Conhecendo a História
História do Natal
Curiosidade & Conhecimento
O Natal é comemorado anualmente em 25 de dezembro e, na tradição cristã, celebra o nascimento de Jesus Cristo. As origens dessa festividade, porém, remontam a comemorações pagãs.
O 25 de dezembro data uma comemoração extremamente importante no Ocidente: o Natal. Nessa festividade é celebrado o nascimento de Jesus Cristo, entendido dentro do cristianismo como o filho de Deus. É comum que, no mês que antecede o Natal, sejam construídos presépios e sejam colocadas decorações natalinas, tal como a Árvore de Natal.

Importante considerarmos que o Natal só é comemorado no dia 25 de dezembro na Igreja Católica e no Ocidente. As igrejas orientais, incluindo as ortodoxas e a copta, comemoram o nascimento de Jesus Cristo no dia 7 de janeiro.
Origem do Natal
Os historiadores não sabem com precisão quando o Natal surgiu, embora exista uma teoria que aponte o papa Júlio I como criador dessa festividade. Acredita-se que, em algum momento, entre os séculos II d. C. e IV d. C. é quando começou a convencionar-se a comemoração do nascimento de Jesus Cristo no dia 25 de dezembro.
Isso porque sabemos que, no final do século II d. C., os grandes teólogos da Igreja que debatiam sobre o nascimento de Cristo não consideravam o 25 de dezembro como o dia de tal evento. Sabe-se disso porque uma declaração de Clemente de Alexandria aponta a consideração de diferentes dias para o nascimento de Cristo: 15 de abril, 20 de maio, e 20 ou 21 de abril.
Então por que o Natal foi colocado no dia 25 de dezembro, sendo que essa data sequer era cogitada até o final do século II d. C.? Os historiadores não têm uma resposta certa, mas acreditam que a escolha do dia 25 de dezembro foi parte de uma estratégia da Igreja de enfraquecer comemorações pagãs que aconteciam nessa data.
Uma dessas comemorações pagãs era conhecida como Dies Natalis Solis Invicti e era realizada para o Sol Invicto, um deus romano. Com o tempo, essa festa associou-se com Mitra, um deus persa que era cultuada nas terras romanas. Outra comemoração que ocorria próximo ao 25 de dezembro era a Saturnália, festa em homenagem a Saturno.
Os historiadores alegam, então, que colocar o Natal no dia 25 de dezembro era uma forma de esvaziar a festividade pagã e garantir fiéis ao cristianismo. O argumento retórico era basicamente mostrar que uma pessoa não estava celebrando Mitra ou o Sol Invicto na referida data, mas sim o nascimento de Jesus Cristo.
Assim, é muito provável que, gradativamente, durante os séculos III e IV, a comemoração natalina em 25 de dezembro popularizou-se ao ponto de o papa Júlio I ter anunciado que o nascimento de Cristo seria, de fato, comemorado nessa data. O anúncio do papa, supostamente, foi realizado em 350, e o primeiro registro escrito que mostra o Natal nessa data é do ano de 354.
Origem dos símbolos do Natal
Ao longo da história, o Natal foi ganhando cada vez mais importância dentro do calendário litúrgico do cristianismo, e foi na Baixa Idade Média que a comemoração ganhou importância na Europa Ocidental. Durante a Reforma Protestante, alguns grupos, como os puritanos, tentaram combater a influência do Natal, mas sem sucesso.
A evolução do Natal e sua difusão pela Europa fez com que novos símbolos fossem sendo adicionados à celebração. Um dos símbolos mais comuns ao Natal é o presépio, aquela representação, em forma de escultura, da manjedoura na qual Jesus Cristo nasceu, na Palestina.

O presépio foi criado pelo frade São Francisco de Assis, em 1223. Nesse ano, São Francisco estava em algum lugar no interior da atual Itália pregando o cristianismo. Para facilitar a compreensão sobre o nascimento de Jesus daqueles que o assistiam, ele resolveu construir um presépio. A prática e sua imagem acabaram popularizando-se e espalhando-se pela Europa.
Outro símbolo muito comum é a Árvore de Natal. Acredita-se que ela tinha uma ligação religiosa com povos de origem pagã que as usavam como enfeite ou como parte de seus rituais religiosos.
Existe também uma forte relação da árvore com práticas realizadas pelos povos escandinavos e germânicos, que consideravam o carvalho como um símbolo de Thor e usavam pinheiros como enfeites durante o Jól — o festival religioso que acontecia na Escandinávia exatamente na época do Natal cristão. Acredita-se que essa prática dos escandinavos e germânicos possa ter originado a raiz da Árvore de Natal.

Os historiadores não sabem exatamente onde e quando surgiu essa prática relacionada com o Natal, mas acredita-se que foi em algum momento entre o final da Idade Média e o começo da Idade Moderna. A partir do século XVI, tem-se notícias de árvores enfeitadas sendo colocadas dentro das residências.
No século XIX, a prática popularizou-se no Reino Unido e daí espalhou-se para todo o mundo. Também no século XIX foram criadas as bolas de Natal, item decorativo que é colocado nas árvores. As primeiras bolas de Natal eram feitas de vidro e surgiram na atual Alemanha.
O Papai Noel é outro símbolo muito conhecido por todos no Ocidente. As crianças acreditam que é ele quem traz os presentes na véspera de Natal e que se trata de um velhinho com a barba branca que se desloca em um trenó puxado por renas. A história do Papai Noel remete a um santo católico, mas também possui elementos pagãos.

No caso do santo católico, o Papai Noel remete a São Nicolau, um bispo dos séculos III d. C. e IV d. C. que usava da riqueza que herdou para distribuir presentes aos despossuídos. Existe uma crença de que parte da lenda do Papai Noel é oriunda de Odin, deus da mitologia nórdica. A atual imagem que temos do Papai Noel é, no entanto, resultado de uma peça publicitária criada pela Coca-Cola nas décadas de 1920 e 1930.
Outras práticas
O Natal moderno tem, para muitos, um significado mais secular e menos religioso. Sendo assim, muitos acreditam que o Natal é uma data mais importante como um momento de reforçar a fraternidade e o amor pelo próximo. Assim, é comum que nesse dia haja troca de presentes, ações de caridade, distribuição de alimentos etc.
Aqui no Brasil, é comum a realização de uma Ceia de Natal, que, geralmente, é realizada na véspera de Natal, isto é, na noite do 24 de dezembro. Muitos estendem as comemorações também para o dia 25 de dezembro. As festas natalinas, geralmente, são um momento de reunião familiar.
Novamente no âmbito religioso, é muito comum também que as pessoas assistam à Missa do Galo, uma missa realizada no Vaticano, na véspera de Natal. Não se sabe exatamente quando a Missa do Galo foi criada, pois alguns sustentam que foi no século V d. C., enquanto outros apontam para o século II d. C. De toda forma, a origem do seu nome também é desconhecida, e ela só é conhecida como Missa do Galo em países latinos.
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* Pesquisa Pauta1 / Informações: Daniel Neves Silva – Professor de História
* Fotos/Ilustrativas: Redes Sociais
Curiosidade & Conhecimento
Como surgiu o Dia das Mães? Entenda história por trás dessa data
O Dia das Mães é hoje uma das datas mais celebradas do ano. Com o tempo, a data também se tornou uma das datas mais lucrativas do comércio. Para o varejo brasileiro, é como se fosse o Natal do primeiro semestre do ano.
A ideia de homenagear as mães surgiu no começo do século XX, como uma forma de reconhecer o amor, o cuidado e os sacrifícios das mulheres que criam seus filhos.

Nos Estados Unidos, o Dia das Mães foi criado por Anna Jarvis, inspirada por sua mãe, Ann Jarvis, que queria um dia para lembrar o valor da maternidade. Depois que Ann faleceu em 1905, Anna organizou a primeira celebração em 1908, na Virgínia Ocidental. De acordo com a Time, ela enviou 500 cravos brancos à igreja onde o evento aconteceu, e a flor virou símbolo da data. Após anos de campanha, o presidente Woodrow Wilson oficializou o segundo domingo de maio como o Dia das Mães em 1914.
No Brasil
Já no Brasil, o Dia das Mães foi oficializado anos depois. Em 5 de maio de 1932, o então presidente Getúlio Vargas assinou um decreto que determinava que o segundo domingo de maio seria dedicado às mães. O texto do decreto dizia que o amor materno era um sentimento que “concorre para o aperfeiçoamento do coração humano”, desenvolvendo a bondade e a solidariedade. O governo reconheceu a importância desse amor como parte do crescimento moral da sociedade.
“O segundo domingo de maio é consagrado às mães, em comemoração aos sentimentos e virtudes que o amor materno concorre para despertar…”, dizia o decreto de 1932, assinado por Getúlio Vargas e seu ministro da Educação, Francisco Campos.
Assim, o Brasil adotou oficialmente a data como um dia de reconhecimento nacional às mães. Em outros países, a homenagem tem formas variadas.
De acordo com o site Kremp Florist, na França, por exemplo, a data surgiu como incentivo à maternidade, sendo hoje comemorada com flores e pequenos presentes no fim de maio. No Reino Unido, mistura-se a uma antiga tradição cristã chamada “Domingo das Mães”. No México, as mães são acordadas com músicas e levadas para jantar. No Peru, muitas famílias vão aos cemitérios homenagear mães falecidas.
Portanto, o Dia das Mães não é somente um fator impactante no aquecimento das vendas, mas, principalmente, a oportunidade de ter um dia especial para homenageá-la sem deixar de destacar que dia das mães são todos os dias do ano.
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* Da Redação | Com pesquisas da equipe Pauta1
* Foto destaque: Crédito – Envatos Elements
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