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Aviação / Resgate

FAB resgata piloto de avião desaparecido em Santa Catarina

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BRASIL

O piloto de um avião que estava desaparecido desde a tarde de quarta-feira, 3, em Santa Catarina foi resgatado no início da tarde desta quinta-feira, 4, pela Força Aérea Brasileira (FAB). A aeronave, de matrícula PU-VRB, tinha decolado de São José (SC) com destino a Videira (SC). O salvamento ocorreu às 13h50, com o uso do helicóptero H-60 Black Hawk, do 5º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação (5°/8°GAV – Esquadrão Pantera) da FAB.

O avião foi encontrado na área rural de Ponte Alta do Norte (SC), a 18 quilômetros de Curitibanos (SC). O piloto, de 60 anos, estava consciente e aparentemente só quebrou o pé. Ele foi levado para o aeroporto de Florianópolis e conduzido pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Celso Ramos.

A causa do acidente será investigada pelo 5º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa V). Por enquanto não há informações sobre as possíveis causas.

Diante da notícia de que o avião estava desaparecido, a aeronave SC-105 Amazonas foi acionada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (Comae) para iniciar as buscas.

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Às 3h05 desta quinta, o avião da FAB decolou de Campo Grande com uma tripulação composta por 25 militares especializados. As buscas começaram sem iluminação natural – foram usados equipamentos de visão noturna.

Assim que a aeronave foi localizada, paraquedistas do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR) saltaram rumo ao local, para averiguar as condições e prestar os primeiros socorros à vítima. Imediatamente o Salvaero de Curitiba acionou o helicóptero H-60 Black Hawk para resgatar o piloto ferido.

As duas aeronaves da FAB voaram cerca de 12 horas e cobriram uma área de mais de 1,5 mil km2 durante a missão, que foi coordenada pelo Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico Brasileiro (Salvaero).

O comandante do H-60 Black Hawk (foto), tenente-aviador Vitor Lucas de Mello, relatou a emoção de encontrar a vítima do acidente com vida: “Tivemos a grata satisfação de ser recebido com um aceno de mão do piloto. Quando percebemos que estava com vida, a tripulação ficou extremamente feliz, ainda mais motivada para cumprir a missão. A gente treina para isso”, afirmou.

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“Conseguimos resgatá-lo com a maca, aparentemente ele estava com o pé quebrado, segundo os nossos homens de resgate. Consciente, ele conversou com o pessoal, falou que tinha uma filha e pediu para informarmos à família que ele estava vivo”.

O piloto da aeronave SC-105 Amazonas, tenente-aviador Anderson de Oliveira Kosloski, também expressou a sua satisfação na missão de busca. “Treinamos padrões de busca, seja de dia, seja de noite, e quando a gente vê esse nosso esforço dando frutos é uma coisa que não tem como descrever. Ver um outro piloto sendo resgatado é como se a gente estivesse na posição dele, pensando como é essa emoção de poder rever a família depois de um acidente como esse”.

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* Informações Estadão / FAB

* Foto: Divulgação / Força Aérea Brasileira

 

 

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BRASIL

Nova reforma do INSS prevê aposentadoria aos 67 anos

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Estudos elaborados por especialistas defendem uma nova reforma da Previdência que pode elevar a idade mínima para aposentadoria e mudanças no MEI

Por Jonathan Robert* | Vitória (ES)

A possibilidade de uma nova reforma da Previdência voltou ao centro do debate no Brasil. Estudos elaborados por especialistas sugerem mudanças nas regras do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), incluindo o aumento gradual da idade mínima para aposentadoria, que poderia chegar aos 67 anos no futuro.

As propostas foram desenvolvidas por pesquisadores ligados ao Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) e ao Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS). Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a avaliação é que o envelhecimento da população brasileira deve aumentar a pressão sobre as contas da Previdência nas próximas décadas.

Apesar da repercussão, nenhuma das medidas está em vigor ou foi apresentada oficialmente pelo governo federal. Os estudos servem como base para um possível debate sobre uma nova reforma nos próximos anos.

Por que especialistas defendem uma nova reforma?

Os pesquisadores argumentam que o Brasil vive uma rápida transformação demográfica.

Enquanto a expectativa de vida cresce, a taxa de natalidade vem caindo. Isso significa que, no futuro, haverá proporcionalmente menos trabalhadores contribuindo para sustentar um número cada vez maior de aposentados e pensionistas.

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Segundo os estudos, essa mudança poderá elevar significativamente os gastos da Previdência caso nenhuma alteração seja feita no sistema.

Idade mínima pode chegar aos 67 anos

Uma das principais propostas prevê que a idade mínima para aposentadoria passe a acompanhar a evolução da expectativa de vida dos brasileiros.

Na prática, a idade subiria gradualmente conforme as futuras tábuas de mortalidade divulgadas pelo IBGE. A estimativa apresentada pelos especialistas é que esse limite possa alcançar 67 anos.

Hoje, após a reforma da Previdência aprovada em 2019, a idade mínima é de:

  • 65 anos para homens;
  • 62 anos para mulheres.

Segundo dados da Previdência, porém, a idade média em que os brasileiros conseguem se aposentar atualmente gira em torno de 61 anos, devido às regras de transição e outras modalidades de benefício.

Quando uma nova reforma poderia acontecer?

Os especialistas envolvidos nos estudos avaliam que o debate deveria começar em 2027.

Na visão deles, quanto mais tempo o país esperar, maior será a dificuldade para equilibrar as contas da Previdência diante do envelhecimento da população.

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Entretanto, eles reconhecem que mudanças nas regras de aposentadoria costumam enfrentar resistência política e dificilmente avançam em períodos eleitorais.

Outras mudanças que estão em estudo

Além da idade mínima, os estudos apresentam outras propostas para o sistema previdenciário.

Entre elas estão:

  • Aumento da contribuição do MEI de 5% para 11% do salário mínimo;
  • Criação de um bônus na aposentadoria para mulheres com filhos;
  • Revisão das aposentadorias especiais;
  • Mudanças na forma de reajuste dos benefícios vinculados ao salário mínimo;
  • Criação de um modelo previdenciário misto, combinando INSS e contas individuais de capitalização.

O que muda hoje?

Na prática, nada mudou. As propostas fazem parte de estudos apresentados por especialistas e ainda não representam um projeto de lei, uma proposta do governo federal ou uma mudança aprovada pelo Congresso Nacional.

Caso uma nova reforma da Previdência venha a ser discutida no futuro, ela ainda precisará passar por todas as etapas de tramitação no Congresso antes de entrar em vigor.

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  • Matéria reproduzida do portal Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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