Economia
Em março, Linhares foi destaque na geração de empregos, segundo o Caged
Economia
Linhares conquistou a terceira posição no ranking de geração de emprego no mês de março entre os municípios capixabas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho/Ministério da Economia (SEPRT/ME). A cidade registrou um saldo positivo de 540 empregos em terceiro lugar, que teve Serra (1.661 empregos) e Cariacica (701), na região metropolitana de Vitória, com o primeiro e segundo lugares, respectivamente.
O destaque no saldo de empregos em Linhares foi no setor de comércio com 341 oportunidades, seguido de 121 empregos gerados na indústria, 93 no setor de serviços e dois no de construção. Foram registradas 2.988 admissões e 2.448 demissões em março.

O prefeito de Linhares, Bruno Marianelli, pontuou que a cidade se consolidou no processo de ampliação, modernização, diversificação e fortalecimento da dinâmica econômica da região, se destacando como polo em franco desenvolvimento nos últimos anos no Espírito Santo.
“A política de atração de investimentos vem gerando resultados positivos, pois o setor terciário, o comércio e os serviços, têm sido impactados com a geração de novos postos de trabalho nas indústrias e na agricultura, o que tem movimentado toda uma cadeia. No segundo semestre deste ano, a Olam estará em pleno funcionamento e vai gerar em média 350 postos de emprego, e ainda neste ano, a Britânia deverá gerar mais 1 mil postos de trabalho, além das novas plantas industriais que deveremos anunciar no decorrer deste ano”, disse o prefeito.
Muitos foram os empreendimentos que nos últimos escolheram Linhares para ampliar seus negócios, como: Brinox, P2A Embalagens Ltda., Fimag, Grupo Carone, Linhares Medical Center, Olam Internacional, Café Cacique, Britânia, Randon, Milfarma, Megatec, Max Cor, Valeo, Fábrica da Cacau Show, Cranfos e Craf Brasil. Além da ampliação da WEG, expansão da Brametal, da Fibracem, da Proteinorte e Pump do Grupo Dompel.
Ranking de empregos:
1º lugar: Serra, com 1.661 empregos
2º lugar: Cariacica, com 701 empregos
3º lugar: Linhares, com 540 empregos
4º lugar: Colatina, com 242 empregos
5º lugar: Aracruz, com 241 empregos
- Informações Prefeitura de Linhares (Secretaria de Comunicação – Valda Pessoti Ravani)
- Fotos: Divulgação e Reprodução
Economia
Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026
Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360
Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES
A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.
O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória.

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação
“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.
A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.
O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.
Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.
No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil.
“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.
Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente.
O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.
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- O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / Borana
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