ordens de Washington', diz presidente interina da Venezuela

A representante do chavismo adotou uma narrativa mais alinhada com a utilizada por Maduro para lidar com os problemas da Venezuela. Rodríguez relacionou a situação atual do país aos efeitos da pressão internacional e das sanções impostas por setores que ela descreveu como “fascistas” e “extremistas”.

Ela afirmou no discurso que “a República pagou um preço muito alto por ter que enfrentar as consequências do fascismo e do extremismo”, enfatizando que a prioridade de seu regime é “defender a pátria e sua integridade territorial”.

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Na semana passada, um funcionário da Casa Branca citado pela Agência EFE informou que a ditadora interina da Venezuela deve visitar Washington “em breve”.

O anúncio sobre a viagem de Delcy Rodríguez ocorre dias depois de uma reunião entre Trump e a líder opositora venezuelana e Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, a quem o republicano excluiu, por enquanto, do processo de transição no país por considerar que não conta com apoio suficiente.

Em entrevista à revista The Atlantic, poucos dias após a captura de Maduro, Trump afirmou que Rodríguez pagará um “preço muito alto” caso não coopere com os EUA.

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  • Gazeta do Povo – Conteúdo
  • Foto Destacada: Crédito – Reuters
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Apresentadora egípcia Sarah Khalifa é condenada à morte; entenda o motivo

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Sarah Khalifa nega as acusações e pretende recorrer; autoridades dizem ter apreendido mais de 750 quilos de drogas e matérias-primas

Sarah Khalifaapresentadora egípicia de 39 anos, e outras 11 pessoas foram condenadas a morte por enforcamento por um tribunal do Cairo, no Egito, por envolvimento na fabricação e no tráfico de drogas sintéticas. A decisão foi divulgada neste sábado, 5, pela imprensa estatal egípcia.

Conhecida pelo programa de televisão Missão Impossível, sobre segurança e criminalidade, Khalifa foi condenada por formação de uma organização criminosa especializada na aquisição de materiais usados na fabricação de drogas para posterior comercialização. Ela também foi acusada de posse e porte de armas de fogo e munições sem licença.

Segundo o jornal estatal Al-Ahram, as autoridades apreenderam mais de 750 quilos de drogas e matérias-primas utilizadas na produção de entorpecentes.

Dois apartamentos que funcionariam como laboratórios também foram encontrados, além de armas e munições sem licença.

De acordo com o Akhbar el-Yom, os materiais usados na fabricação das drogas eram importados do exterior.

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A sentença foi emitida após o tribunal consultar o Grande Mufti do Egito, autoridade responsável por emitir pareceres religiosos em casos de pena de morte. A consulta é exigida pela legislação egípcia antes da confirmação de sentenças capitais.

Khalifa nega as acusações e pode recorrer da decisão. Segundo a imprensa local, seu advogado já anunciou que pretende apresentar uma apelação.

Durante um depoimento ao tribunal, em setembro de 2025, a apresentadora afirmou que nunca havia visto drogas antes de ser fotografada com entorpecentes dentro das instalações das autoridades de combate ao narcotráfico.

A acusação teria se baseado em 20 depoimentos de testemunhas e em provas eletrônicas, incluindo conversas gravadas e vídeos.

Além das condenações relacionadas ao tráfico de drogas, Khalifa e outros envolvidos receberam cinco anos de prisão em um processo separado, que trata do sequestro e da agressão de um jovem.

O tribunal absolveu sete dos acusados e condenou outros nove à prisão perpétua, segundo a BBC.

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  • Matéria do Estadão – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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