Polícia em Ação
Suspeito de integrar gangue que atrai homens para falso encontro é preso em Jardim Camburi
POLÌCIA
Um homem marcou um encontro por meio de aplicativo, mas acabou trancado em um quarto e obrigado a fazer transações financeiras
Vitória / ES
Um homem de 41 anos foi preso nesta terça-feira (11), no bairro Jardim Camburi, em Vitória, suspeito de integrar um grupo criminoso que atraía as vítimas por meio de aplicativos de relacionamento para encontros falsos e os submetia à torturas física e psicológica.
O crime ocorreu em fevereiro deste ano na Capital, quando um homem teria marcado um programa sexual através de um aplicativo de encontro. Segundo a Polícia Civil, ao chegar no local marcado, ele foi trancado no quarto e obrigado a realizar transações financeiras para a conta de terceiros.
Na ocasião, o encontro havia sido marcado com uma mulher e o homem tentou desistir do “programa” quando viu que se tratava de uma travesti. A polícia identificou que ela teria exigido que a vítima pagasse um valor maior pela desistência e chamou outra travesti, que passou a fazer ameaças contra o cliente.
Foi então que as duas trancaram o homem no quarto e ele só pôde sair após a realização de todas as transferências bancárias exigidas.
Policiais civis da Delegacia Especializada Antissequestro (DAS) efetuaram a prisão de um dos participantes do crime na manhã desta terça-feira (11).
Ele é apontado como o responsável por receber os valores transferidos da conta da vítima e repassar o dinheiro para as duas travestis, ficando com uma parte.
O suspeito foi conduzido à delegacia, onde foi cumprido o mandado de prisão preventiva por extorsão mediante restrição de liberdade da vítima. Ele foi encaminhado ao sistema prisional.
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* Informações Folha Vitória – Conteúdo
* Foto/Destaque: Divulgação / SESP-ES
POLÌCIA
Quadrilha presa por sequestro em Jardim Camburi vigiou empresário por um ano
Vitória (ES)
Suspeitos de sequestrar um empresário de 30 anos em Jardim Camburi, em Vitória, em junho deste ano, planejaram o crime durante pelo menos um ano, segundo investigação da Polícia Civil. O objetivo da quadrilha era extorquir R$ 5 milhões da vítima.
Adilson de Jesus Neves Júnior, conhecido como Dio, de 37 anos, e Osmar de Azeredo Nunes, de 39, são apontados como os responsáveis pelo planejamento e monitoramento da vítima.
Ao todo, sete pessoas foram presas e duas são procuradas por suspeita de participação no sequestro, ocorrido em 11 de junho. Entre os investigados estão pessoas com antecedentes por crimes como tráfico de drogas, homicídio e roubo.
Segundo o chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, os suspeitos passaram a acompanhar a rotina do empresário depois de receberem informações de que ele atuava no mercado financeiro e poderia ter um patrimônio elevado.
O monitoramento teria ocorrido tanto pelas redes sociais quanto presencialmente. Os investigados observavam os locais frequentados pela vítima e até os momentos em que ela praticava esportes.
“A partir do momento que eles tiveram informação de que essa vítima mexeria com o mercado financeiro e poderia ter um patrimônio, eles começaram a monitorar através de rede social, através de monitoramento em campo”, explicou o delegado.
O sequestro
No dia do crime, o empresário dirigia uma Porsche avaliada em mais de R$ 500 mil quando foi fechado por um carro branco conduzido por Adilson. Um segundo veículo, dirigido por Samuel Camilo dos Santos, conhecido como Frajola, de 23 anos, seguia logo atrás.
Osmar e Enoque Pereira Leal teriam descido do carro e se passado por policiais federais armados para abordar a vítima. De acordo com a investigação, o empresário percebeu que não se tratava de uma abordagem policial e reagiu.
Ele teria sido agredido com coronhadas na cabeça. Em seguida, os suspeitos colocaram um capuz na vítima, amarraram suas mãos e a levaram para uma área de mata em Jardim Carapina, na Serra.
“A vítima percebeu que não se tratava de policiais e esboçou uma reação, momento em que foram desferidas coronhadas em sua cabeça, colocaram um capuz nele para ele não ver onde que estava e dificultar até a identificação dos criminosos, amarraram as suas mãos e o levaram para uma região de mata em Jardim Carapina”, descreveu o delegado.
O carro foi abandonado pouco depois, no bairro de Fátima, também na Serra.
Suspeitos obrigaram vítima a transferir criptomoedas
Na área de mata, Adilson e outro suspeito, Erlan Josme de Oliveira Alves, teriam obrigado a vítima a transferir cerca de R$ 20 mil em criptomoedas para uma corretora internacional.
Segundo a Polícia Civil, Adilson foi o primeiro beneficiário do dinheiro retirado da conta do empresário.
As transferências foram rastreadas pelos investigadores por meio da rede blockchain Tron, que deu nome à Operação Tron. A tecnologia permite registrar transações digitais e identificar as carteiras que receberam os valores, mediante autorização judicial.
O rastreamento levou a polícia até Laís de Jesus Teles, de 27 anos, mulher de Adilson, além de Enoque, Erlan e Osmar.
A Polícia Civil informou ainda que as corretoras utilizadas nas movimentações possuem registro e autorização para atuar no Brasil, seguindo as regras estabelecidas pelo Banco Central.
Vítima conseguiu fugir
Ana Júlia da Silva, conhecida como Doutrinada, de 21 anos, é apontada pela investigação como responsável por monitorar a área onde o empresário era mantido.
A vítima conseguiu escapar e encontrou policiais militares que já realizavam buscas na região.
Em depoimento à Polícia Militar, o empresário relatou que oito pessoas armadas com pistolas participavam da ação. Após a fuga, os suspeitos teriam entrado na mata.
Na sequência, o carro prata usado no crime, que estava registrado em nome de Irlã Miguel de Souza Laranjeira, de 25 anos, foi abandonado em Jardim Carapina.
Suspeito teria tentado criar versão para despistar polícia
O inquérito também aponta que William Henrique Guimarães Gomes, de 30 anos, teria planejado informar à polícia que havia pegado o veículo emprestado e sido vítima de um assalto.
A versão, porém, não foi confirmada pela investigação. William acabou preso no mesmo dia por tráfico de drogas, segundo a Polícia Civil.
A Polícia Civil orientou a população a ter cuidado com a exposição de informações pessoais e da rotina nas redes sociais. Segundo a corporação, esse tipo de conteúdo pode despertar o interesse de criminosos e facilitar o monitoramento de possíveis vítimas.
- Matéria do JN
- Foto Destaque: Reprodução / JN
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