Acidente Aéreo
Queda de avião: piloto evitou tragédia ao pousar em área sem casas
Acidente Aéreo
O piloto relatou que perdeu altitude após constatar uma falha no motor. “Ele buscou área onde não visualizou casas”, disse Raphael Págio, dos Bombeiros
Por Patrícia Maciel*
Uma falha no motor pode ter sido a causa da queda de um avião de pequeno porte na manhã desta segunda-feira (19), em Guarapari. A informação foi passada pelo piloto ao Corpo de Bombeiros após o acidente. A aeronave caiu 20 minutos após decolar.
O piloto, que também é dono do avião, disse que saiu de Guarapari e tinha como destino Vila Velha. Segundo relatos de testemunhas, o avião perdeu altitude até cair em cima de uma oficina mecânica. A cabine de pilotagem ficou virada para o chão.

Um avião de pequeno porte caiu sobre um galpão no bairro Jardim Boa Vista, em Guarapari. Piloto saiu ileso.
Segundo o piloto, o planejamento de voo era decolar de Guarapari com sentido a Vila Velha. Mas antes de ir a Vila Velha, ele realizaria TGLs na pista de Guarapari, que são pousos seguidos de decolagens imediatamente após o pouso. Então, ele decolou de Guarapari e, ao retornar para o Aeródromo de Guarapari para fazer o primeiro TGL, já detectou a falha.
Ainda segundo o comandante, o piloto relatou que, após perceber a falha no motor, tentou pousar um um local onde não havia casas.
“Para evitar as residências do bairro Santa Rosa, que ficava à sua direita, ele fez uma conversão à esquerda e buscou uma área onde não visualizou casas. Essa tomada de decisão foi importante porque ele já colidiu, ao invés de casas, com os fundos de galpões de algumas empresas e uma área descampada, uma área de mata de um barranco”, contou o bombeiro.
Parte da fuselagem foi parar dentro da oficina. O piloto saiu praticamente ileso, apenas com uma lesão na mão por ter quebrado um vidro para sair. Após o acidente, ele saiu da aeronave sozinho e foi caminhando até uma avenida, onde recebeu ajuda.
Gerente de oficina: “Ele pensou rápido”
O gerente da oficina, Luiz Gustavo de Souza Felício, contou que não havia ninguém no galpão no momento do acidente.
“Quando eu abri a porta, entrei e vi esse clarão. Olhei as telhas e até achei que tinha sido o vento, não tinha entendido nada. O meu funcionário, na borracharia, me mostrou as peças do avião. Tinha umas peças no chão. A gente nunca imaginou que seria um avião”, contou.
Ao gerente, o piloto também relatou que percebeu uma falha na aeronave após a decolagem.
“O plano dele era voltar para o aeroporto, mas ele viu que não ia conseguir, que não ia dar tempo. Ele pensou rápido e tentou jogar no terreno baldio que tem aqui na frente, mas não deu tempo. Foi onde acabou colidindo aqui com as telhas e caindo aqui mesmo”, descreveu.
Prefeitura diz que aeroporto seguiu todos os protocolos
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Guarapari, responsável pela Administração do Aeródromo de Guarapari, disse que o avião decolou do aeroporto municipal e informou seu plano de voo diretamente à torre de Vitória.
“Ao ser informado da ocorrência, o aeroporto municipal seguiu todos os protocolos, informando imediatamente à Torre de Vitória, Cenipa e Recife (responsáveis pela fiscalização)”, diz a nota oficial enviada.
A aeronave é de 2023 e nenhuma irregularidade foi identificada. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica, vai investigar as causas do acidente.
Defesa Civil avaliou imóvel atingido
A Prefeitura de Guarapari também informou que a Defesa Civil Municipal esteve no local da queda e realizou a avaliação técnica de risco da estrutura atingida.
“O impacto atingiu um galpão de uma oficina, resultando exclusivamente em danos materiais. Parte do telhado foi afetada, sem registro de vítimas”, diz a nota.
O texto diz ainda que o Corpo de Bombeiros também atuou na ocorrência, adotando todas as medidas preventivas relacionadas a riscos de incêndio ou chamas. “A situação foi considerada totalmente controlada”, finalizou.
Após a vistoria, a Defesa Civil constatou que não há risco estrutural ao imóvel, e que não foi necessária a interdição do local. As atividades na área seguem normalmente.
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- Folha Vitória – Conteúdo
- Foto Destaque: Reprodução
Acidente Aéreo
Piloto é encontrado vivo após 24h na mata e revela o que derrubou avião no Pará
Piloto passou mais de 24 horas desaparecido em área de mata após queda de monomotor em Benevides, na Grande Belém; ele foi encontrado com vida neste sábado (16) a cinco quilômetros da aeronave
Por Ana Menezes*
O piloto da aeronave de pequeno porte que caiu em uma área ruralde Benevides, na Região Metropolitana de Belém, foi encontrado com vida por volta do meio-dia deste sábado (16), após mais de 24 horas de buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Pará.
O piloto contou ao g1 que o avião atingiu um urubu instantes antes da queda, o que teria causado o acidente. A ocorrênciafoi registrada na manhã de sexta-feira (15), no distrito de Murinim.
Após a queda do monomotor, o homem entrou em uma área de mata tentando buscar ajuda, mas acabou se desorientando e se perdendo. Ele foi localizado a cerca de cinco quilômetros do ponto onde a aeronave caiu.
As informações preliminares indicam ainda que o piloto é experiente e acumula várias horas de voo. A identidade dele não foi divulgada.

Foto: Reprodução | Redes Sociais
Quando as equipes de resgate chegaram ao local do acidente, o piloto já não estava na aeronave, o que motivou o início das buscas na região.
Nas proximidades do avião, policiais encontraram objetos pessoais que seriam do piloto, entre eles relógio, óculos e peças de roupa, além de um vidro quebrado com manchas de sangue.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima recebeu os primeiros socorros no local onde foi encontrada e, em seguida, foi encaminhada para uma unidade hospitalar. O estado de saúde não foi informado.
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o caso está sendo investigado pelo Primeiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa I), responsável pela apuração de ocorrências aeronáuticas na região.
Conforme o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o monomotorestava com a situação regular.
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- Nsc – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / Corpo de Bombeiros do Pará
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