Destaque Nacional
Vitória é a capital com maior acesso de crianças a creches no Brasil, aponta ONG Todos Pela Educação
CIDADES
A Capital alcança marco histórico na Educação Infantil e se consolida como referência nacional
Por José Carlos Schaeffe*
Vitória alcançou um marco histórico na Educação Infantil e se consolidou como referência nacional. De acordo com o estudo Panorama do Acesso à Educação Infantil no Brasil, divulgado pela organização Todos Pela Educação, a capital capixaba apresenta a maior taxa de atendimento de crianças de 0 a 3 anos na Educação Infantil entre todas as capitais brasileiras: 72,2%, percentual bem acima da média nacional, de 41,2%.
O levantamento, elaborado a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C) e do Censo Escolar, também revela que Vitória é uma das únicas capitais do país — ao lado de Teresina (PI) — a garantir a universalização do atendimento na pré-escola, com 100% das crianças de 4 a 5 anos matriculadas.
Para a secretária municipal de Educação, Juliana Rohsner, o resultado é fruto de um trabalho contínuo e planejado. “Esse reconhecimento é resultado de investimento, compromisso e de uma equipe dedicada a garantir oportunidades iguais para todas as crianças, desde a primeira infância. Nosso foco é ampliar o acesso com qualidade, pois essa é a base para todo o processo educacional”, destacou.
O prefeito Lorenzo Pazolini ressaltou a ampliação do tempo integral como fator primordial para os avanços. “Essa política garante mais oportunidades para as crianças aprenderem e se desenvolverem e, ao mesmo tempo, oferece às famílias – especialmente às mães-solo – a chance de trabalhar, estudar e se qualificar com tranquilidade, sabendo que seus filhos estão em um ambiente seguro e de qualidade”, afirmou.
Tempo integral
Como destacou o prefeito, a expansão da educação em tempo integral tem sido um diferencial nos resultados alcançados. Quando a atual gestão assumiu, Vitória contava com apenas quatro unidades nessa modalidade. Em 2025, serão 41 escolas em tempo integral, após a regulamentação por lei da oferta desse modelo nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis).
Infraestrutura
A gestão municipal promoveu melhorias significativas em todas as regiões da cidade. Entre os marcos, estão as inaugurações da EMEF Padre Guido, em Jardim Camburi; da EMEF TI Paulo Reglus Neves Freire, em Inhanguetá; do CMEI TI Rubens José Vervloet Gomes, em Jardim Camburi; do CMEI TI Jacy Alves Fraga, em Tabuazeiro; do CMEI TI Professora Cida Barreto, em Jardim da Penha; e da EMEF TI Paulo Roberto Vieira Gomes, em São Benedito.
As reformas estruturantes realizadas na EMEF Adilson da Silva Castro, em Monte Belo; na EMEF TI José Áureo Monjardim, em Fradinhos; na EMEF Marieta Escobar, em Santa Martha; e no CMEI TI Rubens Duarte de Albuquerque, em Itararé, reforçam o compromisso com a qualidade da infraestrutura.
A cidade também se prepara para entregar novas sedes em construção: EMEF Ronaldo Soares, em Resistência; CMEI Sebastião Perovano, no Jabour; e CMEI Geisla da Cruz Militão, em Nova Palestina, ainda neste ano. Seguem em obras a EMEF Irmã Jacinta Soares de Souza Lima, no Romão, e a EMEF São Vicente de Paulo, no Moscoso.
Outro avanço importante foi a ampliação da climatização das escolas: o número de unidades climatizadas passou de 9 para 42, com adequações na rede elétrica e intervenções para garantir a segurança. Outras 45 unidades estão com obras, projetos ou licitações em andamento para climatização.
Aprendizagem
Os investimentos reposicionaram Vitória no cenário educacional nacional. Segundo o relatório Criança Alfabetizada, do Ministério da Educação (MEC), que avaliou o nível de alfabetização de crianças de até 7 anos em 2024, Vitória é a 2ª capital mais bem posicionada no ranking nacional, com índice de 73,2% — um aumento de 7,3 pontos percentuais em relação a 2023.
Com esse resultado, o município já superou as metas definidas pelo MEC para 2024 (68,1%), 2025 (70,3%) e 2026 (72,5%). O salto é expressivo quando comparado a 2021, quando o índice era de apenas 28% e Vitória ocupava a 12ª posição entre as 26 capitais brasileiras.
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*Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
*Foto/Destaque: crédito – Leonardo Silveira / PMV
CIDADES
Vitória regulamenta circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade
Por Gislaine de Assis Santos* / Vitória – ES
A Prefeitura de Vitória publicou, nesta sexta-feira (10), novo decreto que estabelece regras específicas para a circulação de equipamentos de mobilidade individual, bicicletas (incluindo as elétricas) e ciclomotores e autopropelidos em todo o município. O objetivo é organizar mais o uso do espaço urbano, aumentar a segurança viária e promover a convivência harmoniosa entre diferentes modais de transporte e pedestres.
Com base nas atribuições previstas na Lei Orgânica do Município, o decreto define conceitos, delimita áreas de circulação e fixa normas específicas conforme o tipo de veículo e a velocidade recomendada nas vias.
O texto estabelece critérios técnicos para cada categoria. São considerados ciclomotores os veículos de duas ou três rodas com motor de até 50 cilindradas ou potência elétrica máxima de 4 kW, com velocidade limitada a 50 km/h.
Já as bicicletas elétricas devem possuir pedal assistido, potência de até 1000 W e velocidade máxima de 32 km/h, sem acelerador manual.
“O decreto também regulamenta os chamados equipamentos autopropelidos, como patinetes elétricos, hoverboards e monociclos, que podem atingir até 32 km/h e possuem limites de tamanho e potência”, destacou o secretário de Transportes, Trânsito Infraestrutura Urbana de Vitória, Alex Mariano.
Regras
As normas variam de acordo com a velocidade máxima permitida nas vias:
• Acima de 60 km/h: fica proibida a circulação de todos os modais: ciclomotores, bicicletas, bicicletas elétricas e autopropelidos.
• Até 60 km/h: ciclomotores podem circular no bordo direito da pista. Bicicletas e autopropelidos ficam proibidos, exceto quando houver infraestrutura cicloviária.
• Até 40 km/h: ciclomotores seguem no bordo direito da via. Bicicletas, elétricas e autopropelidos devem usar ciclovias ou ciclofaixas; na ausência, podem circular também pelo bordo direito.
O decreto reforça que a sinalização existente nas vias deve sempre ser respeitada, prevalecendo sobre as regras gerais.
Uso da infraestrutura cicloviária
Ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas passam a ser destinadas exclusivamente a bicicletas, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos, sendo proibida a circulação de ciclomotores nesses espaços. A velocidade máxima nesses locais será de 32 km/h, salvo indicação diferente por sinalização no trecho.
O transporte de passageiros em bicicletas elétricas será permitido apenas quando houver assento adequado. Já os equipamentos autopropelidos não poderão transportar passageiros, salvo em caso de exceções previstas pelo fabricante.
Circulação em calçadas e áreas de pedestres
A circulação desses modais em calçadas, parques e áreas destinadas a pedestres está proibida. A exceção ocorre quando houver sinalização autorizando, com limite de velocidade de 6 km/h.
Equipamentos autopropelidos utilizados por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida estão autorizados a circular nesses espaços, independentemente de sinalização, obedecendo os limites de velocidade no trecho.
Segurança e exigências legais
O uso de capacete de segurança passa a ser obrigatório para condutores e passageiros. No caso de ciclomotores, o capacete deve obedecer, especificamente, as nomas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Além disso, a condução de ciclomotores exige habilitação na categoria “A” ou Autorização para Condução de Ciclomotores (ACC).
O decreto da Prefeitura de Vitória institui a política preventiva de acidentes e conflitos no trânsito, mediante ações educativas, por parte de quem comercializa veículos e equipamentos de mobilidade tratados no decreto.
A política preventiva consiste na divulgação de material educativo, destinado ao uso correto, consciente e seguro do equipamento adquirido, com foco em preservação da vida e a integridade física de pedestres, condutores e passageiros dos veículos e equipamentos de mobilidade.
Fiscalização e ações educativas
A implantação prática do decreto será acompanhada por ações educativas e de fiscalização integradas. Caberá aos órgãos municipais de trânsito e segurança: fiscalizar o cumprimento das regras; implantar e adequar a sinalização; promover campanhas educativas; adotar medidas para redução de riscos no trânsito e, ainda, editar normas complementares, quando necessário.
Nova política de mobilidade
O decreto também institui a Área de Circulação com Atenção e Mobilidade Amigável (A-CALMA), que prevê estudos e implantação de vias cada vez mais seguras e voltadas à convivência entre diferentes modais. O prazo para análise e execução das intervenções é de até 18 meses.
“Com a nova regulamentação, a Prefeitura de Vitória busca alinhar a cidade às diretrizes nacionais de mobilidade urbana, promovendo mais segurança, organização e incentivo ao uso de meios de transporte sustentáveis”, destaca Alex Mariano.
Segundo ele, o conceito de mobilidade é dinâmico e em constante evolução, exigindo adaptações e inovações para atender à necessidade crescente de Vitória. Além disso, a Prefeitura da capital tem investido em tecnologias inovadoras, como semáforos inteligentes e sistemas de gestão de tráfego com uso de Inteligência Artificial (I.A.), para melhorar a fluidez e a segurança do trânsito.
“A mobilidade urbana é um desafio constante, mas também uma oportunidade para criar cidades mais humanas e sustentáveis, boas para os moradores e turistas”, finalizou o gestor.
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – André Sobral / PMV
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