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Futebol / Cena Impactante

A expulsão de Marcelo contra o Argentinos Juniors foi justa? Analistas de arbitragem explicam

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Esportes / Futebol

Lateral do Fluminense recebeu o cartão vermelho no segundo tempo da partida de ida das oitavas de final da Libertadores, após acidentalmente provocar lesão grave em defensor adversário

O momento em que Marcelo acabou provocando uma grave lesão na perna de Luciano Sánchez, defensor do Argentinos Juniors, se tornou um dos principais do empate de 1 a 1 entre o Fluminense e a equipe argentina. Um lance acidental que deixou o experiente jogador totalmente consternado em campo e resultou em sua expulsão, na partida de ida das oitavas de final da Libertadores. O árbitro chileno Piero Maza viu a imagem no VAR e foi lhe explicar o motivo do cartão vermelho, apesar da falta de intenção. Aos prantos, o lateral tricolor aceitou e saiu de campo sem reclamar.

No dia seguinte à partida, segue a discussão se a expulsão foi realmente merecida, ou se o resultado do lance acabou punindo o jogador tricolor injustamente. Especialistas em arbitragem divergem nas posições sobre a decisão tomada por Maza.

Expulsão ‘super aceitável’

A ex-árbitra Fernanda Colombo entende que o resultado impactante da jogada — um relatório mostra que houve uma separação entre o fêmur e a fíbula de Sánchez, e ele deve precisar de até dez meses para voltar aos gramados — pesou na decisão. Mesmo sendo um acidente, o cartão vermelho foi compreensível.

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— Para mim, o lance foi acidental. O Marcelo não teve a intenção de pisar no adversário, mas, como a imagem foi forte, e a consequência também, é super aceitável a expulsão. Tanto é que o Marcelo nem questionou — disse Colombo  — A consequência do lance foi muito impactante, assim como a imagem, e por isso ele expulsou.

‘Nenhuma ação para ser expulso’

Indo no caminho contrário, o também ex-árbitro Salvio Spinola se mostrou contra a decisão tomada pelo árbitro chileno. Por meio de suas redes sociais, logo após a partida, ele mostrou entender que a regra deve punir “pela ação do jogador”, e não “pelo resultado”. Como Marcelo provocou a falta por acidente, ele acha que as imagens mostradas pelo VAR definiram o cartão vermelho.

Já nesta quarta-feira, Spinola reforçou a sua interpretação e levantou a situação hipotética de um cuspe de um atleta, que mereceria o vermelho pela intenção: “Cuspir no pé do adversário é cartão vermelho. Cuspir no rosto é vermelho. Cartão pela ação de cuspir”.

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* Conteúdo Jornal Extra – David Ferreira

* Foto: Luís Robayo – AFP

* Vídeo: Reprodução – Youtube

 

 

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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