Ação Parlamentar
Vereadora de Santa Teresa quer mudança nos sons das sirenes das escolas do município
Educação
A vereadora Dra. Mel (PSDB) apresentou projeto sobre a substituição de sirenes e alarmes utilizados nas escolas do município
Por Paulo Roberto Borges
A Câmara Municipal de Santa Teresa aprovou na sessão itinerante realizada nesta terça-feira (5), o projeto de lei de autoria da vereadora Dra. Mel (PSDB) que dispõe sobre a substituição de sirenes e alarmes utilizados como sinalizadores de início e término de aulas, provas e de período do recreio nos estabelecimentos escolares das redes pública e particulares do município de Santa Teresa. Essas ações devem ser implementadas “de maneira gradativa, com a substituição por sinaleiros musicais, de acordo com a necessidade de reposição do equipamento ou da hipersensibilidade de aluno matriculado com Transtorno de Espectro Autista”.

A vereadora Almery Lilian Moraes Lopes, conhecida no cenário político como Dra. Mel, sempre foi uma defensora da causa autista, colocando o seu mandato a serviço dessa questão. O seu projeto de lei, na sua simplicidade, porém, não menos importante, é uma demonstração da sua preocupação e sensibilidade para essa demanda relacionada aos portadores do Transtorno de Espectro Autista.
Em sua justificativa no seu projeto de lei aprovado por unanimidade dos vereadores, enfatiza que os autistas são pessoas dotadas de aspectos sensoriais peculiares, o que os tornam únicos.
Destaca ainda, na justificativa do projeto, que profissionais e pais de portadores do TEA sabem como é necessária uma série de regras que visam ao bem-estar da criança, do adolescente ou até mesmo de adultos. “Um desses traços de hipersensibilidade é a audição. Sons com determinada pressão sonora podem provocar desconforto e dor, desencadeando alterações comportamentais na sequência”. Nestes casos, “a manutenção de uma pessoa em locais expostos a ruídos pode ser sinônimo de tortura para quem traz essa hipersensibilidade. A incidência de hipersensibilidade auditiva é relativamente frequente em pessoas com TEA, daí a importância de se adotar esta medida, devendo os mesmos serem substituídos de acordo com a necessidade de alunos com TEA, sensíveis aos sons, ou por reposição do equipamento, para que gradativamente vá se substituindo a sirene agressiva nas escolas por sinaleiros musicais, que podem ajudar a minimizar os efeitos e os danos causados aos alunos com hipersensibilidade, oferecendo-os um ambiente confortável e adaptado à sua permanência no ambiente escolar, sendo portanto um verdadeiro gesto de inclusão”.

Para Dra. Mel, “é de fato uma medida simples aos olhos das pessoas típicas, mas que fará a diferença no dia-a-dia dos alunos autistas”. Ela chama a atenção para o fato de que alarmes sonoros podem assustar, causar desconforto, irritabilidade inclusive crises sensoriais que acabam impedindo o aluno no ambiente escolar. “Já vi relato de pai ter que, durante o período de aula, ter que buscar o filho na escola porque deu uma crise e não conseguiu acalmá-lo”.
O Projeto de Lei já aprovado pela Câmara, segue agora para a sanção do prefeito e, consequentemente, vai virar Lei.
Educação
Lideranças da Educação de vários estados do Brasil visitam Vitória para jornada formativa
Por Acácio Rodrigues* | Vitória (ES)
Dirigentes e equipes técnicas de Secretarias de Educação de várias regiões do Brasil estiveram em Vitória para participar de um módulo da Jornada Formativa para Lideranças de Secretarias de Educação, promovida pelo Todos Pela Educação. Durante o encontro foram discutidas estratégias de implementação de políticas públicas educacionais com foco na melhoria da aprendizagem.
A prefeita Cris Samorini e a secretária municipal de Educação, Juliana Rohsner, receberam, na Praça da Ciência, lideranças de Belém, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Natal, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto (SP), Salvador, Santo André (SP), São Bernardo do Campo (SP), São Luís, Serra, Teresina e Vitória.

“Nossa vivência é de resultados, de escolhas assertivas. A gestão teve capacidade de disciplina de direcionar recursos, fazer aquele exercício de reduzir cargos comissionados, para entrar a parte técnica. Foi através dessa escolha que Vitória caminhou e hoje tem exemplos. Todo esse esforço coletivo vai acontecendo e vamos melhorando o entorno, em outras cidades. Quando falo para os empresários porque Vitória se tornou a cidade mais inteligente e conectada no País, é porque a gente cuida das pessoas”, destacou a prefeita.
“A capital capixaba vem se consolidando como referência ao estruturar uma política educacional consistente, baseada em evidências, formação continuada, acompanhamento pedagógico e foco na aprendizagem dos estudantes”, pontuou Juliana Rohsner.
Ao longo da formação, os participantes aprofundaram temas como diagnóstico de desafios educacionais, visão sistêmica das políticas, engajamento das equipes, desenvolvimento de capacidades institucionais e sustentação política das ações educacionais.
“A escolha de Vitória para sediar o módulo de encerramento da formação representa um importante reconhecimento nacional ao trabalho desenvolvido pela rede municipal, especialmente na área da alfabetização”, disse, subsecretária de Gestão Pedagógica de Vitória, Luana Lemos.

O encontro promoveu um espaço privilegiado de troca de experiências e construção coletiva de soluções para os desafios da educação pública. Além de participar da jornada formativa, Vitória também compartilha sua experiência de gestão educacional, apresentando ações e resultados que têm contribuído para o avanço da alfabetização e para a melhoria dos indicadores educacionais da rede municipal.
Coordenadora de políticas educacionais do Todos Pela Educação, Natália Fregonesi entende que compreender o que faz a pasta de Educação na capital capixaba é necessário para todas as regiões brasileiras. “A gente escolheu fazer em Vitória pelos resultados educacionais muito bons que a rede tem, com a liderança da secretária Juliana, tendo políticas públicas muito interessantes que consideramos que vale a pena compartilhar com todos os participantes da Jornada”.
A gerente de políticas educacionais no Todos Pela Educação, Manoela Miranda, espera que Vitória seja modelo para o País. “Os resultados de Vitória na alfabetização, na Educação como um todo, foram demonstrados de forma sistêmica, e esperamos contribuir para que várias cidades possam levar inspirações. O Todos Pela Educação trabalha de fato com o compartilhamento de boas práticas e tem dado resultado”.
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Leonardo Silveira / PMV
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