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Política

Bispo diz que Brasil vive ditadura e defende réus e condenados pelo 8 de Janeiro

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BRASIL

O religioso criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pediu para Nossa Senhora Aparecida “livrar” o País do comunismo

Dom Adair Guimarães, bispo de Formosa (GO), afirmou que o Brasil vive uma ditadura e é governado por “ímpios”. O religioso criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pediu para Nossa Senhora Aparecida “livrar” o País do comunismo. 

A declaração ocorreu durante uma missa realizada no dia 13 de outubro na cidade de Cabeceiras de Goiás, no Povoado da Lagoa, e o vídeo do momento é divulgado nas redes sociais por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O padre disse que o País não tem liberdade nem democracia. Em referência aos réus e condenados pelos ataques do 8 de Janeiro, dom Adair Guimarães afirmou que “milhares de pessoas sofrem com processos sem direito ao contraditório” e que o Brasil tem “presos políticos” e “exilados”. Procurada, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disse que não vai se pronunciar.

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) compartilhou o vídeo em seu perfil no X (antigo Twitter), ressaltando as declarações do sacerdote.

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O bispo também fez uma comparação entre uma manifestante que pichou “perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), e Adriana Ancelmo, ex-esposa do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral: “Ela (Adriana), que pegou mais de 80 e já está solta por causa dos filhos, esses têm direitos”.

“Hoje, no Brasil, é beneficiado quem é do lado estranho, mas quem defende família, liberdade, religião, fé, propriedade privada, parece que não tem mais direito”, disse o líder católico.

Dom Adair Guimarães já se envolveu com polêmicas quando criticou a vacinação e se posicionou contra o “passaporte da vacina” durante a pandemia de covid-19. Ele também já fez acenos à monarquia.

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* Informações do Estadão

* Foto: Reprodução / Redes Sociais

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BRASIL

Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República

Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)

A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.

A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.

“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.

A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.

Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.

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“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.

Relatório da Policia Federal

– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF

– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.

– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.

– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.

– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.

– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.

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– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.

– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.

A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.

A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.

“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.

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  • Matéria do Metrópoles – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis

 

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