Política Nacional
Reforma Tributária é aprovada na Câmara dos Deputados
POLÍTICA & GOVERNO
A sessão entrou pela madrugada, mas a Reforma Tributária foi aprovada em dois turnos e agora será encaminhada para apreciação e votação no Senado
O texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019, que trata da reforma tributária, foi aprovado em segundo turno na Câmara dos Deputados na madrugada desta sexta-feira (7/7). A matéria recebeu 375 votos favoráveis e 113 contrários e vai seguir para apreciação do Senado. Três parlamentares se abstiveram.

Em primeiro turno, a reforma foi aprovada com 382 votos; foram 118 contrários e três abstenções. Os deputados do Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, foram orientados a se posicionar contra, mas 20 dos 95 foram favoráveis ao texto no primeiro turno.
A PEC é responsável por alterar o sistema tributário brasileiro, que vigora desde a época da ditadura cívico-militar, e prevê, entre outros itens, a unificação de tributos (IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS) que serão substituídos por dois impostos: o Imposto sobre Valor Agregado (IVAs), a ser gerido pelo governo federal, e outro que será administrado por estados e municípios.
Os parlamentares votaram uma série de destaques, após a aprovação do primeiro turno, durante a sessão. Um dos aprovados foi o fim da “guerra fiscal” entre os estados e imposto progressivo sobre herança ou doação transmitida. Ou seja, a estratégia que estados adotavam de reduzir ou abrir mão de impostos em relação a outros estados para atrair empresas e industrias.
Já sobre as heranças, quem receber bens de maior valor terá que pagar mais impostos. A oposição criticou, afirmando que a medida desestimula a construção de patrimônios.
Também foi aprovado, na emenda aglutinativa, a ampliação da isenção de impostos para igrejas e templos de qualquer culto, que agora também passa a não tributar organizações assistenciais e beneficentes ligadas a grupos religiosos. O relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) afirmou que esse ponto é fruto da negociação com a bancada evangélica.

Antes da votação do primeiro turno, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), foi à tribuna da Casa defender a aprovação da matéria. Ele afirmou que o texto é uma “pauta de estado” e que o “futuro do país” está em jogo. E destacou que o candidato à presidência da República, na eleição de 2022, que ele defendeu, foi derrotado, mas que a matéria “não é uma batalha político-partidária”.
* Com informações da Câmara dos Deputados
* Fotos: Divulgação
POLÍTICA & GOVERNO
Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6×1
Proposta prevê também redução de jornada a 40 horas semanais
Brasília – DF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, na noite desta terça-feira (14), o projeto de lei que prevê o fim com a escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1), e reduz a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais.
A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial. Segundo o texto, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.
A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso.
O presidente Lula, em postagem nas redes sociais, salientou que a proposta seguiu com “urgência constitucional, o que faz com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria.
De acordo com Lula, o envio da proposta tem relação com a dignidade das famílias brasileiras, “de quem constrói o Brasil todos os dias”. O presidente ressaltou que a jornada menor não prevê qualquer redução no salário.
Conforme o governo, a proposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho.
Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral. “O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa.
Veja o que prevê o projeto de lei:
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- Jornada semanal: limite passa de 44 para 40 horas
- Descanso ampliado: ao menos dois dias de repouso semanal remunerado
- Novo padrão: consolidação do modelo 5×2 e redução das horas trabalhadas
- Salário protegido: vedada qualquer redução salarial
- Abrangência ampla: inclui domésticos, comerciário, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais.
- Aplicação geral: limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados
- Flexibilidade: mantém escalas como 12hx36 por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana
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- Informações da Presidência da República
- *Foto destaque: Crédito – Marcelo Camargo / Agência Brasil
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