VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Conhecendo a História

História do Natal

Publicados

Curiosidade & Conhecimento

O Natal é comemorado anualmente em 25 de dezembro e, na tradição cristã, celebra o nascimento de Jesus Cristo. As origens dessa festividade, porém, remontam a comemorações pagãs.

25 de dezembro data uma comemoração extremamente importante no Ocidente: o Natal. Nessa festividade é celebrado o nascimento de Jesus Cristo, entendido dentro do cristianismo como o filho de Deus. É comum que, no mês que antecede o Natal, sejam construídos presépios e sejam colocadas decorações natalinas, tal como a Árvore de Natal.

430 ideias de JESUS CRISTO em 2024 | imagens de jesus, imagens de cristo,  cristo

Importante considerarmos que o Natal só é comemorado no dia 25 de dezembro na Igreja Católica e no Ocidente. As igrejas orientais, incluindo as ortodoxas e a copta, comemoram o nascimento de Jesus Cristo no dia 7 de janeiro.

Origem do Natal

Os historiadores não sabem com precisão quando o Natal surgiu, embora exista uma teoria que aponte o papa Júlio I como criador dessa festividade. Acredita-se que, em algum momento, entre os séculos II d. C. e IV d. C. é quando começou a convencionar-se a comemoração do nascimento de Jesus Cristo no dia 25 de dezembro.

Isso porque sabemos que, no final do século II d. C., os grandes teólogos da Igreja que debatiam sobre o nascimento de Cristo não consideravam o 25 de dezembro como o dia de tal evento. Sabe-se disso porque uma declaração de Clemente de Alexandria aponta a consideração de diferentes dias para o nascimento de Cristo: 15 de abril, 20 de maio, e 20 ou 21 de abril.

Então por que o Natal foi colocado no dia 25 de dezembro, sendo que essa data sequer era cogitada até o final do século II d. C.? Os historiadores não têm uma resposta certa, mas acreditam que a escolha do dia 25 de dezembro foi parte de uma estratégia da Igreja de enfraquecer comemorações pagãs que aconteciam nessa data.

Uma dessas comemorações pagãs era conhecida como Dies Natalis Solis Invicti e era realizada para o Sol Invicto, um deus romano. Com o tempo, essa festa associou-se com Mitra, um deus persa que era cultuada nas terras romanas. Outra comemoração que ocorria próximo ao 25 de dezembro era a Saturnália, festa em homenagem a Saturno.

Os historiadores alegam, então, que colocar o Natal no dia 25 de dezembro era uma forma de esvaziar a festividade pagã e garantir fiéis ao cristianismo. O argumento retórico era basicamente mostrar que uma pessoa não estava celebrando Mitra ou o Sol Invicto na referida data, mas sim o nascimento de Jesus Cristo.

Leia Também:  Por que o Brasil tem feriados religiosos se é um Estado laico?

Assim, é muito provável que, gradativamente, durante os séculos III e IV, a comemoração natalina em 25 de dezembro popularizou-se ao ponto de o papa Júlio I ter anunciado que o nascimento de Cristo seria, de fato, comemorado nessa data. O anúncio do papa, supostamente, foi realizado em 350, e o primeiro registro escrito que mostra o Natal nessa data é do ano de 354.

Origem dos símbolos do Natal

Ao longo da história, o Natal foi ganhando cada vez mais importância dentro do calendário litúrgico do cristianismo, e foi na Baixa Idade Média que a comemoração ganhou importância na Europa Ocidental. Durante a Reforma Protestante, alguns grupos, como os puritanos, tentaram combater a influência do Natal, mas sem sucesso.

A evolução do Natal e sua difusão pela Europa fez com que novos símbolos fossem sendo adicionados à celebração. Um dos símbolos mais comuns ao Natal é o presépio, aquela representação, em forma de escultura, da manjedoura na qual Jesus Cristo nasceu, na Palestina.

Presépio de natal.

O presépio foi criado pelo frade São Francisco de Assis, em 1223. Nesse ano, São Francisco estava em algum lugar no interior da atual Itália pregando o cristianismo. Para facilitar a compreensão sobre o nascimento de Jesus daqueles que o assistiam, ele resolveu construir um presépio. A prática e sua imagem acabaram popularizando-se e espalhando-se pela Europa.

Outro símbolo muito comum é a Árvore de Natal. Acredita-se que ela tinha uma ligação religiosa com povos de origem pagã que as usavam como enfeite ou como parte de seus rituais religiosos.

Existe também uma forte relação da árvore com práticas realizadas pelos povos escandinavos e germânicos, que consideravam o carvalho como um símbolo de Thor e usavam pinheiros como enfeites durante o Jól — o festival religioso que acontecia na Escandinávia exatamente na época do Natal cristão. Acredita-se que essa prática dos escandinavos e germânicos possa ter originado a raiz da Árvore de Natal.

Árvore de natal.

Os historiadores não sabem exatamente onde e quando surgiu essa prática relacionada com o Natal, mas acredita-se que foi em algum momento entre o final da Idade Média e o começo da Idade Moderna. A partir do século XVI, tem-se notícias de árvores enfeitadas sendo colocadas dentro das residências.

No século XIX, a prática popularizou-se no Reino Unido e daí espalhou-se para todo o mundo. Também no século XIX foram criadas as bolas de Natal, item decorativo que é colocado nas árvores. As primeiras bolas de Natal eram feitas de vidro e surgiram na atual Alemanha.

Leia Também:  Dom Vital Maria Gonçalves de Oliveira (1844-1878), o “servo de Deus”: um jovem bispo a caminho dos altares

Papai Noel é outro símbolo muito conhecido por todos no Ocidente. As crianças acreditam que é ele quem traz os presentes na véspera de Natal e que se trata de um velhinho com a barba branca que se desloca em um trenó puxado por renas. A história do Papai Noel remete a um santo católico, mas também possui elementos pagãos.

Papai Noel durante a campanha de natal da Coca-Cola.

No caso do santo católico, o Papai Noel remete a São Nicolau, um bispo dos séculos III d. C. e IV d. C. que usava da riqueza que herdou para distribuir presentes aos despossuídos. Existe uma crença de que parte da lenda do Papai Noel é oriunda de Odin, deus da mitologia nórdica. A atual imagem que temos do Papai Noel é, no entanto, resultado de uma peça publicitária criada pela Coca-Cola nas décadas de 1920 e 1930.

Outras práticas

O Natal moderno tem, para muitos, um significado mais secular e menos religioso. Sendo assim, muitos acreditam que o Natal é uma data mais importante como um momento de reforçar a fraternidade e o amor pelo próximo. Assim, é comum que nesse dia haja troca de presentesações de caridadedistribuição de alimentos etc.

Aqui no Brasil, é comum a realização de uma Ceia de Natal, que, geralmente, é realizada na véspera de Natal, isto é, na noite do 24 de dezembro. Muitos estendem as comemorações também para o dia 25 de dezembro. As festas natalinas, geralmente, são um momento de reunião familiar.

Novamente no âmbito religioso, é muito comum também que as pessoas assistam à Missa do Galo, uma missa realizada no Vaticano, na véspera de Natal. Não se sabe exatamente quando a Missa do Galo foi criada, pois alguns sustentam que foi no século V d. C., enquanto outros apontam para o século II d. C. De toda forma, a origem do seu nome também é desconhecida, e ela só é conhecida como Missa do Galo em países latinos.

——————————————————————————————–

* Pesquisa Pauta1 / Informações: Daniel Neves Silva – Professor de História

* Fotos/Ilustrativas: Redes Sociais

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Curiosidade & Conhecimento

Fazenda ‘rara’ do subúrbio do Rio segue abandonada após promessa de revitalização do Governo Federal

Publicados

em

Por Victor Serra* | Rio de Janeiro (RJ)

Mais de um ano após ser incluída entre os 14 bens culturais fluminenses contemplados pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a histórica Fazenda Capão do Bispo, no Cachambi, Zona Norte do Rio, permanece sem qualquer intervenção de restauro. Enquanto as obras não saem do papel, o casarão do fim do século XVIII segue sendo alvo de invasões, vandalismo e furtos. Segundo apuração da reportagem, o programa destinou R$ 440 mil para a elaboração do projeto de restauração do imóvel.

Na época do anúncio, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou ao DDR que o imóvel seria transformado

Patrimônio em deterioração

Sem vigilância permanente e praticamente abandonado, o casarão vem sofrendo com a retirada de portas, janelas e outros elementos arquitetônicos, além da ocupação irregular por pessoas em situação de rua. Recentemente, preservacionistas denunciaram a realização de fogueiras no interior da construção, aumentando o risco de incêndio em um imóvel tombado.

Para o ativista Marconi Andrade, da página SOS Patrimônio, a situação é crítica e coloca em risco um dos imóveis históricos mais importantes da cidade. “A Fazenda Capão do Bispo é um patrimônio fundamental para a história do Rio de Janeiro e do Brasil. Foi um dos primeiros locais de cultivo de cana-de-açúcar e, mais tarde, recebeu uma das primeiras mudas de café plantadas no país. Hoje, infelizmente, a casa está completamente aberta, sem segurança e sem manutenção. Portas e janelas estão sendo roubadas, há pessoas morando no imóvel e existe um risco real de incêndio ou até mesmo de desabamento”.

Marconi afirma que grupos ligados à preservação do patrimônio precisaram se mobilizar. “Existe um risco real de incêndio e até de desabamento. Há pessoas utilizando o imóvel de forma irregular, enquanto o patrimônio permanece completamente vulnerável”.

Há cerca de quatro anos, o Ministério Público ajuizou uma ação civil pública pedindo medidas para garantir a recuperação do imóvel. O processo, no entanto, não produziu os efeitos esperados.

Leia Também:  A história do Dia da Mentira: Como surgiu essa tradição?

Uma fazenda que ajudou a contar a história do Brasil

A Casa do Capão é considerada um símbolo da arquitetura vernacular brasileira, e integra o Projeto Circuito de Fazendas Históricas do Rio de Janeiro. Em 1759, a fazenda foi confiscada dos jesuítas e incorporada à Coroa. Dois anos depois, começou a ser leiloada. Um dos compradores foi o bispo D. José Joaquim Justiniano Mascarenhas de Castelo Branco, que construiu a casa-grande em um capão — porção de mata isolada sobre um outeiro de cerca de 20 metros de altura — origem do nome da propriedade. Durante séculos, a fazenda manteve atividades agrícolas.

Do ponto de vista arquitetônico, o casarão é uma das raríssimas casas de engenho preservadas na cidade do Rio. Conserva características típicas das edificações rurais setecentistas da Baía de Guanabara, como o pátio central e a varanda sustentada por colunas toscanas de alvenaria. Especialistas costumam comparar sua relevância apenas à da Fazenda do Colubandê, em São Gonçalo.

O imóvel foi tombado pelo Iphan ainda na primeira metade do século XX.

Leia Também:  Por que a Panair deixou de voar?

O que diz o Iphan

Procurado pelo DIÁRIO DO RIO, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional informou que aguarda o envio do projeto executivo de restauração pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), responsável pela condução do processo. Segundo o órgão federal, cabe ao Iphan apenas analisar e aprovar o projeto, descentralizar os recursos do Novo PAC e fiscalizar a execução das obras.

Sobre as invasões e o vandalismo registrados no imóvel, o instituto ressaltou que a manutenção dos bens tombados é responsabilidade de seus proprietários. O órgão informou ainda que, após vistoria técnica, encaminhou ofícios à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec), alertando para o descumprimento de medidas emergenciais e solicitando providências imediatas.

Entre os problemas apontados estão a falta de limpeza do terreno, o acúmulo de lixo e dejetos, a ausência de capina, o avanço da vegetação e a inexistência de vigilância efetiva no local.


  • Matéria do Diário do Rio – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Iphan
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA