Política
Congresso promulga Reforma Tributária, Lula é vaiado e deputado leva tapa na cara
Política Nacional
Foi uma quarta-feira (20) intensa e com cenas de xingamento, pedido de respeito aos parlamentares e com deputado agredido por defender um colega.
A Reforma Tributária e os protestos
O Congresso Nacional promulgou a Reforma Tributária nesta quarta-feira (20) com a presença do presidente Lula; presidente do STF, Luís Roberto Barroso, além do presidente Arthur Lira, da Câmara dos Deputados e Rodrigo Pacheco, presidente do Congresso. O plenário esteve lotado com a presença de deputados e senadores.

A emenda constitucional que muda a tributação sobre o consumo no País foi aprovada na última sexta-feira, 15, após mais de 30 anos de debate. O desafio agora será a regulamentação por meio de leis complementares, que serão enviadas pelo governo ao Legislativo em 2024.
A promulgação foi declarada pelo presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Vaias, xingamentos e agressão
Ao adentrar no Plenário da Câmara dos Deputados parlamentares da oposição receberam o presidente Lula com xingamento, o que constrangeu o presidente da Casa, Arthur Lira, que pediu respeito às autoridades.
Durante a execução do hino nacional, Presidente da Câmara fez sinal de negativo com a cabeça enquanto deputados de oposição viraram as costas para Lula.

Durante a cerimônia o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), da oposição, foi incomodado pelo colega petista Wellington Quáquá (PT-RJ), vice-presidente do PT e, ao intervir, o deputado Donato Messias (Republicanos-ES) recebeu um tapa na cara de Wellington. Foi feito um boletim de ocorrência na polícia legislativa.
Jantar do Lula com ministro do STF
Na segunda-feira (18), o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, recebeu em sua residência oficial o presidente Luís Inácio Lula da Silva para um jantar com os ministros da Alta Corte.
A emenda constitucional que muda a tributação sobre o consumo no País foi aprovada na última sexta-feira, 15, após mais de 30 anos de debate. O desafio agora será a regulamentação por meio de leis complementares, que serão enviadas pelo governo ao Legislativo em 2024.
Para observadores da política nacional, foi um ato que “expressa a interação” entre os poderes Executivo e Judiciário. “Foi a importância do diálogo e do relacionamento institucional entre diferentes esferas do regime”.
A ausência dos presidentes das duas Casas legislativas (Câmara dos Deputados e do Senado) foi observada não se sabe oficialmente se não foram convidados.
Os ministros Kássio Nunes e Carmen Lúcia não compareceram e justificaram suas ausências por estarem fora da capital federal.
- Com informações de publicações / Fotos: Divulgação
Política Nacional
TSE nega pedido de entidade espanhola para observar eleições
Corte apontou falta de perfil técnico e vínculos políticos de integrantes com críticos do sistema eleitoral. Entidade usava nome similar ao de órgão europeu
Por Iago Mac Cord | Brasília (DF)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o pedido de credenciamento da organização espanhola Eurolat Global Democracy Forum para atuar como observadora internacional nas eleições gerais de outubro. A decisão se baseia no entendimento de que a entidade não possui o perfil técnico e institucional exigido pela Corte para monitorar o processo de votação no Brasil.
De acordo com o Tribunal, missões desse tipo devem ser vinculadas a organismos internacionais consolidados, universidades ou centros de pesquisa com legitimidade reconhecida.
A análise técnica feita pela diretoria internacional do TSE concluiu que a organização não se enquadra no conceito de organização internacional. O grupo funciona como um fórum de debate da sociedade civil, sem chancela governamental ou autoridade legislativa.
Um ponto de confusão é que a entidade espanhola utiliza o mesmo nome da Assembleia Parlamentar Euro-Latina-Americana (Eurolat), esta sim um órgão público vinculado ao Parlamento Europeu desde 2006, mas que não possui relação com o grupo barrado.
O histórico dos integrantes e vínculos políticos da Eurolat Global pesaram decisivamente no indeferimento do pedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A missão seria chefiada por Ahmed Adheeb, ex-vice-presidente das Maldivas condenado a 20 anos de prisão por corrupção em seu país, e pelo diplomata espanhol Daniel del Valle Branco.
Entre os nomes indicados estava também Maurício Galante, vereador em Arlington, nos Estados Unidos, e presidente no mercado estadunidense do Instituto Harpia — entidade presidida no Brasil pelo ex-deputado Major Vitor Hugo e que conta com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como presidente de honra.
A Corte ressaltou que membros do grupo mantêm laços diretos com críticos severos do sistema eleitoral brasileiro, o que inviabiliza a neutralidade exigida para a observação internacional.
Ataques às urnas
O próprio Galante chegou a publicar vídeos afirmando que o pleito brasileiro corre “sério risco de não ser reconhecido” devido ao uso das urnas eletrônicas. A Eurolat havia anunciado nas redes sociais, em 2 de julho, a intenção de acompanhar as eleições sob a justificativa de buscar “eleições livres e transparentes”, mas teve a solicitação formal negada nas semanas seguintes.
A decisão segue os critérios institucionais definidos pela Resolução n° 23.678/2021, que condiciona a atuação desse tipo à celebração de acordos prévios com o Tribunal. Com a rejeição do pedido da organização espanhola, o TSE tem, atualmente, duas solicitações em análise para as eleições, incluindo a da organização “Transparencia Electoral”.
Até o momento, já estão credenciados para acompanhar o pleito a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia (UE), a União Interamericana de Organismos Eleitorais e a Rede de Jurisdições e Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
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- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto destaque: crédito: Luiz Roberto / TSE
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