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Política Municipal / São Mateus

No rescaldo da administração do prefeito Daniel Santana, o secretário de Meio Ambiente foi o que se salvou

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Meio Ambiente

Ricardo Louzada foi, talvez, o mais competente secretário municipal do Meio Ambiente que São Mateus tem notícia

Por Paulo Roberto Borges

A atual gestão que agora se encerra no município de São Mateus deixou um legado que o cidadão mateense não sentirá saudade. Mas, entre mortos e feridos, no meio do caos, o único que se salvou pela competência e honestidade de propósito, foi o seu secretário municipal de Meio Ambiente, Ricardo Louzada, mais conhecido como Louzada. A sua gestão à frente da pasta tem sido elogiada, além fronteira mateense, tendo gestores de outros municípios querendo os seus serviços, tudo como consequência do trabalho desenvolvido em São Mateus. Ter tido Louzada no seu secretariado foi, certamente, o – talvez – único acerto do ainda prefeito Daniel Santana, cujo mandato termina em 31 deste dezembro de 2024.

O trabalho na gestão

Foram inúmeras ações desenvolvidas pelo secretário Louzada. Algumas merecem destaque no cuidado em não impactar o meio ambiente, como no balneário de Guriri, em que as passarelas construídas dentro de critérios técnicos que obedeceram a legislação ambiental, além da beleza que deu ao conjunto de acesso à praia, respeitando, na sua concepção, a restinga.

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O trabalho de conscientização e convencimento com relação à iluminação dos prédios e não somente a iluminação pública da orla de Guriri, demonstra a sua credibilidade perante a sociedade. A iluminação foi adequada para que não confundisse os filhotes de tartarugas na praia. Que não atingisse as áreas de desovas dos filhotes de tartarugas. São situações e ações efetivas que, além da sensibilidade de cidadão consciente, tem a competência no trato de questões como essa.

“A gente seguiu uma portaria do Ibama na questão da luminosidade, quantos luxes deveriam ter na praia, qual a distância, altura para que os filhotes de tartarugas, quando nascessem, eles fossem para o mar e não viessem para a avenida, tudo feito também junto com o Tamar”, explica. “Desde 2019 a gente não tem relato de filhote de tartaruga vindo para o lado da avenida”, completa o secretário.

Ele pontuou que não foi só a iluminação pública e também a dos prédios que tiveram que se adequar. “Com muito jeito a gente foi conversando e a própria portaria da Soma teve que se adequar, para não jogar a luminosidade para a praia”.

Outro destaque da atuação do secretário de Meio Ambiente da Prefeitura de São Mateus, Ricardo Louzada, e que poucos têm conhecimento, foi a parceria feita com o Centro Tamar, o antigo Projeto Tamar, e a Marcopolo. Foi informal, não há assinatura de documento, mas que deu ótimos frutos. A Secretaria deu toda a logística, “a gente pegava as réplicas de tartarugas, uma de cada espécie, levamos para a Marcopolo e eles reproduzem essa réplica”, disse Louzada. “Eles têm feito três réplicas de cada tartaruga e devolve elas pintadas na cor básica da tartaruga e as tintas que precisam.

As que faltam nós compramos com ajuda de parceiros”, explica, acrescentando que “já produzimos réplicas da tartaruga verde, da cabeçuda e agora a tartaruga de couro”.

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Vale destacar que algumas réplicas têm em torno de 1,60 de altura, o que se torna um projeto interessante “porque a gente reforça o Centro Tamar e eles vão usar essas réplicas e espalharem nas trilhas”.

Louzada explica que está sendo feita uma parceria com o Ministério Público para poder que se adquira aquela área ao lado do Centro Tamar, onde tem as trilhas para que possam perpetuar esse trabalho deles ali.

“ E tem uma área logo ao lado do loteamento da Soma de 5,5 hectares, que eu consegui que fossem doados para o município e a Prefeitura fez a parceria, doando a terra para o Centro Tamar”.

Outras ações relevantes

Com relação a gestão da crise do derramamento de petróleo na costa brasileira:

Em 2019, Louzada coordenou, em São Mateus, a crise do que é considerado até hoje o maior derramamento de óleo bruto no oceano da história do país e um dos mais extensos do mundo, atingindo mais de 120 municípios brasileiros e, em especial, a orla de São Mateus.

A sua atuação estratégica, organizando esforços e parcerias com a iniciativa privada foi fundamental para a rápida e eficiente resposta do município para fazer frente a essa crise.

“Lembro que ainda não estávamos na crise da covid-19, que só apareceu uns três meses depois. Foi a segunda pancada que tomamos”, relata o secretário, lembrando que mesmo com a mobilização na pandemia, a sua Secretaria se manteve atendendo as demandas – evidentemente – com pessoal reduzido, mas em home office. “Não foi por falta de atendimento que os empreendimentos pararam”, pontuou Antônio Louzada.

Ainda com relação aos primeiros relatos de óleo na orla de São Mateus, ele enfatiza que se buscou recursos humanos e financeiros e “conseguimos engajar a iniciativa privada que, em conjunto conosco, com o governo estadual e federal, mobilizamos recursos e uma força tarefa e iniciamos quase que de imediato as ações de recolhimento e proteção da fauna e da flora local”. E esclarece que com a crise sanitária da Covid que se abateu sobre o País, a mobilização para essas ações de proteção da fauna e da flora foram necessárias devido a Secretaria estar sobrecarregada em função da doença que se instalou no município. Lembrando que a sua pasta não deixou de agir também na proteção contra a Covid que estava chegando, fazendo as barreiras sanitárias e as ações necessárias para essas iniciativas.

Para ele, o senso comum normalmente faz pensar que para preservar o meio ambiente é necessário contrapor ao desenvolvimento econômico. No entanto, Louzada mostrou que é possível sim conciliar essas duas importantes atividades. A frente da Secretaria de Meio Ambiente, apostou no diálogo e construção de pontes com a iniciativa privada para assegurar a continuidade do crescimento econômico local, sem comprometer a proteção ambiental.

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Enquanto fazíamos a apuração dessa reportagem, conversamos com várias lideranças do setor privado, que foram unânimes em reconhecer que o Louzada foi o principal parceiro do setor empresarial na prefeitura de São Mateus nestes últimos anos.

”Louzada, de forma estratégica, dinâmica e diligente, sempre manteve as portas da Secretaria de Meio Ambiente abertas para o setor empresarial. Foi parceiro para buscar caminhos comuns, célere nas análises ambientais, criterioso tecnicamente e sempre firme na defesa ambiental. Louzada, para mim, foi o melhor secretário ambiental com quem dialoguei nestes últimos anos. Inclusive, melhor do que muitos secretários de grandes centros, os secretários de boutique, mas que de fato tem dificuldade de entrega”, relatou para esta reportagem um líder empresarial que possui atividades em algumas dezenas de municípios capixabas.

Então, quando se coloca a administração do prefeito Daniel Santana na prateleira da pior gestão política-administrativa que se tem notícia na história de São Mateus, não se pode misturar o excelente trabalho feito pelo seu secretário de Meio Ambiente, Ricardo Louzada. “Foi o que se salvou e com méritos reconhecidos pela sociedade mateense”, disse pessoas ouvidas pela reportagem do JN.

Quem é o secretário

Formação Acadêmica

MBA em Gestão Executiva Fundação Dom Cabral – MG – Especialista em Gestão Ambiental Universidade Federal de Lavras – MG – Bacharel em Administração Universidade Federal de Viçosa – MG – Técnico em Agropecuária Escola Agrotécnica Federal de Alegre – ES

Experiência Profissional

Com 25 anos de experiência na área ambiental, atuei na gestão de processos de licenciamento ambiental junto aos órgãos Estaduais de Meio Ambiente, Secretarias Municipais de Meio Ambiente e outros órgãos de controle ambiental, de empreendimentos de médio e grande porte, colaborando com organizações como CODEVASF, CHESF, Amazonas Energia e CEMIG. Minha experiência se estende à coordenação de projetos e relações institucionais, com ênfase em iniciativas de grande relevância, como o Programa Municípios Verdes (Fundo Amazônia) e os Planos Intermunicipais e Estadual de Resíduos Sólidos, no âmbito do Governo de Alagoas e do Governo de Rondônia, respectivamente.

Desde 2019 atuo no setor público, liderando a Secretaria de Meio Ambiente de São Mateus-ES. Nesse papel, obtive as autorizações e licenças necessárias para a implantação da reurbanização da orla de Guriri e iniciativas voltadas à recuperação e preservação da restinga local. Minha trajetória é marcada pela busca de soluções sustentáveis e pela promoção de um diálogo efetivo com as comunidades, visando à melhoria da qualidade ambiental e à construção de políticas públicas eficazes. Tenho compromisso com a sustentabilidade e a preservação dos recursos naturais, sempre alinhado às melhores práticas e à legislação vigente.

 

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Meio Ambiente

Meia tonelada de lixo é retirada do manguezal de Vitória no Dia Internacional do Manguezal

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Por Michelle Moretti* | Vitória (ES)

Mutirão reuniu catadores de caranguejo, pescadores e Prefeitura e revelou o impacto do descarte irregular em um dos maiores manguezais urbanos da América Latina

Meia tonelada de lixo é retirada do manguezal de Vitória no Dia Internacional do Manguezal

Enquanto o mundo celebra, nesta segunda-feira (27), o Dia Internacional do Manguezal, uma cena chamou a atenção em Vitória: em apenas uma manhã, cerca de 500 quilos de lixo foram retirados da Baía de Vitória durante o mutirão “Manguezal Limpo, Manutenção da Vida”. A ação reuniu catadores artesanais de caranguejo, pescadores tradicionais e equipes da Prefeitura em um esforço coletivo para preservar um dos maiores manguezais totalmente circundados por área urbana do Brasil e da América Latina.

Meia tonelada de lixo é retirada do manguezal de Vitória no Dia Internacional do Manguezal

Percorrendo os canais do manguezal em suas próprias embarcações, os catadores recolheram resíduos descartados irregularmente pela população. Paralelamente, equipes da Central de Serviços realizaram a limpeza das margens da Orla da Ilha das Caieiras e de Santo André.

O resultado impressiona. Entre os materiais encontrados estavam pneus, isopor, carcaça de televisão, armação de sofá, peças de geladeira, carcaça de máquina de lavar roupas, espuma de colchão, caixa de descarga, adereço de carnaval, encosto de cadeira, redes de pesca, galões de óleo, mangueiras automotivas, canos de PVC, telas de cercamento, caixas de madeira, garrafas PET, garrafas long neck, vidros e até uma almofada infantil.

Mais do que comprometer a paisagem, esse tipo de descarte ameaça a fauna, prejudica a qualidade da água, interfere na reprodução de diversas espécies e coloca em risco um ecossistema essencial para o equilíbrio ambiental da cidade.

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Quem vive do manguezal também ajuda a protegê-lo

Os protagonistas da ação foram justamente aqueles que convivem diariamente com o manguezal: os catadores artesanais de caranguejo e pescadores tradicionais. Além de retirar os resíduos, eles ajudaram a chamar a atenção para um problema que se repete ao longo do ano e compromete um ambiente do qual depende a própria subsistência de muitas famílias.

Meia tonelada de lixo é retirada do manguezal de Vitória no Dia Internacional do Manguezal

“Não existe futuro sustentável para Vitória sem a preservação dos seus manguezais. Eles são fundamentais para o equilíbrio ambiental, para a proteção da biodiversidade, para a pesca artesanal e para a cultura capixaba. Quando retiramos uma quantidade tão expressiva de lixo em apenas uma manhã, fica evidente que a conservação depende não apenas do poder público, mas também da participação de toda a sociedade”, afirma o subsecretário de Controle Ambiental, André Có.

Um patrimônio natural que precisa da participação de todos

Vitória possui aproximadamente 11 km² de manguezais, formando um dos maiores manguezais totalmente circundados por área urbana do Brasil e da América Latina.

Conhecido como o berçário da vida marinha, esse ecossistema abriga peixes, crustáceos, moluscos, aves e diversas outras espécies, além de desempenhar papel estratégico na captura de carbono, na proteção da costa e na manutenção da biodiversidade.

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Também faz parte da identidade cultural da capital. É do manguezal que vêm atividades tradicionais como a pesca artesanal, a captura do caranguejo-uçá e saberes que ajudaram a construir a gastronomia capixaba.

Educação ambiental para promover boas atitudes

O mutirão integrou a programação do circuito “Manguezal de Vitória – Conhecer para Preservar”, promovido pela Gerência de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), que reuniu ações educativas, expedição embarcada, mostra interativa, intervenção artística e exposição sobre o ecossistema.

“A educação ambiental acontece quando as pessoas vivenciam o território e compreendem sua importância para a vida. Mais do que retirar resíduos do manguezal, ações como essa despertam um novo olhar sobre esse patrimônio natural e mostram que preservar também é um ato de cidadania”, destaca a gerente de Educação Ambiental da Semmam, Juliana Sardinha.

Uma mensagem que vai além do mutirão

A retirada de aproximadamente meia tonelada de lixo em apenas uma manhã demonstra a dimensão do problema causado pelo descarte irregular de resíduos.

Ao mesmo tempo, a mobilização reforça que conservar o manguezal é uma responsabilidade compartilhada entre poder público, comunidades tradicionais e sociedade. Cada resíduo descartado corretamente representa mais proteção para a biodiversidade, mais qualidade ambiental e mais qualidade de vida para quem vive em Vitória.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / PMV
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