Polícia
Policiais usam drones e cães na busca pelos três adolescentes desaparecidos
SEGURANÇA
As operações se concentraram em uma região conhecida por ser utilizada por traficantes
Sooretama – ES
Forças de segurança do Estado estão empenhadas em busca dos três adolescentes desaparecidos no município de Sooretama, na região Norte do Espírito Santo. São eles: Kauan Correia, Carlos Henrique Nascimento e Wellington Gomes Simon que desapareceram desde a última sexta-feira (18).

As equipes policiais já estiveram averiguando três locais diferentes após receberem denúncias. As buscas se intensificaram, inclusive com drones, cães farejadores e um helicóptero do Notaer. O secretário de Segurança Pública do Estado, Coronel Alexandre Ramalho esteve nos locais de buscas, acompanhando as operações policiais.
As forças de segurança se concentraram em uma área conhecida como Rocinha, que fica o bairro Sayonara, em Sooretama. Uma área de mata com muitas plantações.
Segundo informações da Polícia Civil, a área costuma ser usada por traficantes para enterrar drogas, esconder material roubado, armas e, em alguns casos, até corpos já foram encontrados na área.
“Delimitamos uma área em que geralmente são encontradas drogas enterradas, armas enterradas. A área também tem histórico de ter encontrado corpo, então estamos vasculhando esse local, trabalhando nesse local com uso de drones e cães para ver se encontramos algum indício que nos dê um norte maior na investigação”, explicou o secretário de Segurança Pública do Estado, coronel Alexandre Ramalho, que coordena os trabalhos.
Adolescentes podem ter sido vítimas do tráfico
Entre as hipóteses levantadas pela Polícia Civil está a de que os três adolescentes tenham sido vítimas da disputa pelo tráfico de drogas, crime constante na região.
“Nós temos uma área de vulnerabilidade social, lamentavelmente essas áreas acabam sendo afetadas pelo tráfico de entorpecentes. A rivalidade de um bairro com o outro, a gente não sabe se eles podem ter sido confundidos com organizações criminosas rivais”, acrescentou Ramalho.
Meninos desapareceram após tiroteio
Kauan, Carlos Henrique e Wellington estão desaparecidos desde a última sexta-feira (18). Familiares contaram que no dia do desaparecimento dos meninos houve um tiroteio no bairro.
Após os disparos, os três meninos, por curiosidade, decidiram ir até o local para saber mais informações sobre o ocorrido.
Depois de conferir a situação no local, o irmão de Wellington foi para a casa da namorada e os três adolescentes disseram que iriam para casa, mas desde então, já são cinco dias sem notícia dos meninos.
Buscas continuam durante a noite
Ainda segundo informações da repórter Ana Carolina Mota, da TV Vitória, o trabalho de buscar seguiria durante a noite desta quarta-feira até 0h. Após esse prazo, a polícia vai analisar se continua o trabalho durante a madrugada ou retoma na manhã desta quinta-feira (24).
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* Com informações Folha Vitória e Polícia Civil / Foto: Polícia Civil-ES / Foto de Sooretama: Reprodução
SEGURANÇA
Irmãos policiais fazem troca de comando inédita na PM do ES
Esta foi a primeira vez em 191 anos da PMES em que um irmão transmitiu o comando para outro
Por Guilherme Lage* | Vitória (ES)
Um momento inédito marcou a história da Polícia Militar do Espírito Santo, nesta segunda-feira (22), em Vitória. Nesta data, pela primeira vez em 191 anos de PM no Estado, um irmão transmitiu o comando de uma unidade para o outro.
O momento solene aconteceu com a transmissão da 12ª Companhia Independente, que patrulha a região continental deVitória ao major Baltazar Rubim Garcia. Ele recebeu a responsabilidade das mãos do irmão mais novo, Isaac Rubim Garcia.
Isaac assumirá o 1º Batalhão da Polícia Militar, também na Capital. Segundo ele, poder passar o comando da Companhia Independente ao irmão, foi um momento único e histórico, cheio de emoção.
Foi emocionante! Inicialmente, porque transmiti o comando a uma pessoa extraordinária e que cuidará muito bem da Unidade. Em segundo lugar porque sabemos que foi um momento histórico nos 191 anos de existência da PMES, Major Isaac Rubim Garcia
Família de policiais
Isaac e Baltazar vêm de uma família com seis irmãos em que quatro são policiais. De acordo com Isaac, o desejo de se tornar um policial militar surgiu quando ainda era criança, em 1990.
Isso porque naquele ano, a irmã mais velha, Rosane, ingressou na corporação. Quatro anos depois foi a vez do outro irmão, Ubiratan. Dali para a frente, o desejo de ser policial nunca mais passou.
“Rosane, a mais velha, entrou na PM em 1990 e se aposentou na graduação de subtenente. Ubiratan ingressou em 1994 e se aposentou no posto de capitão. A família sempre ‘respirou’ a Polícia Militar e ficou muito emocionada com o momento. Quando Rosane entrou na PM, eu era uma criança de apenas 7 anos e, desde já, quis seguir os passos dela. Ela foi minha inspiração”, contou.
Para Isaac, assumir o 1º Batalhão é motivo de orgulho e sentimento de honra. Aos 44 anos, o major está há 25 anos na corporação.
Segundo ele, poder compartilhar o momento com o irmão torna a celebração ainda mais significativa.
“Isso, de certo modo, é um prêmio para nossa carreira, um reconhecimento também da história que a gente trilhou na Polícia Militar, estou muito feliz e foi no primeiro batalhão que eu iniciei minha carreira operacional, após o Curso de Formação de Oficiais. Comecei aqui em dezembro de 2003, ingressei na Polícia Militar em março de 2001, em dezembro de 2003 iniciei minha carreira no primeiro batalhão e fui até 2010 aqui”, disse.
“Honra e responsabilidade”, diz major
Para o major Baltazar, que assume o posto que era do irmão, o momento se tornou simbólico por conta da responsabilidade que se assume ao se tornar comandante de uma unidade.
Tudo se tornou mais especial por ter vivido o momento, justamente em família, ao lado do irmão e com a presença da mãe e das esposas de cada um.
Foi um momento de grande emoção e significado. Na condição de policial militar, assumir o comando de uma Unidade já representa, por si só, uma enorme honra e responsabilidade. Mas receber essa missão das mãos do meu irmão tornou a ocasião ainda mais especial. Todos os irmãos, nossa mãe, esposas, filhos e demais familiares e amigos vieram prestigiar, Major Baltazar Rubim Garcia.
Ainda segundo ele, o momento foi marcado por reflexão sobre a confiança que a corporação tem nos irmãos.
“Recebi a missão com gratidão e o compromisso de dar continuidade ao excelente trabalho desenvolvido na 12ª Companhia Independente, sempre buscando servir da melhor forma à população de Vitória”, disse.
Continuidade ao trabalho do irmão
Segundo Baltazar, assumir a nova missão à frente da 12ª Companhia exige dedicação, equilíbrio e total alinhamento com os valores institucionais da Polícia Militar.
De acordo com ele, as pessoas podem esperar a continuidade do trabalho iniciado pelo irmão, que ele classifica como “pautado na preservação da ordem pública, no fortalecimento do policiamento ostensivo e na aproximação cada vez maior com a comunidade”.
“Também pretendo dar sequência às ações integradas com outros órgãos e reforçar o emprego estratégico do policiamento, valorizando o profissionalismo da tropa e o compromisso com a missão constitucional da Polícia Militar”, afirmou.
Quem são os irmãos policiais
Isaac Rubim Garcia nasceu em 1982, em Alegre, e ingressou na PMES em 2001, aos 18 anos, por meio do Curso de Formação de Oficiais. Formado em 2003, iniciou a trajetória no 1º Batalhão, em Vitória, onde atuou como comandante de Policiamento da Unidade.
Ao longo da carreira, desempenhou funções como comandante de pelotão de patrulhamento tático motorizado e subcomandante da Companhia de Operações com Cães do Batalhão de Missões Especiais (BME).
Como capitão, passou por unidades como o Batalhão de Polícia de Trânsito, o 14º BPM, a Casa Militar do Governo e o 6º BPM. Já como major, atuou no Ciodes e na Diretoria de Recursos Humanos do Quartel do Comando-Geral, além de comandar por quatro anos a 12ª Companhia Independente. Agora, assume o comando do 1º Batalhão, unidade onde iniciou a carreira operacional.
Já Baltazar Rubim Garcia nasceu em 1979, em Jerônimo Monteiro, e ingressou na PMES em 2007, aos 27 anos, também pelo Curso de Formação de Oficiais, concluído em 2009. Sua primeira atuação foi no 9º Batalhão, em Cachoeiro de Itapemirim, onde exerceu funções como comandante de policiamento da unidade e chefe de seções de planejamento, recursos humanos e inteligência.
Também serviu no 1º Batalhão, acumulando funções de comando e inteligência, além de ter atuado como chefe de curso na Academia de Polícia Militar. Como capitão, passou pelo Batalhão de Missões Especiais, pelo 6º BPM, pelo 2º BPM e pela Diretoria de Tecnologia da Informação.
Já no posto de major, foi chefe da Divisão Operacional do 6º BPM entre 2024 e 2026. Agora, assume o comando da 12ª Companhia Independente da PMES.
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- Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / PMES
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