Economia
Anac reconhece aeronave produzida no ES e autoriza vendas
Economia
Avião é produzido por empresa sediada em Jaguaré, Norte do ES
Por Ana Carolina Carnelli*
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reconheceu, nesta terça-feira (6), a aeronave SLING TSI, da empresa Sling Brasil, como Aeronave Leve Esportiva Especial. Com o reconhecimento, a empresa, que tem sede no município de Jaguaré, região Norte do Estado, passa a ter autorização para fabricar e comercializar a aeronave no Brasil.

A empresa agora está autorizada a distribuir as aeronaves que são produzidas no Estado, ampliando a oferta de produtos da categoria no país.
Para José Braz Nali, diretor da Sling no Espírito Santo, o reconhecimento traz a possibilidade de ser entregues aos compradores.
“As aeronaves já estavam sendo produzidas e comercializadas. Agora, com o reconhecimento, elas poderão ser entregues, a medida que forem sendo concluídas”, explicou.
Ainda segundo o executivo, a empresa investiu mais de R$ 2 milhões no último ano para ampliar a linha produção. A estimativa da empresa é que, em 2026, sejam produzidas 18 aeronaves no modelo Sling TSI no Estado.
SLING TSI
O modelo Sling TSI, reconhecido pela Anac, é um monomotor de quatro lugares, sendo o segundo avião que atende às características de Aeronave Leve Esportiva Especial do mundo.

Segundo a empresa, a aeronave foi aclamada pela crítica por suas capacidades, manuseio sem esforço e funcionalidade completa. Ela possibilita que quatro pessoas viajem confortavelmente com bagagem, para voos de longas distâncias;
Para o reconhecimento do SLING TSI, a Anac realizou um trabalho de verificação documental amostral, visitas técnicas à fabricante e vistorias na aeronave. Esse processo teve como objetivo verificar que a empresa conduziu todas as análises e ensaios exigidos pelas normas consensuais, e que a declaração da fabricante possui fundamentos técnicos.

Sede da Sling no município de Jaguaré / Foto: Divulgação
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- A Tribuna – Conteúdo / Colaboração Pauta1
- Foto Destacada: Divulgação / Sling
Economia
Escala 5×2 ameaça pequenos negócios no interior do ES
Pesquisa aponta risco de aumento de custos, dificuldade para manter atendimento e falta de mão de obra qualificada
Aumento de custos operacionais, dificuldade para reorganizar equipes e escassez de mão de obra qualificada, especialmente em negócios ligados ao comércio, serviços e turismo estão listados como os principais impactos da possível adoção da escala de trabalho 5×2 em municípios capixabas. Um estudo realizado com 30 empresários e gestores de Marataízes e cidades vizinhas, apontou a situação.
O levantamento, realizado em abril deste ano, foi conduzido pelo Administrador Allan Junio da Silva Vieira, representante institucional do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES) na Região Litoral Sul. Segundo ele, “a escala 5×2 não pode ser analisada apenas como uma questão trabalhista. Ela acaba expondo gargalos históricos de gestão, tecnologia e qualificação profissional que já existiam nas empresas do interior”, afirma.
Conhecida como a “Pérola Capixaba” e também como a capital estadual do abacaxi, Marataízes é um dos principais polos turísticos e agrícolas do litoral sul do Espírito Santo. Com economia fortemente baseada em atividades presenciais e atendimento direto ao público, o município representa um retrato dos desafios enfrentados por pequenas e médias empresas diante das mudanças nas relações de trabalho.
Segundo Allan Vieira, o debate sobre a escala 5×2 vai além da redução da jornada semanal. O levantamento identificou diferenças significativas entre empresas mais modernas e negócios ainda dependentes de operações manuais. Enquanto organizações com maior uso de tecnologia enxergam oportunidades de ganho de produtividade e modernização, empresas tradicionais demonstram preocupação com a manutenção dos turnos de atendimento e a sustentabilidade financeira das operações.
De acordo com o estudo, muitos empresários estimam aumento operacional próximo de 20% em setores com atendimento direto ao público caso não haja investimento em automação e reorganização de processos internos. “O principal medo não é apenas a folha salarial. Muitos gestores relatam preocupação em conseguir manter o atendimento funcionando em cidades onde ainda existe forte dependência do trabalho operacional e pouca oferta de mão de obra qualificada”, explica Allan Vieira.
A pesquisa também aponta diferenças de percepção entre os perfis empresariais analisados. Enquanto empresas maiores concentram preocupações em competitividade e produtividade, pequenos empreendedores demonstram receio imediato relacionado à sobrevivência financeira e à capacidade de adaptação.
Para o Administrador Allan Vieira, o cenário reforça a necessidade de modernização da gestão no interior capixaba. “Tecnologia e gestão deixaram de ser diferenciais e passaram a ser fatores de sobrevivência. Empresas que já utilizam automação e ferramentas digitais conseguem absorver melhor mudanças na jornada de trabalho”, destaca.
Apesar dos desafios, o estudo também identifica oportunidades. Entre elas, a possibilidade de atração de profissionais de grandes centros urbanos em busca de qualidade de vida e a melhoria do ambiente organizacional nas empresas que conseguirem investir em inovação e produtividade. “A escala 5×2 pode se transformar em uma vantagem competitiva para o interior do Espírito Santo, mas isso depende diretamente da capacidade das empresas de modernizar processos e investir em produtividade”, conclui o representante institucional do CRA-ES.
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- Matéria reproduzida do JN – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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