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Câmara de Vereadores de Santa Leopoldina tem novo presidente

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POLÍTICA & GOVERNO

Em sessão extraordinária, Nelson do Sindicato é eleito o novo presidente da Mesa Diretora para o biênio 2023/2024

A Câmara Municipal de Santa Leopoldina elegeu sua nova Mesa Diretora, realizada em sessão extraordinária, nesta quinta-feira, 29. O vereador Nelson do Sindicato (PTB) foi eleito presidente em chapa única composta pelo vereador Sergio Lago (PDT), como seu vice; Jefferson Rodrigues (PDT), secretário e Luzinete Leppaus (PTB), como tesoureira. Para que fosse possibilitada a nova eleição o presidente teve que renunciar ao cargo que ocupava na diretoria anterior.

A composição da nova Mesa Diretora só teve a troca do vereador Romi Muller (PDT), que cedeu seu lugar para Jefferson Rodrigues.

A eleição da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Santa Leopoldina aconteceu atendendo uma “notificação recomendatória” do Ministério Público, alegando a inconstitucionalidade da composição da chapa eleita em eleição anterior, em sessão realizada dia 7 de dezembro. A alegação foi que o presidente não poderia concorrer ao mesmo cargo pela terceira vez subsequente.

Essa alegação do MP é amplamente questionável por vários juristas e pela própria Associação das Câmaras, cuja argumentação é que a lei do TSE é restrita apenas em nível federal e em relação às câmaras só basta observar o que normatiza o seu Regimento Interno. Existem inúmeros casos pelo Brasil e se formou jurisprudência sobre essa questão.

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Mas, o presidente Sergio Lago resolveu acatar a notificação do MP, enfatizando que não haveria necessidade de se criar um estresse entre poderes, uma vez que existe uma relação harmônica e respeitosa entre eles. “Não tenho essas vaidades e o importante é que o nosso grupo político saiu vitorioso”, disse Lago, tecendo críticas aos três vereadores que se opuseram a chapa e supostamente os denunciantes ao MP sobre a também suposta ilegalidade da eleição da chapa anterior tendo à frente como presidente, o vereador Sergio Lago.

Os vereadores Dorgival Batista Filho (PSB), Deucimar Romagna, o Mazinho (PTB) e Rosimar Lahas (Cidadania) estiveram ausentes e foram acusados de terem sidos os denunciantes e também foram chamados de omissos, por não estarem presentes à sessão extraordinária para justificarem suas ações oposicionistas.

Para o grupo composto por seis dos nove vereadores que compõem o Legislativo, foi mais uma vitória, impondo uma derrota a oposição, que “não aparece para o debate, vive somente de fofoca”, disse uma liderança política ouvida pela reportagem.

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Em seu discurso o novo presidente, Nelson Lichtenheld, conhecido como Nelson do Sindicato, que tomará posse no próximo domingo (1º), falou da importância da união e harmonia do grupo político. Aproveitou a oportunidade para lamentar a ausência dos três vereadores que não participaram, nem que fosse para dar seus votos contrários.

Nelson está em seu segundo mandato.

A posse da nova Mesa Diretora será no domingo, dia 1º de janeiro, às 9 horas, nas dependências da Câmara.

Composição da Mesa Diretora do Legislativo Leopoldinense para o biênio 2023/2024:

– Presidente: Nelson do Sindicato (PTB)

– Vice: Sergio Angeli Lago (PDT)

– Secretário: Jefferson Rodrigues (PDT)

– Tesoureira: Luzinete Leppaus (PTB)

Vereador Nelson do Sindicato — Câmara Municipal de Santa Leopoldina

Nelson do Sindicato, o novo presidente da CMSL e o ex-presidente, Sergio Lago

 

Vereadores — Câmara Municipal de Santa Leopoldina

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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POLÍTICA & GOVERNO

Prefeitura de Vitória lança programa histórico para revitalizar o Centro e destravar mais de R$ 6 bi

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Por José Carlos Schaeffer* | Vitória (ES)

A Prefeitura de Vitória publicou no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (16), o decreto nº 27.034 que institui o Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC). A iniciativa estabelece um marco regulatório inédito com o objetivo de reposicionar o Centro como o principal motor de desenvolvimento econômico, urbano, habitacional e cultural da capital. Com foco agressivo na desburocratização e na atração de novos moradores e empresas, o programa projeta atrair até 27,5 mil novos residentes e mobilizar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados na região. 

O ReAC atuará sobre a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), área que engloba o Centro Histórico, guiado pelo conceito de “readensamento inteligente”. Na prática, a gestão municipal passará a utilizar as obras e os investimentos públicos estruturantes já previstos para a região como âncoras para dar segurança e atrair a iniciativa privada em larga escala.

O que muda na prática?

O decreto ataca gargalos históricos que afastavam investidores da região central, criando um ambiente de negócios ágil e seguro. Para que a população e o mercado compreendam o impacto imediato, as principais mudanças incluem:

– Alvará Automático e Fim da Burocracia: Projetos de novas edificações em lotes vazios, requalificação, retrofit e Habitação de Interesse Social (HIS) no Centro passam a ter licenciamento simplificado. Os empreendimentos da região passarão para o Grau de Risco 3, e a emissão do Alvará de Execução de Obras será eletrônica e automática no ato do protocolo, baseada na responsabilidade técnica do profissional, mediante apresentação de documentação simplificada (Planta de Situação e Quadro de Áreas).

– Apoio Financeiro para Reformas (TPC): Para viabilizar financeiramente a recuperação do patrimônio, a Prefeitura aprimorou a Transferência do Potencial Construtivo (TPC). O proprietário que investir na preservação de um imóvel histórico no Centro terá a excepcionalidade de converter 100% do potencial de construção do seu lote (fórmula PT = PC) em um certificado (CPC). Esse crédito funciona como uma “moeda de troca” de alto valor, podendo ser vendido a terceiros para uso em outras áreas, financiando a própria obra de restauro.

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– Foco na Habitação de Interesse Social (HIS): O programa garante que a atração de investimentos privados caminhe lado a lado com a inclusão. Obras voltadas para a Habitação Social no Centro estão inseridas diretamente na engrenagem de benefícios e facilidades de licenciamento do ReAC, visando a construção de um bairro multiclassista e o combate à expulsão dos moradores de baixa renda.

– Tolerância Zero com o Abandono: O decreto aciona a atuação prioritária do município contra imóveis que não cumprem sua função social. Imóveis privados em situação de abandono (com degradação e ausência de posse) poderão ser arrecadados provisoriamente pelo Município. O decreto garante ao proprietário o prazo de três anos, após a arrecadação, para manifestar interesse na conservação antes da transferência definitiva do bem ao patrimônio público. O programa também prevê a aplicação prioritária do PEUC e do IPTU Progressivo no Tempo.

– Proteção da Paisagem Histórica (PVBT): Para garantir que o adensamento não sufoque a história da cidade, o decreto regulamenta os Perímetros de Proteção de Vizinhança de Bem Tombado (PVBT). Através de estudos técnicos, eles estabelecem regras inteligentes para blindar a visibilidade dos monumentos históricos e, ao mesmo tempo, flexibilizar novos índices urbanísticos e gabaritos de forma segura no miolo das quadras.

– Gestão Urbana Preditiva: Para garantir que a engrenagem funcione, o decreto institui o Gabinete de Inteligência e Transformação Territorial. A nova unidade estratégica da SEDEC coordenará o licenciamento, fará o monitoramento baseado em dados e garantirá a integração institucional entre poder público e iniciativa privada para o sucesso contínuo do programa.

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A expectativa da Sedec, com as novas regras, é viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias na Área Central, com fortíssimo incentivo para a Habitação de Interesse Social (HIS). O objetivo é aproximar moradia, trabalho, serviços e lazer, permitindo que famílias de diferentes faixas de renda possam morar em uma das regiões mais bem estruturadas de Vitória.

Um novo ciclo para a cidade

Nas últimas décadas, o coração de Vitória vivenciou um esvaziamento profundo, caindo de 30% para cerca de 10% do total de habitantes da capital. O resultado foi a proliferação de prédios vazios e a subutilização de uma infraestrutura urbana de ponta.

O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), Túllio Ponzi, reforça a capacidade de transformação do novo marco legal. “O ReAC representa uma mudança de paradigma. É uma arquitetura institucional sofisticada que confere intencionalidade ao investimento público. Na prática, a integração dos instrumentos regulamentados faz com que cada real investido pelo Município no Centro atue como catalisador do desenvolvimento, atraindo investimentos privados, ampliando a produção de moradia para todas as faixas de renda, permitindo que mais pessoas possam viver em uma das áreas mais bem localizadas e estruturadas da cidade, valorizando o patrimônio, gerando oportunidades e melhorando a qualidade de vida da população”, afirma o secretário.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Jansen Lube / PMV
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