Economia
Produtores do ES investem na exportação de gengibre orgânico para os EUA e Europa
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No Espírito Santo, a cultura do gengibre vem ganhando destaque desde o ano passado e continua em crescimento. Em 2022, as exportações do gengibre capixaba chegaram a 41 países, totalizando 19,5 mil toneladas.
Os principais destinos incluem os Países Baixos, Estados Unidos, Argentina, Itália e Reino Unido. Uma tendência que tem chamado a atenção de produtores rurais capixabas é o cultivo de gengibre orgânico.

Com produção acima da média do município, a propriedade de Vânia e Arlindo em Domingos Martins obteve uma certificação internacional que permitiu o envio dos seus produtos para o exterior. Desde então, eles já exportam para os Estados Unidos, Canadá e Europa.
O processo de certificação, iniciado em maio do ano passado, envolveu a colaboração de extensionistas do Incaper de Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins, concluindo a obtenção do certificado orgânico em setembro.
A produtora rural Vânia Reinholz Traichel (foto com o governador) destaca que para alcançar a certificação foi preciso de investimentos para aprimorar a qualidade do produto.
“No ano passado, em maio, pedi ajuda do Incaper sobre gengibre orgânico porque ouvi que a cultura do gengibre orgânico estava sendo bem reconhecida no exterior. Fomos juntando documentos e em setembro conseguimos a certificação de orgânicos em mãos. Demos um grande passo no nosso negócio. Além disso, ficamos em terceiro lugar em um concurso, com um rizoma pesando seis quilos”, compartilhou Vânia.
Contrariando mitos sobre produtos orgânicos, Alexandre Neves Mendonça, extensionista do Incaper, enfatiza que a estética e produtividade não são comprometidas. Ele enfatiza que o produtor de orgânicos pode competir de maneira igual ou até superior, dado o mercado específico que esses produtos conquistam.
“Existe o mito de que os produtos orgânicos são produtos sem boa aparência e possuem uma produtividade inferior. No entanto, a realidade é outra. O produtor de itens orgânicos não apenas compete de forma igual, mas muitas vezes supera, graças à presença de um mercado específico que valoriza esses produtos em relação aos tradicionais”, esclareceu Alexandre Neves Mendonça, extensionista do Incaper.
Com destino a exportação, o gengibre é submetido a rigorosas análises para garantir a ausência de resíduos de agrotóxicos. “Esse gengibre dos produtores tirou nota máxima, não tem resquício nenhum de agrotóxico”, afirma Mendonça.
O preparo para exportação envolve um cuidadoso processo de secagem, limpeza e análise laboratorial. O gengibre é então embalado em caixas de 8 quilos, pronto para ser enviado a destinos distantes como Europa, Canadá e Estados Unidos.
Para garantir a qualidade exigida pelas certificações, o casal investiu aproximadamente R$ 100 mil na construção de galpão e estufa, além de ajustes para atender às normas de manuseio de produtos orgânicos.

Com o negócio prosperando, a certificação abriu portas para novas oportunidades e melhores preços no mercado. Cada caixa de gengibre orgânico é comercializada a R$ 67,00. “A expectativa é de conseguir exportar o nosso produto diretamente. O nosso faturamento anual depende muito da quantidade colhida. Só neste ano, vamos colher 8 mil caixas de gengibre orgânico”, revela a produtora Vânia.
Dados revelam que, em 2022, o Espírito Santo representou 59% do volume total de gengibre exportado pelo Brasil. As exportações continuam a crescer em 2023, com um aumento de 29,4% no volume entre janeiro e agosto em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Os municípios de Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins lideram, concentrando 90% da produção estadual de gengibre. O Espírito Santo é o maior produtor e exportador de gengibre do país.
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* Com informações Incaper / Governo do Estado
– Fotos: Divulgação
Economia
Aeroporto de Vitória passa a cobrar estacionamento para bikes elétricas
O Aeroporto de Vitória passou a cobrar tarifa de estacionamento para bikes elétricas. A mudança, que é novidade, começou neste mês de abril.
A informação foi confirmada pela Zurich Airport Brasil, concessionária suíça que administra o Aeroporto.
Segundo a companhia, a cobrança foi implementada para padronizar e organizar a utilização das áreas internas e operacionais do terminal.
A tarifa cobrada para as bicicletas é a mesma das motos. O valor é de R$ 25 por até quatro horas. Uma diária tem o preço de R$ 60.
De acordo com a Zurich, o valor aplicado leva em consideração, como justificativa, a similaridade de uso da infraestrutura e da ocupação de vagas entre as bikes e as motos.
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- Da Redação
- Foto Destaque: Reprodução
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