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Copa do Mundo / Futebol Feminino

Empate entre EUA e Holanda, virada da Nigéria e triunfo de Portugal: como foi o oitavo dia da Copa

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Estados Unidos empataram com a Holanda e colocaram fim aos 100% de aproveitamento em Mundiais, estabelecido desde a fase de grupos de 2015

O sétimo dia de jogos da Copa do Mundo Feminina 2023 contou com reviravoltas, marcas históricas e viradas surpreendentes. Na partida da noite de quarta (no Brasil), os EUA saíram da desvantagem para empatar com a Holanda em 1 a 1, na reedição da final de 2019. Portugal venceu o Vietnã com atuação sólida por 2 a 0, e a Nigéria conquistou uma virada sobre a anfitriã Austrália por 3 a 2, chegando ao primeiro lugar do Grupo B e deixando as contas para a classificação completamente em aberto.

EUA perde sequência de vitórias

Depois de dois triunfos contra a Holanda em mata-mata — na final do Mundial da França, em 2019, e nas quartas de final em Tóquio-2020 —, os Estados Unidos tiveram o primeiro resultado frustrante desde as duas últimas campanhas, que terminaram com o bicampeonato consecutivo. As americanas, que chegaram como superfavoritas na competição, tem o status balançados depois de duas exibições que não tiveram o mesmo brilho de 2015 e 2019. O resultado colocou fim à sequência de 13 vitórias em Copas, conquistadas desde a fase de grupos no Mundial do Canadá.

As holandesas começaram melhor a partida, aplicando pressão sobre os EUA desde o início, e abriram o placar com um chute de fora da área de Jill Roord aos 16 minutos, bem colocado no canto esquerdo da goleira Naeher, que não conseguiu evitar. As americanas até tentaram buscar o empate na primeira etapa, mas a Holanda se armou defensivamente e deixou a decisão para o segundo tempo.

Os EUA voltaram melhor, com a entrada de Lavelle no lugar de Demelo, e alcançaram o empate aos 17 minutos, com Horan marcando de cabeça e se igualando a Sophia Smith na artilharia da equipe no Mundial. As americanas ainda balançaram as redes outra vez, com Morgan recebendo belo passe de Rodman para ampliar, mas a jogadora não conseguiu se tornar a primeira pessoa a marcar em seis Copas do Mundo, já que o gol foi anulado porque ela estava em posição de impedimento. Até o final, o jogo foi equilibrado: a Holanda teve 46% da posse contra 48% dos EUA, e 16% em disputa. Mas foram 18 finalizações das americanas contra apenas quatro das holandesas, e o resultado terminou no empate em 1 a 1.

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Portugal não deixa chance para o Vietnã

Se as vietnamitas se sentiram vitoriosas ao impedir uma goleada ainda maior dos EUA na estreia, quando perderam de 3 a 0, a sensação não foi a mesma na madrugada da quinta-feira (no Brasil) na derrota por 2 a 0 para Portugal. As duas seleções participam pela primeira vez de uma Copa, e a expectativa era de que o duelo fosse mais parelho, mas as europeias não deram chance para o Vietnã e dominaram a partida desde o começo.

Logo aos 6 minutos, Telma Encarnação abriu o marcador no segundo gol mais rápido da Copa até agora. Portugal ainda teve uma chance que parou na trave antes de Kika Nazareth ampliar a vantagem aos 20. O domínio foi absoluto, com 27 finalizações das portuguesas contra apenas cinco das vietnamitas, e a sensação foi de que o 2 a 0 saiu barato pelo volume de jogo apresentado. Com a segunda derrota, o Vietnã está eliminado, enquanto Portugal segue na terceira colocação do Grupo E, com três pontos. Estados Unidos e Holanda, primeiro e segundo, somaram quatro, e as vagas para as oitavas de final serão decididas na última rodada.

Nigéria vira e assume a liderança

No jogo mais movimentado do Grupo D até agora, a Nigéria venceu de virada a Austrália por 3 a 1, diante dos olhares de mais de 49 mil espectadores no Brisbane Stadium — onde o Brasil enfrenta a França no sábado. As anfitriãs abriram o placar com gol de Van Egmond no primeiro minuto dos acréscimos, e a partir daí o marcador não parou mais. As nigerianas conseguiram o empate aos 50 minutos, com belo giro de Kanu para marcar após vacilo da zaga australiana.

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Na segunda etapa, a dupla formada por Ohale e Oshoala no ataque fez a diferença. Ohale colocou a Nigéria na frente em um gol de cabeça após uma cobrança de escanteio, e a bola chegou na cabeça dela após cabeceio de Ajibade, e a atacante só precisou empurrar para dentro do gol. Sete minutos depois, veio o terceiro: em um contra-ataque da Nigéria, a bola foi lançada para frente, e a zagueira australiana Kennedy tentou afastar de cabeça. Mas Oshoala estava ligada no lance e ficou com a sobra, colocando com categoria a bola na rede aproveitando a antecipação da goleira, que nada conseguiu fazer além de ver a rede balançar. Com o gol, ela chega a marca de ter balançado as redes em três Copas diferentes e escreve mais um capítulo de sua história no futebol do país.

A Austrália sentiu o peso da virada, mas continuou a buscar o resultado até o final. E veio mais um gol, aos 9 minutos dos acréscimos, com Kennedy tendo uma espécie de redenção após a falha no gol de Oshoala. Em cobrança de escanteio, ela pulou bem e teve confiança para empurrar a bola para dentro da meta e encerrar o placar em 3 a 2. Agora, a Nigéria é a líder do Grupo B, com quatro pontos — mesmo número do Canadá, mas com a vantagem de ter um gol marcado a mais. Na terceira posição está a Austrália, com três pontos, enquanto a Irlanda do Norte já está eliminada, após duas derrotas.

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* Informações Extra – Conteúdo – Laís Malek

* Fotos: Marty Melville – Saeed Khan – Patrick Hamilton / AFP – Fifa

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Brasil conquista ouro inédito no Mundial de ginástica rítmica

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Brasileiras receberam 29,450 pontos na final das cinco bolas e superaram China e Bulgária para ficar no lugar mais alto do pódio

O Brasil conquistou neste domingo um título inédito no Mundial de ginástica rítmica, disputado em Frankfurt, na Alemanha. Na final da série simples, com cinco bolas, o conjunto brasileiro recebeu 29,450 pontos, garantiu a medalha de ouro e ainda alcançou a maior nota registrada no mundo em 2026.

Duda Arakaki, Sofia Madeira, Mariane Gonçalves, Maria Paula Caminha e Julia Kurunczi foram responsáveis pela apresentação que colocou o Brasil no lugar mais alto do pódio. Ao som de “Feeling Good”, as brasileiras fizeram uma série praticamente sem erros e deixaram para trás a China, atual campeã olímpica, e a Bulgária, campeã dos Jogos de Tóquio.

A conquista veio um dia depois de o Brasil ficar com o bronze na prova geral e garantir de forma antecipada uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

O caminho até o ouro, no entanto, teve emoção. O conjunto brasileiro avançou para a final das cinco bolas com a oitava e última vaga, após uma falha em uma colaboração durante a classificatória. Na decisão, a história foi diferente. Terceiro país a se apresentar, o Brasil completou a série e recebeu 29,450 pontos.

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A nota superou os 29,250 que as brasileiras haviam conseguido no Campeonato Pan-Americano, em junho, até então a melhor marca mundial da temporada. Na classificatória do Mundial, no sábado, o conjunto havia recebido 26,800 pontos.

A China terminou com a medalha de prata, com 28,900 pontos, enquanto a Bulgária completou o pódio com 28,400.

Assim que a nota brasileira apareceu, a técnica Camila Ferezin não conteve as lágrimas e comemorou: “A gente vai cantar o hino!”.

Capitã do conjunto, Duda Arakaki também falou sobre o peso da conquista inédita. “Muita alegria. Estamos muito emocionadas. Sempre foi um sonho. Foi muito trabalho até a gente chegar aqui. Poder ver a bandeira do Brasil no lugar mais alto, poder representar nosso povo, nossa família, não tem preço”, disse.

Nicole Pírcio também integra o conjunto brasileiro no Mundial, mas participa apenas da série mista. O Brasil retorna neste domingo para a decisão da prova, marcada para começar a partir das 9h (de Brasília).

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  • Matéria do Estadão – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – MeloGym / CBG
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