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Educação / Inclusiva

MEC realizará seminário sobre autismo e educação inclusiva

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Brasil / Educação

Educação para todos é tarefa do Estado

Brasília / DF

O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), realizará nos dias 10, 11 e 12 de setembro o Seminário Internacional sobre Autismo e Educação Inclusiva. O evento tem como objetivo discutir a eficácia dos modelos educacionais inclusivos para estudantes autistas, em conformidade com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Decreto nº 6.949/2009) e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).

Ministério da Educação (Brasil) – Wikipédia, a enciclopédia livre

Ministério da Educação e Cultura – Brasília DF

O seminário será realizado em colaboração com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas Autistas (Abraça), a Associação Nacional para Inclusão das Pessoas Autistas (Autistas Brasil) e o movimento Vidas Negras com Deficiência Importam. As inscrições podem ser feitas até 9 de setembro por meio de formulário on-line.

O evento ocorre em um contexto de aumento no número de matrículas de estudantes autistas nas redes de ensino, o que destaca a necessidade de fortalecer políticas e estratégias pedagógicas para identificar e eliminar barreiras no ambiente educacional. Também será abordada a ampliação e qualificação do investimento em recursos e apoios para garantir o direito à educação inclusiva desses alunos.

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Estudante com deficiência

Participarão do seminário autoridades, pesquisadores, profissionais da educação, estudantes, gestores, movimentos sociais e famílias. Especialistas dos Estados Unidos, Alemanha, Argentina e Brasil também estarão presentes para contribuir com a construção e consolidação de soluções educativas inclusivas que assegurem o acesso, permanência, aprendizagem e participação plena dos estudantes autistas nas escolas regulares.

A programação do seminário inclui painéis e mesas temáticas, com participação de pessoas autistas atuantes em diferentes setores da sociedade. A conferência de abertura será realizada no dia 10 de setembro, às 19h (horário de Brasília), com palestra do Dr. Lawrence Fung, da Universidade de Stanford, sobre “Processos democráticos: políticas públicas guiadas pela comunidade”. As demais atividades ocorrerão das 8h às 18h.

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* Fonte: Ministério da Educação e Cultura (MEC)

* Fotos/Ilustração: Reprodução / Redes Sociais

 

 

 

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Brasil / Educação

A cidade onde professor ganha mais que médico e crianças têm aula de judô com campeã olímpica

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Quando o Ministério da Educação anunciou, em janeiro, o novo piso salarial do magistério, de R$ 5,1 mil, os professores do município de Campo Largo do Piauí (PI) já ganhavam cerca de R$ 8 mil como remuneração base.

Somadas as gratificações, o salário pode chegar a quase R$ 13 mil, no caso de um professor nos anos finais da carreira que trabalha 40 horas semanais. Isso é mais do que ganham alguns médicos no mesmo município, cerca de R$ 11 mil.

Segundo o Anuário Brasileiro de Educação Básica 2025, essa não é a realidade da maioria dos municípios brasileiros. Os dados mostram que uma a cada três prefeituras nem sequer paga o piso salarial do magistério, determinado por lei.

O rendimento bruto médio dos professores da rede pública foi de R$ 5,5 mil em 2024, enquanto o de outros profissionais com mesmo nível de escolaridade foi de R$ 6,4 mil, de acordo com o anuário.

O Piauí se destaca positivamente, com quase 94% dos municípios pagando acima do piso. Em primeiro lugar está o Ceará, com 98%. Na outra ponta, apenas 37% dos municípios do Espírito Santo e 33% de Roraima fazem o mesmo.

Salário é essencial, mas não é suficiente

Para Ivan Gontijo, gerente de Políticas Educacionais da ONG Todos pela Educação, a valorização salarial dos professores de educação básica é essencial para atrair bons profissionais e mantê-los na sala de aula, em um cenário em que há déficit de professores para os anos iniciais.

Mas ele alerta que só isso não é suficiente para melhorar os resultados educacionais a médio e longo prazo.

“Precisa dar uma formação continuada de qualidade para esses professores, dar boas condições de trabalho. Não adianta aumentar o salário e colocar o professor para atuar numa sala com 50 alunos, não dar ferramentas pedagógicas ou um bom livro didático”, afirmou Gontijo.

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Não há dados recentes sobre a qualidade da educação básica em Campo Largo do Piauí que possam mensurar os resultados das ações atuais no município.

Segundo o IBGE, em 2022, a taxa de escolarização das crianças entre 6 e 14 anos era de 99,5%. Nos anos iniciais do ensino fundamental, em 2024, a nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica era 4 em uma escala que vai de 0 a 10. Já nos anos finais, era 3,7.

Projeto de judô com campeã olímpica

Campo Largo do Piauí aposta no regime de tempo integral para 100% dos alunos e em atividades extracurriculares artísticas e esportivas, como judô, balé, handebol, futsal e capoeira.

Uma dessas iniciativas é o Projeto Crescer, que oferece aulas de judô para mais de 300 estudantes em parceria com o Instituto Sarah Menezes, criado pela campeã olímpica brasileira.

As aulas acontecem aos sábados com uma equipe da judoca. Menezes disse que acompanha as atividades de perto, sempre em busca de atletas que também possam se tornar campeões olímpicos como ela. “Nosso papel é descobrir talentos e projetá-los, dando suporte com nosso conhecimento e, acima de tudo, com o nome que temos no esporte”, afirmou.

Gestores veem dificuldade para pagar o piso; entidade cobra cumprimento da lei

Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Martins Garcia, a dificuldade de muitas prefeituras para pagar o piso do magistério se deve ao modelo de financiamento da educação no país.

Por lei, os municípios têm que aplicar 25% do que arrecadam com educação básica. Além disso, as prefeituras recebem, a cada 10 dias, recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que são enviados pelo Ministério da Educação, além de verbas adicionais.

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“Hoje, o financiamento da educação está vinculado à arrecadação. Se ela cai, os recursos diminuem, mas os custos da educação não variam dessa forma. Pelo contrário, eles tendem a crescer”, afirma.

O ideal, defende Garcia, seria um financiamento baseado no custo aluno-qualidade. Ou seja, um modelo que assegure o pagamento do custo real da educação, garantindo o funcionamento com qualidade, independentemente do que foi arrecadado com impostos.

Segundo Fátima Silva, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o que falta mesmo é os municípios cumprirem a lei do piso.

“Em alguns casos, o valor só é alcançado por meio de gratificações e abonos, e não como vencimento básico. Isso também contraria a lei”, diz Silva.

Gontijo destaca que o caso de Campo Largo do Piauí chama atenção porque contraria essa prática citada por Silva. Além do vencimento base, o município paga uma gratificação chamada “regência de classe”, que funciona como um incentivo para quem permanece dando aulas, em vez de ocupar outras funções. Ela não é obrigatória, por isso, nem todas as prefeituras pagam.

O município também conseguiu estruturar uma progressão salarial significativa ao longo dos anos, na avaliação de Gontijo. O “adicional por tempo de serviço” faz com que o professor, no fim da carreira, esteja ganhando mais que o dobro do piso.

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  • Reprodução de reportagem do G1 – Conteúdo
  • Foto Destaque: Reprodução
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