Economia
O Espírito Santo é o maior produtor de gengibre do Brasil
Economia
O topo desse ranking foi conseguido com o fruto do trabalho árduo dos produtores rurais da região serrana e apoio da sua cooperativa
Por Paulo Borges
Para orgulho dos capixabas, o Espírito Santo é o Estado que mais produz gengibre no Brasil. Para que essa liderança em nível nacional fosse alcançada, é fundamental o trabalho realizado por produtores rurais dos municípios de Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins. Infelizmente, nem todos os capixabas e mesmo brasileiros, sabem dessa capacidade produtiva desenvolvida no Estado. Para que as pessoas possam tomar conhecimento da importância da produção do gengibre para a economia e geração de emprego e renda, foi realizada neste ano a Expo Gengibre. Foi um evento que contou com o apoio e realização das Prefeituras de Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá, além do Sebrae, Aderes e produtores e exportadores de gengibre da região.
Para defender os interesses dos seus produtores foi criada a Cooperativa dos Produtores de Gengibre da Região Serrana do Espírito Santo (Coopginger), cuja presidência é exercida pela sócia fundadora, agricultora e advogada, Leonarda Maria Plaster, sua diretora-presidente.
A Coopginger foi concebida com a finalidade “de atuar diretamente no comércio interno e externo do gengibre e outros cultivos, visando trabalhar com qualidade e preço justo, entregando para o cliente o produto com propriedade, a fim de receber em troca a valorização merecida”, enfatiza a sua diretora-presidente, Leonarda Plaster. Em todo o processo produtivo e de comercialização, “a entidade segue todos os padrões nacionais e internacionais, que vão da produção, qualidade, beneficiamento, assim como a logística”, completa.
Vale destacar que a ideia da união e cooperação surgiu em meio a uma jornada de muita luta e suor onde produtores abraçaram a causa com o objetivo de mudar a história da agricultura e do gengibre.
O grupo envolve agricultores familiares de três municípios da Região Serrana do Espírito Santo: Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins. A Coopginger está localizada nessa região, cuja sede da cooperativa fica em Santa Leopoldina.
Todo escoamento da produção é feito usando estradas vicinais que precisam receber das prefeituras dos municípios manutenção permanente, pois a produção e comercialização é sinônimo de arrecadação de impostos, emprego, renda e prosperidade da região.
Economia
Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026
Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360
Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES
A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.
O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória.

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação
“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.
A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.
O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.
Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.
No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil.
“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.
Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente.
O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.
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- O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / Borana
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