VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Internacional / Tensão

Bombeiros do Chile retiram corpos de escombros e número de mortos em incêndio aumenta

Publicados

INTERNACIONAL

Helicópteros jogavam toneladas de água em incêndios florestais que consomem a região central do Chile nesta segunda-feira, e equipes de emergência disseram à Reuters que ainda estão encontrando cadáveres nos destroços, três dias após o início dos incêndios. 

A contagem oficial de mortos do maior desastre natural do Chile em anos estava em 112 pessoas na noite de domingo e deve aumentar. Moradores, bombeiros e militares trabalham para retirar os escombros rapidamente. 

Os incêndios florestais ganharam força na sexta-feira e espalharam-se para áreas residenciais em cidades costeiras como Valparaiso e Viña Del Mar, enviando faíscas e bolas de fogo que consumiram casas em questão de minutos. 

O Chile começou um período oficial de dois dias de luto nesta segunda-feira. Centenas de pessoas ainda estão desaparecidas e cerca de 14.000 casas foram danificadas, disseram as autoridades. 

Na noite de domingo, o vice-ministro do Interior, Manuel Monsalve, afirmou que ainda havia 165 incêndios ativos. No sábado, eram 154. Um toque de recolher foi imposto nas regiões mais afetadas e o Exército foi enviado para ajudar os bombeiros para interromper a propagação. 

Leia Também:  Coreia do Norte: bebê de 2 anos é condenado à prisão perpétua por pais serem pegos com Bíblia

A força policial investigativa do Chile (PDI) disse que estava investigando regiões onde os incêndios podem ter sido iniciados intencionalmente. 

=====

* Informações da Reuters – Alexandres Villegas e Jorge Vega

* Foto: Rodrigo Garrido – Reuters

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

INTERNACIONAL

Hamas aceita acordo para seu desarmamento e retirada de Israel de Gaza

Publicados

em

O desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, era um dos principais obstáculos para encerrar a guerra com Israel

Por Agência AFP

O movimento islamista Hamas afirmou nesta sexta-feira (31) que aceitou um acordo para acabar com a guerra em Gaza, que inclui dispositivos relacionados ao seu desarmamento e à retirada gradual do Exército de Israel do território palestino.

Israel ainda não reagiu oficialmente ao acordo, anunciado na noite de quinta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o definiu em sua rede Truth Social como “um acordo HISTÓRICO” e “um passo monumental rumo a uma PAZ e SEGURANÇA duradouras”.

O desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, era um dos principais obstáculos para encerrar a guerra com Israel após o cessar-fogo assinado em outubro.

Uma fonte política israelense disse à AFP que o acordo proposto não soluciona “de forma satisfatória” as demandas do país por uma desmilitarização completa de Gaza.

Também indicou que a questão não foi abordada durante a reunião desta semana na Casa Branca entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente americano.

Segundo Trump, o desarmamento é uma fase crucial para avançar em direção à instalação de um novo governo palestino no território.

Fontes do Hamas confirmam acordo 

Duas fontes do alto escalão do Hamas, que falaram sob a condição de anonimato, confirmaram à AFP um acordo com o Estado hebreu para o desarmamento do grupo e a retirada do Exército israelense de Gaza.

Leia Também:  Claudia Sheinbaum é eleita 1ª presidente mulher do México

As fontes afirmaram que esperam que os mediadores e o Conselho da Paz garantam que os israelenses cumpram o que foi estabelecido e supervisionem o processo de desarmamento do grupo.

O Hamas está fazendo “concessões pelo bem do nosso povo na Faixa de Gaza, para salvá-lo da morte e do deslocamento”, declarou Ghazi Hamad, um dos negociadores do movimento.

“Israel não vai interferir na questão do desarmamento”, disse Hamad. Segundo ele, a tarefa será responsabilidade do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG).

Segundo uma fonte diplomática que acompanha as negociações, as armas serão entregues a este órgão de tecnocratas palestinos, que deverá administrar, durante o período de transição, a vida cotidiana em Gaza.

Negociações aconteciam há semanas no Egito para implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que tem como objetivo pôr fim de forma definitiva à guerra.

O conflito começou com o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou um balanço de 1.221 mortos, segundo números oficiais israelenses, e 251 pessoas sequestradas. 

A retaliação israelense contra Gaza deixou mais de 73.000 mortos, segundo os  dados do Ministério da Saúde do governo liderado pelo Hamas.

Apesar da trégua, a violência continua na Faixa. Na quinta-feira, bombardeios israelenses mataram ao menos quatro pessoas, incluindo duas crianças, segundo autoridades de saúde da região.

Leia Também:  José Antonio Kast é eleito presidente do Chile

 “Implementação” 

O Conselho da Paz confirmou em uma publicação no X que o Hamas havia “aceitado um mapa do caminho detalhado para implementar as próximas fases do cessar-fogo em Gaza”.

“Agora, nossa atenção está voltada para a implementação”, escreveu a organização, acrescentando que o NCAG “começará em breve uma transição gradual rumo à plena autoridade”.

Trump, em uma publicação anterior, afirmou que, uma vez que o Hamas estiver desarmado, “as forças israelenses vão se retirar e a Força Internacional de Estabilização trabalhará com uma nova força policial palestina para assumir a responsabilidade sobre Gaza”.

A Força Internacional de Estabilização é uma estrutura em processo de criação que reunirá tropas de vários países sob a direção do Conselho da Paz.

Uma fonte diplomática afirmou à AFP que o desarmamento será supervisionado de forma coordenada entre esta força e o governo interino do NCAG. Este órgão, no entanto, trabalha atualmente no Egito porque Israel não permite que seus membros tenham acesso a Gaza, segundo a imprensa egípcia e palestina.

Israel controla mais de 60% desse território e exigia o desarmamento completo do Hamas e dos demais grupos palestinos antes de qualquer avanço no plano.

O Hamas anunciou no início de julho a dissolução do comitê que administrava os assuntos civis da Faixa de Gaza desde 2007 e declarou querer transferir estas responsabilidades ao NCAG.

————————————————

  • Conteúdo 
  • Foto destaque: Crédito – Eyad Baba / AFP
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA