Tragédia Aérea / Matéria Atualizada
Ex-presidente do Chile Sebastián Piñera morre em acidente de helicóptero
INTERNACIONAL
Matéria atualizada – (07/02)
Piñera foi a principal figura política da direita no país desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990)
O ex-presidente do Chile Sebastián Piñera, 74 anos, morreu na tarde desta terça-feira (6).
Piñera estava a bordo do helicóptero que caiu no Lago Ranco, na região de Los Ríos. Ao todo, quatro pessoas estavam na aeronave. Foi o único a morrer nesse acidente.

O ex-presidente tinha ido almoçar na casa de um amigo, o empresário José Cox, e chovia no momento do acidente. O helicóptero, que caiu no lago, está submerso a 40 metros de profundidade. O ex-presidente era considerado um excelente piloto e era quem conduzia o helicóptero.
“Pulem vocês primeiro, porque, se eu pular junto, o helicóptero vai cair em cima de todos nós”.
O ex-presidente do Chile Sebastián Piñera pediu para que os passageiros saltassem do helicóptero antes da queda, o que fez com que eles sobrevivessem. Piñera morreu na tarde desta terça (6), aos 74, após a aeronave ter caído na comuna de Lago Ranco, região de Los Ríos, no centro-sul do Chile.

“Pulem vocês primeiro, porque, se eu pular junto, o helicóptero vai cair em cima de todos nós”, teria dito o ex-presidente para os três passageiros, que conseguiram escapar e chegar até a beira do lago. Estavam no helicóptero a irmã de Piñera, Magdalena, seu amigo Ignacio Guerrero e o filho dele, Bautista.
O relato de Magdalena foi contado por Karla Rubilar, ex-ministra de desenvolvimento social do segundo governo de Piñera, em um programa de televisão, segundo o jornal El País.
Seu corpo foi resgatado pelos bombeiros de Lago Ranco após as 16h, no horário local, e foi levado de barco para a capitania dos portos.
Ricardo González, mergulhador do Corpo de Bombeiros que participou do resgate, relatou que em questão de minutos a equipe conseguiu encontrar o cadáver, que flutuava fora da aeronave. “A extração não foi complexa, pois as condições climáticas, a temperatura, a água, o vento, a profundidade e a sondagem eram favoráveis para um mergulho livre”, explicou ele à promotoria, conforme detalhado pelo jornal La Tercera.
Segundo autópsia realizada no corpo de Piñera, a causa da morte foi afogamento. “Como promotoria, agora estamos em posição de informar à comunidade que a causa médico-legal da morte do ex-presidente Sebastián Piñera é asfixia por submersão”, disse Tatiana Esquivel, a promotora local onde ocorreu o acidente, aos repórteres.

Esquivel acrescentou que ainda não foi determinada a causa do acidente, mas que os dados forenses estão permitindo que eles desenvolvam uma “teoria mais provável” e uma equipe especializada está investigando o local do acidente.
O helicóptero que transportava o ex-presidente do Chile por duas vezes (2010-2014 e 2018-2022) caiu nas águas do Lago Ranco, que está localizado em uma área turística de lagos, florestas e vulcões no sul do Chile, logo após a decolagem.
Trajetória política
Duas vezes presidente do Chile, Piñera foi a principal figura política da direita no país desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). Foi o primeiro político fora do espectro da centro-esquerda a ser eleito presidente em duas décadas, quando venceu em 2010.
Depois, Piñera se tornou o único político entre conservadores e liberais a alcançar a Presidência em duas oportunidades, ao vencer as eleições de 2018, em uma trajetória política marcada tanto por momentos de crescimento econômico, quanto por polêmicas – principalmente envolvendo confusões entre a gestão de seu patrimônio privado e sua vida pública.
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* Com informações Reuters / Fotos: Reprodução – Rodrigo Garrido – Reuters / Video: Youtuber – Meganotícias – Chile
INTERNACIONAL
Hamas aceita acordo para seu desarmamento e retirada de Israel de Gaza
O desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, era um dos principais obstáculos para encerrar a guerra com Israel
Por Agência AFP
O movimento islamista Hamas afirmou nesta sexta-feira (31) que aceitou um acordo para acabar com a guerra em Gaza, que inclui dispositivos relacionados ao seu desarmamento e à retirada gradual do Exército de Israel do território palestino.
Israel ainda não reagiu oficialmente ao acordo, anunciado na noite de quinta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o definiu em sua rede Truth Social como “um acordo HISTÓRICO” e “um passo monumental rumo a uma PAZ e SEGURANÇA duradouras”.
O desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, era um dos principais obstáculos para encerrar a guerra com Israel após o cessar-fogo assinado em outubro.
Uma fonte política israelense disse à AFP que o acordo proposto não soluciona “de forma satisfatória” as demandas do país por uma desmilitarização completa de Gaza.
Também indicou que a questão não foi abordada durante a reunião desta semana na Casa Branca entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente americano.
Segundo Trump, o desarmamento é uma fase crucial para avançar em direção à instalação de um novo governo palestino no território.
Fontes do Hamas confirmam acordo
Duas fontes do alto escalão do Hamas, que falaram sob a condição de anonimato, confirmaram à AFP um acordo com o Estado hebreu para o desarmamento do grupo e a retirada do Exército israelense de Gaza.
As fontes afirmaram que esperam que os mediadores e o Conselho da Paz garantam que os israelenses cumpram o que foi estabelecido e supervisionem o processo de desarmamento do grupo.
O Hamas está fazendo “concessões pelo bem do nosso povo na Faixa de Gaza, para salvá-lo da morte e do deslocamento”, declarou Ghazi Hamad, um dos negociadores do movimento.
“Israel não vai interferir na questão do desarmamento”, disse Hamad. Segundo ele, a tarefa será responsabilidade do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG).
Segundo uma fonte diplomática que acompanha as negociações, as armas serão entregues a este órgão de tecnocratas palestinos, que deverá administrar, durante o período de transição, a vida cotidiana em Gaza.
Negociações aconteciam há semanas no Egito para implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que tem como objetivo pôr fim de forma definitiva à guerra.
O conflito começou com o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou um balanço de 1.221 mortos, segundo números oficiais israelenses, e 251 pessoas sequestradas.
A retaliação israelense contra Gaza deixou mais de 73.000 mortos, segundo os dados do Ministério da Saúde do governo liderado pelo Hamas.
Apesar da trégua, a violência continua na Faixa. Na quinta-feira, bombardeios israelenses mataram ao menos quatro pessoas, incluindo duas crianças, segundo autoridades de saúde da região.
“Implementação”
O Conselho da Paz confirmou em uma publicação no X que o Hamas havia “aceitado um mapa do caminho detalhado para implementar as próximas fases do cessar-fogo em Gaza”.
“Agora, nossa atenção está voltada para a implementação”, escreveu a organização, acrescentando que o NCAG “começará em breve uma transição gradual rumo à plena autoridade”.
Trump, em uma publicação anterior, afirmou que, uma vez que o Hamas estiver desarmado, “as forças israelenses vão se retirar e a Força Internacional de Estabilização trabalhará com uma nova força policial palestina para assumir a responsabilidade sobre Gaza”.
A Força Internacional de Estabilização é uma estrutura em processo de criação que reunirá tropas de vários países sob a direção do Conselho da Paz.
Uma fonte diplomática afirmou à AFP que o desarmamento será supervisionado de forma coordenada entre esta força e o governo interino do NCAG. Este órgão, no entanto, trabalha atualmente no Egito porque Israel não permite que seus membros tenham acesso a Gaza, segundo a imprensa egípcia e palestina.
Israel controla mais de 60% desse território e exigia o desarmamento completo do Hamas e dos demais grupos palestinos antes de qualquer avanço no plano.
O Hamas anunciou no início de julho a dissolução do comitê que administrava os assuntos civis da Faixa de Gaza desde 2007 e declarou querer transferir estas responsabilidades ao NCAG.
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- Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Eyad Baba / AFP
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