Política Regional
Presidente da Câmara de Santa Leopoldina sugere criação de banco de horas para regulamentar excedentes de horas extras de servidores
Política Regional
Santa Leopoldina / ES
O presidente da Câmara Municipal de Santa Leopoldina, Darley Espíndula (PP), apresentou na última sessão ordinária do dia 16, um requerimento ao Poder Executivo, que tem a finalidade de regulamentar as horas extras dos operadores de máquinas pesadas da municipalidade que excedem as 60 horas extras mensais, como é hoje formalizada em lei.

Câmara Municipal de Santa Leopoldina
Em seu requerimento, Espíndula pede providências ao chefe do Executivo, Fernando Rocha (PDT), que aplique “o regime jurídico constitucional quando o pagamento das horas extras realizadas pelos servidores de máquinas pesadas”. O atendimento à sua solicitação tem como objetivo que a Prefeitura adote medidas no sentido de que, “na hipótese de estar ocorrendo excesso do limite de 60 horas extras mensais”, conforme o que está estabelecido pela legislação, em conformidade com o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais, “que o excedente não seja desconsiderado, mas compensado ou computado no mês subsequente, caso este registre quantitativo inferior ao limite legal, possibilitando o justo recebimento pelo servidor das horas efetivamente trabalhadas”.
Em sua justificativa, Darley Espíndula enfatiza a necessidade da Prefeitura “averiguar se servidores operadores de máquinas pesadas estejam, com frequência, excedendo o limite de 60 horas extras mensais, de acordo com o artigo 90 da Lei 735, de 1991”.
Para o presidente, o acréscimo de horas trabalhadas de ser devidamente remunerado. “É direito dos servidores e está amparado na Constituição Federal”. Afirmou.
Ainda em seu requerimento, aprovado por unanimidade dos vereadores, sugere “a instituição de um banco de horas ou mecanismo equivalente o qual as horas extras que excederem o limite legal mensal sejam registradas e compensadas nos meses subsequentes, desde que nesses meses, não seja ultrapassado o teto de 60 horas”.
Aprovado pela Câmara, segue para apreciação do Executivo.
Política Regional
PL expulsa prefeito de Santa Maria de Jetibá por trair compromissos políticos e partidários
Presidente municipal do partido afirma que decisão foi tomada após uma série de desgastes
Já estava passando da hora de tudo isso acontecer. OPartido Liberal(PL) decidiu expulsar da legenda o prefeito de Santa Maria de Jetibá, Ronan Zocoloto, e o vice, Rafael Pimentel. O pedido foi protocolado junto à Justiça Eleitoral na segunda-feira (3) e foi provocado por uma série de desgastes entre os gestores e a sigla, conforme o presidente municipal do PL, Bruno Alves Louzada. O último foi faltar a convenção partidária no último sábado (1).Ronan e Rafael estavam filiados ao PL, quando ganharam as eleições para comandar a Prefeitura de Santa Maria de Jetibá em 2024. A vitória nas urnas contra Hans Dettmann veio por 63 votos de diferença.
O presidente do PL em Santa Maria de Jetibá afirma que o partido é bolsonarista, mas, após serem eleitos, prefeito e vice teriam se distanciado da direita e se aproximado do governo estadual e de outros políticos tidos por Louzada como “de esquerda”.
Os desgastes entre a direção municipal do partido e o prefeito aumentaram após Ronan processar a vereadora Elisa Ramlow Soares (PL). Segundo Louzada, a ação foi movida por conta de uma denúncia feita pela parlamentar sobre a descoberta de um estoque de medicamentos vencidos armazenados no almoxarifado da prefeitura.
“Ele está processando uma vereadora do próprio partido que o elegeu”, indignou-se o presidente do PL em Santa Maria de Jetibá.
Ausência em convenção do partido foi gota d’água
Nos últimos meses, a insatisfação do diretório municipal do PL com o prefeito foi aumentando por conta de algumas situações.
A primeira delas ocorreu em setembro do ano passado, quando Maguinha Malta, filha do presidente do partido Magno Malta, foi até o município durante a Festa do Morango. Na época, ela era cogitada para o Senado, e Ronan não a recebeu na cidade, segundo Louzada.
“Há 20 dias, o Magno Malta esteve na cidade e o prefeito não quis vincular a imagem dele ao senador e a Bolsonaro”, disse o presidente do PL em Santa Maria de Jetibá.
Os episódios teriam desagrado o presidente estadual do partido. O pedido de expulsão foi protocolado depois de prefeito e vice não comparecerem à convenção partidária que lançou a candidatura de Maguinha Malta ao Senado e dos candidatos nas chapas para deputado estadual e federal. O encontro ocorreu no último sábado (1), em Vila Velha.

“Eles não estiveram na convenção e não justificaram. Isso foi a gota d’água. Eles não querem conversar conosco. A Executiva Estadual do partido fez o convite para a convenção”, afirmou Louzada.
A expulsão foi aprovada pela Executiva Estadual, presidida por Magno Malta. Em nota publicada nas redes sociais, o PL afirma que a decisão foi fundamentada na ocorrência de grave indisciplina partidária e no descumprimento de orientações e diretrizes da legenda.
A reportagem tentou contato com o prefeito e o vice-prefeito, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
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- Da Redação
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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