Gestão Premiada
Gestão Marcus Batista alcança nota máxima em capacidade de pagamento e fortalece administração fiscal
Regional
Do Correspondente / São Mateus – ES
Em pouco mais de um ano de governo, a atual administração de São Mateus já colhe resultados positivos sob a liderança do prefeito Marcus Batista (Podemos).

Em 2025, o município conquistou a nota “A” na Capacidade de Pagamento (CAPAG), classificação atribuída pelo Tesouro Nacional para avaliar a saúde fiscal de estados e municípios. Para São Mateus, trata-se de um marco histórico, já que é a primeira vez que o município atinge o patamar máximo desde o início da série histórica, em 2018.
O prefeito Marcus Batista destacou que “é mais um reconhecimento do trabalho que estamos realizando, com responsabilidade e seriedade no trato da coisa pública”.
A CAPAG analisa três indicadores principais — endividamento, poupança corrente e liquidez — que medem a capacidade do ente público de honrar seus compromissos financeiros e manter o equilíbrio das contas públicas. Em 2025, São Mateus obteve nota A em Endividamento, A em Liquidez e B em Poupança Corrente, combinação que demonstra avanço consistente na organização fiscal do município.
O histórico dos últimos anos revela uma trajetória de evolução gradual. Entre 2018 e 2024, o município oscilou entre as notas C e B, até alcançar a classificação máxima em 2025, consolidando um salto qualitativo na gestão das finanças públicas.
A classificação da CAPAG é um importante indicador técnico utilizado nacionalmente para medir a solvência e a sustentabilidade fiscal dos municípios, especialmente em análises relacionadas à capacidade de investimento e à contratação de operações de crédito com garantia da União.
O resultado reforça o compromisso da atual gestão com o equilíbrio das contas públicas, a responsabilidade na aplicação dos recursos e o planejamento financeiro, contribuindo para uma administração mais estável, eficiente e transparente ao longo do tempo.
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- Fonte: Prefeitura de São Mateus
- Foto Destaque: Reprodução / PMSM
Regional
Santa Maria investe R$ 60 milhões em nova hidrelétrica e deve criar 300 empregos
Empreendimento no Rio Cricaré deve começar a operar em 2029; grupo também estuda projetos de baterias, biogás e biometano
Por Fernanda Zandonadi*
A Santa Maria Participações planeja investir R$ 60 milhões na construção de uma central geradora hidrelétrica no Rio Cricaré, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Batizado de Km 47, o empreendimento terá capacidade instalada de cinco megawatts e poderá gerar cerca de 300 empregos diretos e indiretos durante a implantação.
A empresa prevê começar a construção no início de 2027 e colocar a usina em operação em 2029. O projeto já obteve a licença prévia municipal e a manifestação do Iphan referente à primeira etapa do licenciamento.
Antes de iniciar as obras, porém, o grupo ainda precisa concluir a compra de alguns terrenos e receber as autorizações para a instalação do empreendimento, tanto do município quanto do Iphan.
Segundo o CEO da Santa Maria Participações, Aurelien Maudonnet, a configuração da central hidrelétrica permitirá uma construção mais simples, com intervenções ambientais limitadas. “O projeto não possui túnel nem grandes extensões de conduto forçado”, afirma.
Isso significa que a água percorrerá uma distância curta até as turbinas, o que simplifica a construção e reduz as intervenções no terreno. Maudonnet explica também que a Km 47 terá reservatório, mas a área alagada será limitada.
A escolha do local considera ainda a proximidade de uma usina solar que já pertence à companhia. A presença das duas fontes na mesma região integra a estratégia da Santa Maria de diversificar a geração de energia e reduzir os riscos relacionados às condições climáticas.
Investimento
A Santa Maria ainda não definiu o modelo completo de financiamento do empreendimento.
“O projeto está sendo desenvolvido internamente e, a princípio, o capital será próprio. No entanto, a hidrelétrica está localizada na região da Sudene, o que permite captação de recursos através do Banco do Nordeste (BNB). Já tivemos três usinas solares fotovoltaicas financiadas pelo BNB na região de Colatina”, explica o executivo.
A empresa também definirá mais adiante a estratégia de comercialização da energia. Uma possibilidade envolve o mercado livre e participação em leilões, que permitem contratos de longo prazo com preços reajustados pela inflação.
“Priorizamos a venda de energia no mercado livre de energia, através da nossa comercializadora ‘Santa Maria Energia’ mas não descartamos a possibilidade de participar no próximo leilão de energia incentivada A-5”, explicou Maudonnet.
55 MW de potência
A Santa Maria Participações reúne atualmente ativos com 50 megawatts de potência instalada. Desse total, 40 megawatts vêm de hidrelétricas e 10 megawatts de usinas solares. Com a entrada da Hidrelétrica Km 47, a capacidade de geração deverá alcançar 55 megawatts.
A holding atua de forma separada da Luz e Força Santa Maria, distribuidora responsável pelo fornecimento de energia em 11 municípios do Noroeste capixaba. Enquanto a Participações administra os ativos de geração, a Santa Maria Energia atua na comercialização da eletricidade produzida pelo grupo.
Além dessas atividades, a companhia presta serviços de engenharia, manutenção de linhas e monitoramento. Outro braço trabalha com a importação e a distribuição de equipamentos fotovoltaicos.
Segundo o CEO, a integração entre geração e comercialização ajuda a reduzir a exposição às oscilações do mercado.
“A comercialização de energia tem sofrido muito nos últimos tempos com a volatilidade dos preços. Quando temos geração e comercialização ‘dentro de casa’, conseguimos diminuir o risco da operação”, afirma.
Clima acelera diversificação
As mudanças no regime de chuvas estão entre as preocupações da companhia, especialmente porque parte relevante de sua capacidade instalada depende da disponibilidade de água. Por isso, a Santa Maria acompanha as projeções climáticas e amplia os investimentos em outras fontes.
Maudonnet afirma que a empresa promoveu recentemente uma palestra com um climatologista para avaliar os possíveis efeitos do El Niño sobre a geração de energia.
“Isso realmente é uma preocupação, porque podemos ter menos água e temperaturas mais elevadas. Estamos investindo na diversificação das fontes, por isso também temos projetos de energia solar”, explica.
A companhia prepara um plano estratégico para os próximos cinco anos e avalia novas áreas de atuação. “As baterias são uma das fronteiras do setor elétrico. Também estamos estudando biogás e biometano, mas ainda não existem projetos. É uma fase exploratória”, ressalta.
Demanda industrial
O crescimento da atividade industrial aparece como o principal motor da demanda por energia no Espírito Santo no curto prazo, segundo Maudonnet.
“Existe uma demanda industrial que deve crescer no curto prazo. A perspectiva de instalação da montadora chinesa GWM em Aracruz é um exemplo desse movimento e pode ampliar o consumo de energia no estado”, avalia.
Maudonnet assumiu o comando da Santa Maria Participações há cerca de quatro meses. Segundo ele, a mudança mantém a trajetória iniciada pela família controladora e abre uma nova etapa de crescimento.
“Permanecemos firmes não apenas na geração, mas também na comercialização, na importação de equipamentos fotovoltaicos e na prestação de serviços. São vertentes com muita sinergia. Em breve, divulgaremos novos planos de crescimento e diversificação”, adianta.
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- Matéria do Folha Vitória – Conteúdo
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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