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Homenagem / Curiosidade

Dia das Mães: A verdadeira história e sua origem

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Dia das Mães, celebrado em mais de 40 países, é uma das datas mais emocionantes e movimentadas do ano. No Brasil, a comemoração ocorre no segundo domingo de maio, mas poucos sabem que essa data surgiu por causa da luta de uma mulher determinada: Anna Jarvis, nos Estados Unidos, no início do século XX.

Rabino: Anna Jarvis criou o Dia das Mães e depois lutou contra ele | Band

Inspirada pela dedicação de sua mãe, Ann Jarvis, durante a Guerra Civil Americana, Anna quis criar um dia especial para homenagear as mães vivas e falecidas, destacando sua importância na sociedade.

Em 1907, Anna organizou uma homenagem para sua mãe, falecida dois anos antes. No ano seguinte, realizou a primeira celebração oficial do Dia das Mães, enviando 500 cravos brancos para uma igreja na Virgínia Ocidental. Essa flor se tornaria o símbolo do amor materno puro e incondicional.

A campanha ganhou força, chegando ao Congresso americano, que oficializou o segundo domingo de maio como o Dia das Mães em 1914. A proposta rapidamente cruzou fronteiras.

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O Brasil conheceu a data em 1918, por meio da Associação Cristã de Moços em Porto Alegre. Mas foi em 1932, por decreto do presidente Getúlio Vargas, que o Dia das Mães se tornou oficial em todo o país, atendendo ao pedido da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino.

Desde então, a celebração se consolidou como uma das mais importantes do calendário nacional, tanto no aspecto emocional quanto econômico, movimentando bilhões no comércio com a venda de flores, perfumes, eletrônicos e muito mais.

A criadora que se virou contra a própria criação

Em uma reviravolta surpreendente, Anna Jarvis passou a condenar o Dia das Mães. Ela acreditava que sua ideia havia sido deturpada pelo apelo comercial, perdendo o verdadeiro significado de gratidão e amor sincero.

Anna chegou a processar empresas e protestar em público contra eventos comerciais da data. Foi até presa em uma de suas manifestações. Ironia do destino: morreu pobre e esquecida, mesmo sendo a idealizadora de uma das datas mais celebradas do planeta.

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Apesar das críticas de sua criadora, o Dia das Mães permanece como um marco emocional e comercial. No Brasil, é a segunda data mais lucrativa do varejo, atrás apenas do Natal. Também lidera o ranking de ligações telefônicas e mensagens enviadas.

Mais do que presentes, a data é uma chance de reforçar laços familiares e reconhecer o papel fundamental das mães na construção de vidas, lares e histórias.

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* Da Redação / Pesquisa / Google

* Fotos: Reprodução / Redes Sociais

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Fazenda ‘rara’ do subúrbio do Rio segue abandonada após promessa de revitalização do Governo Federal

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Por Victor Serra* | Rio de Janeiro (RJ)

Mais de um ano após ser incluída entre os 14 bens culturais fluminenses contemplados pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a histórica Fazenda Capão do Bispo, no Cachambi, Zona Norte do Rio, permanece sem qualquer intervenção de restauro. Enquanto as obras não saem do papel, o casarão do fim do século XVIII segue sendo alvo de invasões, vandalismo e furtos. Segundo apuração da reportagem, o programa destinou R$ 440 mil para a elaboração do projeto de restauração do imóvel.

Na época do anúncio, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou ao DDR que o imóvel seria transformado

Patrimônio em deterioração

Sem vigilância permanente e praticamente abandonado, o casarão vem sofrendo com a retirada de portas, janelas e outros elementos arquitetônicos, além da ocupação irregular por pessoas em situação de rua. Recentemente, preservacionistas denunciaram a realização de fogueiras no interior da construção, aumentando o risco de incêndio em um imóvel tombado.

Para o ativista Marconi Andrade, da página SOS Patrimônio, a situação é crítica e coloca em risco um dos imóveis históricos mais importantes da cidade. “A Fazenda Capão do Bispo é um patrimônio fundamental para a história do Rio de Janeiro e do Brasil. Foi um dos primeiros locais de cultivo de cana-de-açúcar e, mais tarde, recebeu uma das primeiras mudas de café plantadas no país. Hoje, infelizmente, a casa está completamente aberta, sem segurança e sem manutenção. Portas e janelas estão sendo roubadas, há pessoas morando no imóvel e existe um risco real de incêndio ou até mesmo de desabamento”.

Marconi afirma que grupos ligados à preservação do patrimônio precisaram se mobilizar. “Existe um risco real de incêndio e até de desabamento. Há pessoas utilizando o imóvel de forma irregular, enquanto o patrimônio permanece completamente vulnerável”.

Há cerca de quatro anos, o Ministério Público ajuizou uma ação civil pública pedindo medidas para garantir a recuperação do imóvel. O processo, no entanto, não produziu os efeitos esperados.

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Uma fazenda que ajudou a contar a história do Brasil

A Casa do Capão é considerada um símbolo da arquitetura vernacular brasileira, e integra o Projeto Circuito de Fazendas Históricas do Rio de Janeiro. Em 1759, a fazenda foi confiscada dos jesuítas e incorporada à Coroa. Dois anos depois, começou a ser leiloada. Um dos compradores foi o bispo D. José Joaquim Justiniano Mascarenhas de Castelo Branco, que construiu a casa-grande em um capão — porção de mata isolada sobre um outeiro de cerca de 20 metros de altura — origem do nome da propriedade. Durante séculos, a fazenda manteve atividades agrícolas.

Do ponto de vista arquitetônico, o casarão é uma das raríssimas casas de engenho preservadas na cidade do Rio. Conserva características típicas das edificações rurais setecentistas da Baía de Guanabara, como o pátio central e a varanda sustentada por colunas toscanas de alvenaria. Especialistas costumam comparar sua relevância apenas à da Fazenda do Colubandê, em São Gonçalo.

O imóvel foi tombado pelo Iphan ainda na primeira metade do século XX.

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O que diz o Iphan

Procurado pelo DIÁRIO DO RIO, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional informou que aguarda o envio do projeto executivo de restauração pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), responsável pela condução do processo. Segundo o órgão federal, cabe ao Iphan apenas analisar e aprovar o projeto, descentralizar os recursos do Novo PAC e fiscalizar a execução das obras.

Sobre as invasões e o vandalismo registrados no imóvel, o instituto ressaltou que a manutenção dos bens tombados é responsabilidade de seus proprietários. O órgão informou ainda que, após vistoria técnica, encaminhou ofícios à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec), alertando para o descumprimento de medidas emergenciais e solicitando providências imediatas.

Entre os problemas apontados estão a falta de limpeza do terreno, o acúmulo de lixo e dejetos, a ausência de capina, o avanço da vegetação e a inexistência de vigilância efetiva no local.


  • Matéria do Diário do Rio – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Iphan
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