Discurso da Paz
Trump é ovacionado no Parlamento israelense
INTERNACIONAL
Em discurso, o presidente dos Estados Unidos fala sobre a trégua em Gaza: “Triunfo incrível para Israel e o mundo”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi recebido com aplausos nesta segunda-feira (13/10) na Knesset, o Parlamento de Israel, após anunciar o fim da guerra na Faixa de Gaza. A declaração foi feita após a entrada em vigor de um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, resultado de um plano de 20 pontos mediado pelos EUA.
Trump está acompanhado de seu enviado especial Steve Witkoff, de seu genro Jared Kushner e de sua filha Ivanka. O cessar-fogo pôs fim a um conflito iniciado em 7 de outubro de 2023, que deixou um saldo de 67.869 mortos, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. O ministério informou que segue recuperando corpos das vítimas após dois anos de combates.
O fim da guerra também marcou a libertação dos últimos 20 reféns israelenses que permaneciam em cativeiro em Gaza. A libertação ocorreu como parte do acordo que prevê troca de prisioneiros. Paralelamente, ônibus deixaram a penitenciária de Ofer, na Cisjordânia ocupada, transportando presos palestinos que serão soltos como parte da mesma negociação.
TEL AVIV
Em Tel Aviv, centenas de pessoas se reuniram na Praça dos Reféns para celebrar o retorno dos libertados. Com bandeiras de Israel e fotos dos sequestrados, o clima foi de alívio, mas também de luto. “Esperávamos por este momento, mas há tristeza por aqueles que não voltam e pelos quase 2 mil mortos da guerra”, afirmou Ronny Edry, professor e ativista, à imprensa local.
Os nomes dos 20 reféns libertados foram divulgados pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel, que celebrou o retorno em mensagem nas redes sociais. Eles foram sequestrados no ataque de 7 de outubro de 2023, e libertados exatamente 738 dias depois. O governo israelense confirmou que todos já se encontram em território nacional e receberam atendimento médico.
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* Com informações da AFP
* Foto/Destaque: Divulgação / AFP
INTERNACIONAL
Hamas aceita acordo para seu desarmamento e retirada de Israel de Gaza
O desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, era um dos principais obstáculos para encerrar a guerra com Israel
Por Agência AFP
O movimento islamista Hamas afirmou nesta sexta-feira (31) que aceitou um acordo para acabar com a guerra em Gaza, que inclui dispositivos relacionados ao seu desarmamento e à retirada gradual do Exército de Israel do território palestino.
Israel ainda não reagiu oficialmente ao acordo, anunciado na noite de quinta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o definiu em sua rede Truth Social como “um acordo HISTÓRICO” e “um passo monumental rumo a uma PAZ e SEGURANÇA duradouras”.
O desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, era um dos principais obstáculos para encerrar a guerra com Israel após o cessar-fogo assinado em outubro.
Uma fonte política israelense disse à AFP que o acordo proposto não soluciona “de forma satisfatória” as demandas do país por uma desmilitarização completa de Gaza.
Também indicou que a questão não foi abordada durante a reunião desta semana na Casa Branca entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente americano.
Segundo Trump, o desarmamento é uma fase crucial para avançar em direção à instalação de um novo governo palestino no território.
Fontes do Hamas confirmam acordo
Duas fontes do alto escalão do Hamas, que falaram sob a condição de anonimato, confirmaram à AFP um acordo com o Estado hebreu para o desarmamento do grupo e a retirada do Exército israelense de Gaza.
As fontes afirmaram que esperam que os mediadores e o Conselho da Paz garantam que os israelenses cumpram o que foi estabelecido e supervisionem o processo de desarmamento do grupo.
O Hamas está fazendo “concessões pelo bem do nosso povo na Faixa de Gaza, para salvá-lo da morte e do deslocamento”, declarou Ghazi Hamad, um dos negociadores do movimento.
“Israel não vai interferir na questão do desarmamento”, disse Hamad. Segundo ele, a tarefa será responsabilidade do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG).
Segundo uma fonte diplomática que acompanha as negociações, as armas serão entregues a este órgão de tecnocratas palestinos, que deverá administrar, durante o período de transição, a vida cotidiana em Gaza.
Negociações aconteciam há semanas no Egito para implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que tem como objetivo pôr fim de forma definitiva à guerra.
O conflito começou com o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou um balanço de 1.221 mortos, segundo números oficiais israelenses, e 251 pessoas sequestradas.
A retaliação israelense contra Gaza deixou mais de 73.000 mortos, segundo os dados do Ministério da Saúde do governo liderado pelo Hamas.
Apesar da trégua, a violência continua na Faixa. Na quinta-feira, bombardeios israelenses mataram ao menos quatro pessoas, incluindo duas crianças, segundo autoridades de saúde da região.
“Implementação”
O Conselho da Paz confirmou em uma publicação no X que o Hamas havia “aceitado um mapa do caminho detalhado para implementar as próximas fases do cessar-fogo em Gaza”.
“Agora, nossa atenção está voltada para a implementação”, escreveu a organização, acrescentando que o NCAG “começará em breve uma transição gradual rumo à plena autoridade”.
Trump, em uma publicação anterior, afirmou que, uma vez que o Hamas estiver desarmado, “as forças israelenses vão se retirar e a Força Internacional de Estabilização trabalhará com uma nova força policial palestina para assumir a responsabilidade sobre Gaza”.
A Força Internacional de Estabilização é uma estrutura em processo de criação que reunirá tropas de vários países sob a direção do Conselho da Paz.
Uma fonte diplomática afirmou à AFP que o desarmamento será supervisionado de forma coordenada entre esta força e o governo interino do NCAG. Este órgão, no entanto, trabalha atualmente no Egito porque Israel não permite que seus membros tenham acesso a Gaza, segundo a imprensa egípcia e palestina.
Israel controla mais de 60% desse território e exigia o desarmamento completo do Hamas e dos demais grupos palestinos antes de qualquer avanço no plano.
O Hamas anunciou no início de julho a dissolução do comitê que administrava os assuntos civis da Faixa de Gaza desde 2007 e declarou querer transferir estas responsabilidades ao NCAG.
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- Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Eyad Baba / AFP
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