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Venda de bicicletas elétricas na Grande Vitória é fiscalizada pela Receita Estadual

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Dando continuidade à fiscalização em locais que vendem bicicletas elétricas na Grande Vitória, iniciada em setembro, a Secretaria da Fazenda (Sefaz), por meio da Receita Estadual, realizou, nesta quinta-feira (17), diligências em dois estabelecimentos que comercializam o produto.

Em um dos estabelecimentos, localizado na Serra, a equipe de auditores da Subgerência Fiscal Região Metropolitana realizou a contagem de estoque, totalizando 1.550 bicicletas de diversos modelos. A contagem de estoque subsidiará possível auto de infração a ser lavrado em procedimento específico de auditoria.

Além disso, houve a apreensão de diversos documentos (pedidos de compra e venda e notas fiscais) encontrados no estabelecimento. A apreensão será analisada pelo setor de inteligência da Receita Estadual, a fim de se verificar a existência de possíveis ilícitos.

No outro estabelecimento, em Viana, a equipe de fiscalização constatou que a empresa, apesar de emitir e ser destinatária de documentos fiscais, não está em efetivo funcionamento. Por isso, foi realizado o bloqueio preventivo para a emissão e a recepção de documentos fiscais.

“O bloqueio se faz necessário nessas situações, para coibir fraudes e operações simuladas”, explicou o subgerente fiscal da Região Metropolitana, o auditor fiscal Helder Costa Leão.

Ele destacou que indícios de irregularidades em estabelecimentos que comercializam bicicletas elétricas surgiram dos diversos cruzamentos de dados realizados pela Receita Estadual. Em setembro, diligências realizadas em dois pontos de venda, em Vitória, flagraram irregularidades que resultaram na aplicação de autos de infração no valor de R$ 267 mil, dos quais R$ 141 mil já foram pagos.

“A Receita Estadual seguirá acompanhando de perto esse segmento, devido às suspeitas de práticas lesivas à concorrência leal e ao fisco estadual, como a venda de mercadorias sem documento fiscal”, ressaltou Helder Costa Leão.
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* Fonte: Secretaria da Fazenda / Receita Estadual / Cintia Bento Alves (Comunicação)

* Foto / Destaque: Divulgação / Sefaz

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Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026

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Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360

Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES

A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.

O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória. 

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação

“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.

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A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.

O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.

Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.

No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil. 

“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.

Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente. 

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O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.

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  • O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Borana
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