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Política / Pesquisa

Mercado financeiro prevê derrota de Lula e de Haddad, nas próximas eleições, em todos os cenários

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BRASIL

Pesquisa Genial/Quaest mostra que, para mercado financeiro, Lula não consegue se reeleger em todos os cenários, e, com pacote fiscal frustrado, Haddad perdeu qualquer oportunidade para se candidatar no lugar do chefe do Executivo

Por Rosana Hessel*

A pesquisa Genial/Quaest “O que pensa o mercado financeiro”, divulgada nesta quarta-feira (4/12), mostra que, com a enorme frustração do pacote de corte de gastos anunciado na semana passada, as chances do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguir se reeleger estão diminuindo.

Conforme os dados do levantamento feito pela Quaest, a repercussão negativa do anúncio do pacote de corte de gastos anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enterrou qualquer oportunidade de o chefe da equipe econômica conseguir se eleger em 2026 no lugar de Lula. Haddad perde feio em todos os cenários, inclusive, contra o influenciador digital Pablo Marçal. Os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Goiás, Ronaldo Caiado (União), são os que aparecem na frente da preferência dos executivos do mercado financeiro

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A pesquisa da Quaest mostra ainda que o mercado financeiro aposta na derrota de Lula na eleição presidencial de 2026. Nesse bloco da pesquisa dedicado às eleições de 2026, apenas 34% dos entrevistados acreditam que o petista será o favorito para no próximo pleito. Em março, 53% acreditavam que Lula seria o favorito nas urnas. 

Em eventual segundo turno, o presidente perde nos quatro cenários elaborados. Contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por exemplo, Lula perderia pelo placar de 12% a 80%. Contra Tarcísio de Freitas, a derrota seria maior, de 93% a 5%. E, num embate com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), o petista perderia por um placar de 7% a 91%. 

Nem mesmo o ministro Haddad conseguira bater os mesmos rivais nos mesmos cenários, na avaliação dos entrevistados. O placar contra Bolsonaro, por exemplo, seria de 21% a 72%. E, contra Tarcísio de Freitas, o ministro teria uma derrota maior ainda: 93%x 6%.

Para 70% dos entrevistados, o atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, é o político mais confiável, seguido por Tarcísio de Freitas (69%) e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 47% da preferência. Lula e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, são os menos confiáveis para 97% dos entrevistados. Em terceiro lugar na rejeição dos entrevistados ficou a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, considerada pouco confiável para 87% dos pesquisados.

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A pesquisa, realizada entre os dias 29 de novembro e 3 de dezembro, reflete a reação do mercado financeiro ao pacote fiscal anunciado por Haddad. Foram feitas 105 entrevistas com gestores, economistas, analistas e tomadores de decisão de fundos de investimento com sede em São Paulo e no Rio. 

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* Correio Braziliense – Conteúdo

* Foto/Destaque: Reprodução / Redes Sociais

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Flávio Bolsonaro pede ao STF suspeição de Moraes no caso Master

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Na petição, os advogados do presidenciável apontam uma possível relação entre Moraes e Vorcaro, e citam supostas trocas de mensagens entre os dois e o contrato firmado pelo Master com a esposa do ministro

Por Agência Estado | Brasília – DF

Na petição, os advogados de Flávio apontam uma possível relação entre Moraes e Vorcaro. Eles citam supostas trocas de mensagens entre os dois e o contrato firmado pelo Master com a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. Segundo documentos fiscais enviados à CPI do Crime Organizado, do Senado, o escritório de Viviane recebeu R$ 80,2 milhões do banco para prestar serviços jurídicos.

O pedido de Flávio foi feito após Moraes solicitar um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a inclusão de Flávio no inquérito que mira seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Eduardo é réu por suposta coação no curso do processo e obstrução à Justiça no julgamento da trama golpista, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.

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O despacho de Moraes atendeu a um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Ele pediu a investigação de Flávio após o site The Intercept Brasil revelar que o senador pediu a Vorcaro R$ 134 milhões para bancar o filme Dark Horse, inspirado na trajetória do pai. Cerca de R$ 61 milhões foram pagos e enviados a um fundo ligado a Eduardo nos EUA. A suspeita é que o dinheiro tenha sido usado para bancar a atuação do ex-deputado contra autoridades brasileiras.

“Esses dois dados objetivos nos permitem dizer, sempre com o máximo respeito, que sua Excelência não teria a imparcialidade necessária para processar e julgar o requerimento enviado pelo Deputado Federal Lindbergh Farias, mormente porque tal requerimento envolve não só o Banco Master, mas também Daniel Vorcaro”, diz a petição.

Flávio também requer que a solicitação de Lindbergh seja retirada do inquérito relatado por Moraes e protocolada em uma nova ação, a ser distribuída “por prevenção” ao ministro André Mendonça, indicado ao STF por Bolsonaro.

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  • Foto destaque: Crédito – Geraldo Magela / Agência Senado
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