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Segurança em Vitória: capital alcança menor número de homicídios dos últimos 29 anos

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Por Glacieri Carraretto* – Vitória / ES

O ano de 2025 entrou para a história de Vitória como o mais seguro em quase três décadas. A cidade alcançou o menor número de mortes violentas, um total de 36 mortes.

A computação de dados começou em 1996 e, desde então, o ano com menos mortes violentas foi 2016, com 51 assassinatos registrados. O outro melhor ano foi 2024, com 55. A atual queda de 34% em relação ao ano de 2024 consolida um marco histórico na segurança pública do Espírito Santo.

Outro indicador é a ausência de casos de feminicídio em 571 dias. O desempenho se destaca não apenas pela diminuição expressiva de mortes violentas, mas pela consistência dos resultados.

“O cenário atual é reflexo direto de uma política pública estruturada, pautada no fortalecimento da Guarda Civil Municipal de Vitória, na integração entre órgãos de segurança, na modernização de equipamentos e em investimentos em áreas estratégicas que influenciam o ecossistema da violência, como educação, urbanismo, saúde e assistência social”, destaca o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini.

A reestruturação da Guarda Civil Municipal de Vitória exerce papel central nessa transformação. A ampliação da Central de Monitoramento, de 34 para 1.156 câmeras na capital — com uso de softwares de inteligência artificial —, frota de viaturas renovadas e efetivo bem capacitado proporcionaram maior precisão nas ações preventivas e repressivas.

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Além disso, o ingresso de 102 novos guardas municipais em janeiro de 2026 deverá ampliar a presença da corporação nos bairros, fortalecendo o policiamento preventivo e a segurança viária.

O secretário de Segurança Urbana, Amarílio Boni, destaca a dimensão técnica da conquista. “Vitória alcança o menor número de homicídios em três décadas porque adotou planejamento, inteligência e atuação integrada. Trabalhamos com análise de dados, mapeamento de cenários e estratégias coordenadas entre as forças de segurança, ou seja, tanto no patrulhamento quanto na troca de informações importantes levantadas pela inteligência. Nada disso é casual. É a combinação de tecnologia, presença qualificada e cooperação institucional que tem salvado vidas”, afirma.

No ano de 2024, foram registrados 55 casos, também bem próximos aos de 2016. A queda de homicídios não se sustenta apenas com ações ostensivas. E é justamente na dimensão social e estrutural que a atual gestão municipal tem se destacado.

Na educação, Vitória ampliou escolas em tempo integral, investiu em reformas estruturais, instalou equipamentos esportivos, intensificou a mediação escolar e fortaleceu programas de prevenção à violência entre jovens. O Botão Escolar, ferramenta pioneira no Brasil, tornou-se referência nacional ao estabelecer comunicação direta entre unidades de ensino e a Guarda Municipal.

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Na saúde, o fortalecimento da atenção básica e a ampliação do atendimento com qualidade contribuíram para reduzir vulnerabilidades que, historicamente, repercutem no cenário de criminalidade. Na infraestrutura urbana, a cidade avançou com iluminação de LED em larga escala, requalificação de praças, reforma de parques, melhoria de vias, intervenções urbanísticas e reocupação de espaços antes subutilizados, medidas que ampliaram a circulação, a convivência e a sensação de segurança entre os moradores.

Para o prefeito Lorenzo Pazolini, o resultado é consequência direta da escolha da cidade por uma política de segurança ampla e humanizada.

“Vitória fez a opção por cuidar das pessoas. Investimos na Guarda de Vitória, ampliamos a educação integral, fortalecemos os serviços de saúde, melhoramos a infraestrutura dos bairros e trabalhamos de forma integrada com todas as instituições. Esse conjunto de ações nos permite alcançar hoje o menor número de homicídios em quase 30 anos. É a vida dos capixabas que está sendo protegida”, afirma o prefeito.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Divulgação / PMV
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Vitória anuncia nova comandante da Guarda Municipal

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Por Glacieri Carraretto* / Vitória – ES

A Guarda Civil Municipal de Vitória (GCMV) passa a ter um novo comando a partir desta quinta-feira (9). A guarda municipal Fabiana Gonçalves, de 43 anos, assume a função após a corporação enfrentar a perda trágica da comandante Dayse Barbosa.

Fabiana Gonçalves com a prefeita Cris Samorini e o Secretário de Segurança Amarílio Boni / Foto: Marcos Salles – PMV

A sucessão ocorre em um momento de comoção e luto, e a instituição busca seguir unida diante dos desafios. “Recebo essa responsabilidade com muito respeito à história da comandante Dayse, que deixa um legado de força e dedicação. Vamos seguir em frente honrando sua memória e dando continuidade ao trabalho que ela realizava tão bem. Nossa instituição é composta por profissionais capacitados e dedicados ao serviço público. Eu confio na Guarda de Vitória e sei que iremos manter e aperfeiçoar a qualidade das ações realizadas”, pontuou Fabiana.

O secretário de Segurança Urbana da capital, Amarílio Boni, destacou a importância da continuidade do trabalho. “Fabiana é uma profissional experiente, comprometida e que conhece profundamente a rotina da Guarda de Vitória. Temos plena confiança na sua capacidade neste momento desafiador, garantindo a continuidade das ações e o fortalecimento da da corporação”, ressaltou.

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A prefeita de Vitória, Cris Samorini, parabenizou a nova comandante e reforçou o valor da instituição para toda a cidade. “É um importante anúncio para a nossa Guarda, que é essencial para a segurança da capital. Fabiana tem na sua essência o comprometimento e vai somar ainda mais com a nova função dentro da instituição, que passou por grandes mudanças nos últimos anos, ganhando força e oferecendo um serviço público de excelência”, destacou.  

Trajetória 

Fabiana integra a Guarda de Vitória há 13 anos e construiu sua trajetória atuando em diferentes frentes da corporação. Já integrou equipes de patrulhamento ostensivo, foi operadora da Central de Monitoramento (Ciom) e, desde 2022, estava à frente do Grupamento de Apoio Operacional (Gaop). 

O enfrentamento à violência contra mulher é uma marca da jornada profissional de Fabiana. Além de ter atuado em ocorrências deste perfil, a atual comandante já foi responsável pela entrega do Botão Maria da Penha, dispositivo em que mulheres que possuem medida protetiva contra agressores, podem acionar diretamente a Guarda de Vitória. “Esperamos reforçar ainda mais as ações de enfrentamento tanto com as visitas tranquilizadoras quanto com as ações educativas nas escolas. É um combate que deve ser contínuo para termos uma sociedade onde as mulheres não tenham medo”, pontuou Fabiana.  

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A rotina do trabalho é dividida com o marido, que também é guarda municipal, e os cuidados com a filha, uma menininha de pouco mais de um ano. “O nascimento da minha filha foi um dos momentos mais marcantes na minha vida. A maternidade me trouxe um amadurecimento único e outra perspectiva de entendimento do mundo ao meu redor”, descreve a comandante. Fabiana é formada em Fisioterapia, área que atuou por 10 anos, técnico em química e técnico em meio ambiente. Ela ainda consegue encontrar um espaço para empreender, uma vez que produz e comercializa peças de artesanatos e lembranças.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Marcos Salles / PMV
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